domingo, 30 de agosto de 2015

Sobre o filme: Boyhood - Da Infância à Juventude

O filme conta a história de um casal de pais divorciados que tenta criar seu filho Mason. A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo. (fonte: AdoroCinema)
Imagina assistir um filme onde os anos vão passando e você pode acompanhar de verdade o crescimento dos atores? Seria bem mais real, não? Sem maquiagens para envelhecer, sem quaisquer truques. Apenas a magia do tempo. Boyhood é assim, e creio que é o que torna a história ainda mais real. Afinal, foram doze anos de filmagem.

Tanto o enredo quanto as cenas são bem família mesmo, mostrando a convivência de Mason com sua mãe, pai, irmã e outras pessoas que vão aparecendo ao longo da vida (assim como acontece na realidade, muitas delas só ficam ali por um momento e depois vão embora, seguindo outro rumo). Logo quando criança, ele presencia a separação dos pais e a consequente saída do pai para viver outro país, aparecendo para ver os filhos só de vez em quando. Enquanto isso, a mãe lutava para criá-los, retornando à faculdade e se envolvendo em relacionamentos complicados.

Não se trata de um filme muitas surpresas, mas que mesmo assim acaba despertando curiosidade. "O que vai acontecer a seguir?", foi uma pergunta que fiz muito e que sempre fazemos sobre nossas próprias vidas. Acompanhamos Mason criança, depois fazendo as descobertas da adolescência, até finalmente se formar no colégio e ingressar na faculdade. Ao contrário do que parece, nada disso acontece de maneira monótona. As cenas são bem fluidas e os anos passam bem rápido (tanto que eram poucas as cenas que o diretor gravava quando se reunia com o elenco).

Na minha opinião, "Boyhood" tinha tudo para dar errado, mas no final deu super certo. Tem essa proposta ousada de mostrar o tempo passando de verdade para os personagens, não trabalhando com a troca de atores ou maquiagem para demonstrar que os anos passaram. A filmagem é bem simples, não tem efeitos especiais nem nada do tipo, o que achei ótimo para esse filme. Creio que se fosse de outra forma, teria ficado bem estranho.

É isso, gente! Espero que tenham gostado da resenha e se interessado por "Boyhood". Adorei assistir esse filme. Recomendo ver em um dia onde não tiver nada para fazer durante 2h30min, pois é esse o tempo que ele possui. É longo, mas vale a pena. Assistam o trailer abaixo:

 
Elenco:
Ellar Coltrane como Mason
Patricia Arquette como Olivia
Ethan Hawke como Mason Sr.
Lorelei Linklater como Samantha
Zoe Graham como Sheena
Nick Krause como Charlie 

Direção e roteiro: 
Richard Linklater

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Já li: O Cemitério, do Stephen King

O enredo gira em torno de Louis Creed e sua família, formada pela esposa Rachel e os filhos pequenos, Ellie e Gage. O título original, "Pet Sematary" (que inclusive deu origem a uma música de mesmo nome dos Ramones) é traduzido como "Simitério de Bichos". Esse lugar, localizado em uma trilha atrás do terreno da casa nova dos Creed, no Maine, é onde as crianças enterram há gerações seus animais de estimação. A trilha que leva até lá, no entanto, é um local amaldiçoado... não pelo simitério de bichos em si, mas pelo que há além dele. Um outro cemitério, indígena, onde se reza a lenda de que os mortos enterrados acabam voltando à vida... mas não do jeito que se imagina.

Antes de "O Cemitério", eu nunca tinha lido um livro de terror. Não sei bem o motivo, já que sou louca por filmes do gênero. Desde sempre, ouço falar de Stephen King e de sua fama como o mestre do terror. E, há bastante tempo, já havia assistido o filme "O Cemitério Maldito", totalmente baseado na história desse livro.

Acontece que no ano passado eu já havia tentado ler "O Cemitério", mas parei nas primeiras páginas por não achar nada empolgante. Por um lado, foi bom que isso tenha acontecido, pois agora posso te avisar: não pare, pois o clima "paradão" é apenas no começo. Se você deixar de lado, poderá estar perdendo um melhores livros que talvez já tenha lido.

O recado é dado logo no início: o próprio Stephen King, ao escrever "O Cemitério", sentiu um grande medo, a ponto de deixar a história de lado durante um tempo. O que pode parecer a maior propaganda enganosa quando se começa a ler, em pouco tempo se mostra verdade. O livro é horripilante, daqueles em que você sente muito medo de continuar, mas ao mesmo tempo não consegue ficar sem saber o que vai acontecer a seguir.

