sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Sobre o filme: Profissão de Risco

Desde criança, George Jung sempre teve uma relação distorcida com o dinheiro. Após ver o pai trabalhar várias horas por dia e mesmo assim continuar em falência, ele cresceu e decidiu conseguir grana de um jeito fácil, sendo introduzido por um amigo ao caminho das drogas. No começo, era tudo questão de vender alguns saquinhos de erva na praia, mas mas a ambição o levou a expandir o negócio a outros níveis, vendendo para diferentes estados e cidades, comprando maconha no México e distribuindo pelos Estados Unidos. Tudo isso durou até ele ser preso nos anos 70.

Forçado a passar um período na cadeia, George acabou aperfeiçoando ainda mais sua estratégia no tráfico. Logo após a libertação, começou a trazer cocaína da Colômbia, chegando a fechar parceria com Pablo Escobar, o chefão das drogas. Sua vida, àquela altura, já poderia ser caracterizada como uma montanha-russa: começara do baixo e chegara ao topo, depois fora forçado a voltar do zero, e então estava lá no alto novamente. O que ele não aprendera, no entanto, foi a lição que seu pai lhe dera ainda na infância: o dinheiro, apesar de não parecer, não representa tudo.


Está aí um filme do Johnny Depp que eu sempre quis assistir, mas só agora tive a oportunidade. Quando finalmente parei para vê-lo, descobri que ele era totalmente diferente do que eu imaginava. A começar pela parte da ação: "Profissão de Risco" definitivamente não é um filme nesse estilo, mas algo a ser dito bem rápido, começando lá no final dos anos sessenta, até chegar quase nos anos 2000, que é quando a história termina. Em vários momentos, torci pelo personagem principal, mesmo sabendo que as ações dele eram ilegais. Como alguém que defende a legalização das drogas, eu não poderia pensar diferente. Afinal, se essa lei fosse aprovada, sequer existiriam motivos para que o tráfico persistisse. Porém, isso é assunto para outro post...

Outro aspecto que acabou se mostrando bem diferente do que eu imaginava foi a participação da Penelope Cruz na história. Sua personagem, Mirtha, aparece mais ou menos na metade da trama, mas eu achava que seria logo no começo ou pelo menos durante uma boa parte, devido ao pôster do filme. Também esperava que ela atirasse nas pessoas ao lado do George, sendo uma parceira de crime mesmo, porém como esse não é um filme de ação, além de ser baseado em fatos reais, não foi bem assim. Portanto, fica a dica caso você tenha visto o cartaz e pensado o mesmo que eu: a personagem dela é importante sim, mas não tem um grande desenvolvimento ao redor da história.


No final, o filme é muito interessante e prende bastante a atenção. Já que as cenas passam bem rápido, principalmente com o avançar dos anos, é muito importante que se preste atenção em tudo o que é dito e feito, para não ficar perdido(a) e sem entender o que aconteceu. Acredito que a maior mensagem que "Profissão de Risco" passa é a de que nunca devemos nos esquecer de que podemos cair a qualquer instante quando estamos no topo, e que podemos ser traídos e abandonador por qualquer um se estivermos na pior. Um filme biográfico, com acontecimentos e consequências reais que provavelmente ainda vão me deixar pensando por um bom tempo.


Nenhum comentário

Postar um comentário

Design criado por Thaís Maria. Todos os direitos reservados.