terça-feira, 4 de agosto de 2015

Texto: [Insira um título criativo]

Minhas ideias borbulham como se fossem peixes em um aquário. Um daqueles aquários bem grandes dos filmes, localizados em parques de diversão e que atraem milhares de pessoas ao redor do mundo. Os peixes – ou melhor, as ideias – me veem, mas a visão não é recíproca. Eu sei que elas estão lá, mas tudo o que vejo é a água. O mar de nada no qual se encontra minha mente. Bloqueio criativo.

Posso bater no vidro com um martelo; ele não se quebra. Tento encontrar a porta que leva até a entrada da piscina, mas ela não está lá. É aí que entro em desespero. Chega a ser doloroso saber que meus amados peixinhos estão vivos, porém sem nome. E quem vai acreditar que eles existem? Nem eu mesma posso afirmar isso. Sei em meu íntimo, mas não tem como provar. A menos que eles resolvam se mostrar.

As pessoas dizem: “sente-se e relaxe. Deixe que as ideias venham”, mas é impossível controlar a tensão. Preciso de um insight, um eureca, uma descoberta imaginária. O título de um texto, um post, o final de uma história. Como decorar a sala de aula para o próximo evento? Dúvidas e mais dúvidas. Pânico. Bloqueio criativo.

A vida não é fácil para quem vive da mente. São 365 dias, 365 ideias. Como manter-se original, em meio a tantos outros atos originais? Como se destacar? Como fazer com que alguém nos veja e se interesse? Só sei que o tanto que forcei para isso não está na conta.

A única saída é viver. Alimentar os peixes. Ver filmes novos, ouvir músicas novas. Frequentar lugares novos e conhecer pessoas novas. Relembrar o que é velho, e redescobri-lo. Abrir a mente para outras experiências. Isso mantém o interesse, faz com que os peixinhos não fiquem tímidos. Eles se sentem intimidados com a pressão. Por outro lado, animam-se ao ver que entrou um assunto novo na casa. Então, eles se unem e vêm para fora do aquário. Sim, eles respiram fora d’água. Ora, os peixes são meus, e eles fazem o que quiser.

Para meio entendedor... ah, mas você já conhece o resto da frase. Ouse, saia do sofá e pare de procurar ideias onde não há mais de onde tirá-las. Você já extraiu o bastante. Não adianta ver sempre as mesmas coisas e esperar que saiam resultados diferentes. O bloqueio criativo se vence com a fluência, com a consciência de que tudo o que o mundo oferece pode se transformar em ideia. Não é só o que você lê, não é só o que você assiste, e sim... tudo. Pode ser o que você come, o que bebe e o que não bebe. Pode ser onde você pisa. Pode ser o absurdo. Pode ser você.

Inspire-se. Não deixe suas ideias esperando para ser descobertas.

8 comentários

  1. Acabei de conhecer seu blog e salvei nos favoritos! O titulo do post me chamou muita atenção, bloqueio para escrever é horrível. Sinto como se quisesse falar inúmeras coisas, mas não sei dizer como.

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    1. Pois é, Mari! É muito chato quando isso acontece. No meu caso, sei que as ideias estão lá só esperando pra ser descobertas, mas elas não surgem na mente. Awn, você salvou o post nos favoritos? Muito legal <3

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  2. Caraa, amei esse texto, me prendeu logo desde o início! Parabéns peço blog, e realmente bloquei criativo tem que ser vencido fora da zona de conforto.

    Beijão

    papoadolescente.com

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    1. Exatamente! Nem sempre é melhor ficar sentado esperando as ideias surgirem, na maioria das vezes nós mesmos é que temos que ir atrás. Obrigada pelo comentário ;)

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  3. \o/ receba meus aplausos primeiro pelo sistema de comentário que continua o padrão e muito bom por sinal, depois e o que deveria ser o primeiro, pelo grande post que me pareceu lindão, depois triste e depois ótimo. Um ótimo pq retrata a vida de bloqueio criativo, depois com uma explosão de verdades sobre o bloqueio. Simples, eficiente e um blog novo pra mim.

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    1. Uau, obrigada! Também gosto bastante desse sistema de comentários. Quanto ao post, queria falar sobre o bloqueio (que inclusive passei várias vezes aqui no blog), mas de uma maneira diferente, que eu não tivesse visto em outros lugares. Muito legal que você tenha achado ótimo!

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  4. Ah! Eu adoro textos assim. <3 Você tem uma simplicidade na escrita, que deixa todo mundo envolvido. Adorei, adorei. <3

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    1. Obrigada, Anne!! Não sabia dessa simplicidade, foi bom saber disso :D Um beijo!

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