É agonizante ver o modo como Louis se envolve com os segredos do cemitério. Segundo seu novo amigo e vizinho Jud Crandall, um velho de mais de oitenta anos que sempre morou na cidade, o poder do local é tão grande, que a pessoa se sente inconscientemente atraída a ir até ele. "Você faz isso porque a coisa se apodera de você. E inventa razões… e elas sempre parecem boas razões… Mas faz isso principalmente porque você já esteve lá em cima, aquele é o seu lugar, você pertence a ele.  Ao 'Simitério' de Bichos, e ao que jaz além…"

Confesso que morri de medo lendo esse livro, pelo amor de Deus! Mesmo já sabendo quase tudo o que ia acontecer, por já ter visto o filme (que, aliás, é bastante fiel, mas na minha opinião não chega nem perto de capturar a atmosfera de terror que o livro traz). O autor descreve tão bem os sentimentos e sensações dos personagens, além de tudo o que está acontecendo ao redor, que tive a impressão de estar lá, não apenas como observadora, mas como participante da história. Até mesmo quando estava lendo durante o dia!

Uma coisa que chama muita atenção é a antecipação de fatos. Você está lá, lendo uma passagem normal, achando que nada de mais vai acontecer, quando de repente, um aviso: "mal sabia fulano(a) que a desgraça 'x' iria chegar dali a 'z' meses". Aliás, a história é na maior parte do tempo narrada do ponto de vista de Louis. Por isso, sabemos tudo pelo qual ele passa e o que pensa, o que dá agonia, pois em muitos momentos me peguei pensando: "não faça isso!!!!", mesmo sabendo que não ia adiantar, o cara ia fazer.

Apesar do foco estar na visão do Louis, creio que o personagem principal seja o próprio cemitério. Ele é uma coisa viva, não há como negar. Está lá para tentar destruir todos aqueles que se aproximam dele, sem piedade. O que ele dá com uma mão, tira com a outra. Não se pode confiar no poder milagroso de uma terra onde os mortos saem dos túmulos, assim, sem qualquer explicação (nota: no livro, há muitas referências à Bíblia e o que as religiões dizem sobre a vida após a morte).

Se você não gosta e fica muito perturbado(a) com livros e filmes de terror, não recomendo de jeito nenhum ler "O Cemitério". Agora, se você gosta e está a fim de ler o livro de terror, leia com certeza. Vale totalmente a pena, considerei uma ótima iniciação para mim nesse universo do Stephen King. Já estou acrescentando outros livros dele aqui na minha lista, porque mesmo com medo e no final indo dormir de luz acesa, adoro o terror apavorante, de preferência com almas penadas assombrando casas e/ou outros lugares (masoquismo total, eu sei).

No final, faço das palavras do Ramones as minhas: "I don't want to be buried in a pet cemetery. I don't want to live my life again / Eu não quero ser enterrado em um cemitério de animais. Eu não quero viver a minha vida novamente."

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Bate-papo: Novo layout, blog vs. estudos, novela das seis...

Abrimos a semana no blog com layout novo!! Um layout tipo assim, que estou amando demais! E o que é melhor: pela primeira vez, ele foi feito por mim <3 Mas calma, calma, que vai ter explicação! Como o título já mostra, são vários assuntos para discutir em um só post, e eu vou falar sobre cada um deles de uma vez.

Desde que o Thaís na Cidade é o Thaís na Cidade, eu tinha vontade de ter um layout exclusivo, personalizado por mim. Durante os últimos meses, fiz várias tentativas em blogs de testes, entrei em páginas atrás de páginas para aprender html e quebrei a cabeça para passar as ideias da minha mente para o design. Agora que finalmente está pronto é um alívio, mas ao mesmo tempo é assustador. Parando para pensar na ideia inicial, o visual ficou ao mesmo tempo parecido e bem diferente do que eu imaginava! Uma ideia foi se transformando em outra, até que chegou nesse resultado aí, ou quase! É por isso que estou chamando essa nova fase do blog de "turbulência", pois até lá algumas - ou várias - coisas ainda irão mudar. Por isso, conto com você para me dizer o que está achando dessas mudanças.

Por falar em mudanças, pois é... apesar de terem havido vários posts planejados para esse mês, apenas alguns foram ao ar. E qual o motivo disso? Escola e vestibular. Simples assim. Chega um momento na vida em que a gente perde as rédeas tentando conciliar nossos projetos com os estudos. A balança acaba pendendo mais para um lado do que para o outro. Ultimamente, andei percebendo que estava pendendo muito mais para o blog do que para a escola, sendo que esse é um ano muito importante. Desde o começo, eu sabia que teria essa dificuldade, mas agora decidi: a escola vem primeiro. Como nessa segunda se inicia a semana de provas, não estranhem se durante os próximos dias (mais precisamente, até sábado) o blog não for atualizado. É uma medida extrema. Até mesmo a Karen, nossa colaboradora (que inclusive estuda na mesma sala que eu), está precisando desse tempo.

