segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Não deixe a inveja destruir sua vida

Quanto mais o tempo passa, mais eu me dou conta do quão imperfeita sou. De quantos erros cometo, de quantas pessoas firo sem perceber. Quanto mais o tempo passa, mais vou refletindo sobre as minhas atitudes, e foi num dia desses que percebi que, sem querer, sem enxergar, acabei realizando uma auto-sabotagem: eu estava dominada pelo vírus da inveja.

No início, pode parecer uma simples admiração, mas com o tempo começam a vir os porquês: "por que não posso ser assim?", "por que não posso ter isso?", "por que quando tento fazer as coisas desse jeito, nunca dá certo?" Daí, olhamos para o lado e vemos que, para o outro, parecem não existir barreiras, pois com ele tudo se ajeita. As consequências para a mente não poderiam ser piores: depressão, desânimo, vontade de derrubar ou de diminuir o próximo, para que consigamos nos sentir no mesmo nível, ou até além, dentro da nossa própria concepção.

Foi aí que comecei a me questionar: como levar a sério a máxima de que somos todos iguais, se vivemos em um mundo de comparações? Desde o nascimento, algumas pessoas são colocadas em "pedestais" por amigos e familiares, mesmo sem nem entender o motivo, enquanto o resto é desencorajado, por vezes silenciosamente, a acreditar que é incapaz, duvidando aos poucos do próprio potencial.

Por tudo isso, não é a toa que tantos de nós invejam, por se sentirem impotentes. "Não posso porque sou pobre, mas ele(a) é rico e pode", "não posso porque sou feia, mas ela é bonita e pode", "não posso porque não tenho talento, mas, ah, adivinha? Ele tem e pode". Se em vários momentos encontramos a porta fechada na nossa cara, nós também vamos, com o tempo, desistindo de acreditar que podemos. E passamos a cobiçar os privilégios de alguém, tendo a mais distorcida certeza de que aquilo deveria ser nosso, de que estamos sendo usurpados.

Como lutar contra esse sentimento? Será que, apesar de a sociedade insistir em fazer comparações e estar sempre distribuindo pedestais por aí, ainda podemos restabelecer nossa confiança? A resposta é sim, através do autoconhecimento. Somente entendendo quem você é e admitindo para si mesmo os seus sentimentos, é que você vai conseguir enfrentá-los. Buscando acreditar que é capaz, mesmo que ninguém mais o faça. Começando a trabalhar e se dedicar, procurando estar sempre do lado de pessoas otimistas, que não tentem a todo custo derrubar sua autoestima. Além disso, só de começar a deixar de lado as comparações, e em vez disso voltar o foco para os objetivos, o resultado vem.

O que dizem é verdade: invejamos as posses do outro, mas não o caminho percorrido para consegui-las, ou o preço que teve que pagar por elas depois. A vida castiga a todos, até os que parecem viver perfeitamente. Não vale a pena destruir a própria vida por causa da inveja. O ideal é viver de maneira feliz, sem se preocupar em estar no topo. No momento em que nos damos conta disso, é quando finalmente percebermos que não, os pedestais nunca existiram, de fato. É nesse momento que, enfim, deixamos de ter inveja.

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Eita post longo, hein? Se você aguentou ler até aqui, aproveite pra deixar um comentário, principalmente se tiver se identificado com o que falei lá em cima. Vou adorar ler sua opinião ;)


2 comentários

  1. Meninaaa, que post interessante. Gostei da sinceridade, da abordagem e principalmente da escrita do texto. Adorei saber que vc é quase minha vizinha. Adoro conhecer blogueiras cariocas... Vi um comentário seu no meu blog, vim te visistar e me apaixonei pelo seu cantinho. Com certeza virei te visitar sempre! Um beijão e feliz 2016!!!

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    1. Obrigada!! Nossa, fico muito feliz de ler um comentário desses, saber que o post interessou tanto. Um beijão, volte sempre mesmo :D

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