segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Sobre o filme: A Filha do Pastor

Apesar de não ser evangélica, sempre me pego assistindo algum filme gospel, – vide "Deus Não Está Morto" – pois eles sempre carregam várias lições para a vida. Eu gosto ainda mais se eles estiverem unidos ao tema canto, já que que aprender cantar, desde sempre, foi um dos desejos da minha vida. Talvez em um universo paralelo eu teria dado uma boa cantora.

O filme "A Filha do Pastor" traz justamente essa temática "cantante", ao lado de muitas outras. Primeiro de tudo: o roteiro é baseado na conhecida parábola do filho pródigo. Como você já deve saber, o filho pródigo é aquele que pediu a herança para o pai e saiu para o mundo, mas acabou gastando tudo e se arrependendo, decidindo ir de volta para casa e pedir perdão.

Nesse filme, Angie é uma talentosa solista e filha do pastor da igreja, mas se sente sufocada. Além de ouvir as pregações e cantar no culto, ela passa o tempo todo praticando e fazendo estudo da Bíbilia. Ela deseja ter um pouco de liberdade, sair com as amigas para ir ao cinema, dançar e se divertir em festas, porém o pai não permite que ela faça isso. É após conhecer os atores de uma peça gospel que Angie se decide: vai embora de casa e seguir o sonho de se tornar uma cantora famosa.

Assim como acontece na parábola, as coisas não saem nada bem para Angie. O cantor principal da peça, que parecia ser um príncipe, revela-se um verdadeiro canalha. De repente, Angie está envolvida em um relacionamento abusivo, do qual não consegue sair. Seu namorado, Devlin, bate frequentemente nela e a trai com outra mulher, a atriz principal da peça em que Angie inicialmente é apenas a substituta.

O tema do relacionamento abusivo foi o que mais me chamou atenção. O filme é de 2011, não tão distante do momento em que estamos, e mostra uma realidade que está presente há séculos. O abuso sofrido por Angie no decorrer do filme, a dificuldade em se separar de Devlin, tanto por achar que ele a ama, quanto pela promessa de apresentá-la a uma gravadora... tudo isso chama a atenção para a vida real, em que não é preciso ir muito longe para achar várias histórias parecidas com a da protagonista do filme.

O fato é: Angie tem talento. Ela tem um sonho e deseja persegui-lo. Ela tem amigos que se importam com ela, mesmo que tenha se transformado em outra pessoa depois de ter saído da casa do pai. Ela sente vontade de voltar, mas ao mesmo tempo não quer desistir. Porém, em um momento ela percebe: se quiser fazer tudo dar certo, terá que criar coragem e sair daquele relacionamento. Ela terá que reconhecer o seu próprio valor.

O filme é emocionante e traz várias lições importantes. Você não precisa necessariamente ter uma religião para assisti-lo. Eu me emocionei bastante, e consegui entender ainda mais por meio da história da Angie o quão complicado é estar nesse tipo de situação, sem o apoio da família e ainda por cima em um relacionamento abusivo e com várias pessoas ao redor torcendo para que você fracasse. Gostei ainda mais pelo fato da personagem principal da peça no filme ter uma história parecida com a da Angie, tornando-a perfeita para interpretá-lo.

É isso, gente! Espero que tenham gostado de mais essa resenha. Beijos!





4 comentários

  1. Oieeee genteee, esse filme é lindo.
    Tenho ele, e sempre assisto, quase decorei todas as falas já! rsrs
    É uma lição de vida linda.
    Seguindo aqui já! Adorei.

    www.carolyamato.blogspot.com.br

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    1. Realmente, Carol! É uma grande lição de vida. Muito legal que você tem pra assistir <3

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  2. Já assisti esse filme, Thais! Achei muito legal!
    Como você disse, não precisa ser evangélico pra assistir esse filme, porque traz uma lição de vida para qualquer pessoa. Ouvir sempre os conselhos de sabedoria dos pais, traz muitos beneficios e evitam muitos desastres na nossa vida. Lindo esse filme!

    www.guardiadememorias.com

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    1. Oi, Jesielle! É isso mesmo, procurar ouvir os conselhos dos pais é sempre importante. Eu me emocionei muito com essa história :) Que bom que gostou!

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