Mas não fique triste! O blog tem muitos e muitos posts legais que você pode conferir enquanto isso. Não vai faltar texto e resenha para ler! Recomendo dar uma olhada nas tags e nas páginas mais antigas, onde você pode encontrar os assuntos já conhecidos: filmes, livros, comportamento, textos que andei escrevendo e muito mais. Para ler e reler quantas vezes quiser, eternamente :)

Aliás, você já parou para assistir a novela das seis, "Além do Tempo"? Estou amando tanto, que preciso falar sobre ela. Ainda mais porque há um mês atrás, nos primeiros capítulos, eu estava com toda aquela aura de século XIX da série Os Bridgertons (a qual fiz resenha dos livros aqui). Bastou uma chamada na televisão para eu vidrar de ansiedade. A novela tem muito romance, intriga, clichês e ótimas atuações. O Conde Felipe meu Deus, que conde gato é esse? e Lívia se amam, mas, como sempre, tudo dá errado quando eles tentam ficar juntos. Além disso, Felipe tem um filho de seu primeiro casamento, ao qual ele meio que rejeita por achar que não é o verdadeiro pai (olha o mocinho sendo desconstruído, aí!). A mãe de Lívia é uma mulher amarga, que recupera as esperanças quando descobre que o amor de sua vida, Bernardo, ainda está vivo. O homem é filho da Condessa Vitória, tia-avó de Felipe, uma mulher má que sem querer foi responsável pelo acidente do filho - e que levou todos a acreditarem que ele estava morto. Vale a pena conferir, estou morrendo de curiosidade para saber quando o Bernardo vai aparecer para todos, se ele vai odiar a Condessa para sempre, se vai ter guerra entre ela e a nora (já que as duas se odeiam), se o Felipe e a Lívia vão ficar juntos, entre vários outros mistérios.

Bom, agora você deve estar pensando que eu sou a maior noveleira! Pois nada disso, há tempos que não assisto novela! É só que essa me chamou muita atenção, ainda mais pelo fato de que vão se passar anos e anos nela e todo mundo vai estar vivendo outra encarnação e se reencontrando. Se você gosta desse tema, recomendo e muito! Sem falar da quantidade de vilões e personagens de personalidade duvidosa, além de muito humor e questões sociais sendo discutidas dentro da trama. Um prato bem cheio para mim e para todos que gostam de assistir esses assuntos.

Então, é isso que temos para hoje! Comentem o post, digam o que acharam do layout, e, caso não tenham gostado, digam o que pode ser mudado para que fique melhor. Toda sugestão é bem-vinda! Ah, e não se esqueçam de comentar sobre o tema blog vs. estudos e a novela das seis! Hahaha :D


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Músicas favoritas da Cássia Eller

Cássia Eller é uma das cantoras mais memoráveis da música brasileira. Mesmo hoje, 14 anos após sua morte, suas músicas são tocadas e relembradas (a abertura de Além do Tempo, “Palavras ao Vento”, está aí para mostrar isso), com sua voz considerada uma das melhores do Brasil. Foi com esse pensamento que criei a playlist de hoje, aproveitando também para contar um pouquinho sobre a cantora e minha relação com algumas músicas.

Cássia era uma intérprete bastante versátil, que migrava entre os diferentes estilos musicais. Seu preferido deles era o rock, de onde saíram canções como “Malandragem”. Essa foi a primeira dela que conheci, aos seis anos, cantando – muito mal, aliás – no karaokê da minha prima. “All Star” já é uma canção mais tranquila, daquelas que eu gosto de ouvir e só ficar pensando na vida, imaginando a situação toda, como se fosse eu mesma vivendo. E o que falar sobre “O Segundo Sol”? Uma das preferidas de todas as minhas músicas preferidas, não tem como não amar.


Assim como suas músicas, Cássia Eller também levou uma vida bastante versátil antes da fama. Trabalhou em ópera, coral, grupo de forró e chegou a ser servente de pedreiro. Ao contrário do que muitos dizem, sua morte não foi causada por overdose, e sim por um infarto repentino. Ela deixou um filho, Francisco, que foi criado por sua namorada na época, Maria Eugênia.

Abaixo, você confere a playlist onde separei as canções que citei no post e outras seis que mais gosto/me identifico da cantora:



quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Venha conhecer a Toysquotes ❤

Sabe aquela página no Facebook onde todo post novo que sai é impossível não curtir? Uma daquelas páginas bem fofinhas, onde é possível encontrar seus filmes, séries e artistas preferidos? Pois é, a Toysquotes é uma dessas páginas.

Criada pelo ilustrador Sances Jr., natural de Duque de Caxias - RJ (olha a minha cidade aí, sendo representada \o/), são quase 30 mil pessoas apaixonadas pelo trabalho do artista, que vai desde Friends, passando por Freddie Mercury e dando um pulinho em Harry Potter. A marca "Toysquotes" possui até sua própria lojinha, onde Sanches vende quadros, azulejos decorativos, toys personalizados e muitas outras coisas.

Segundo ele, a inspiração de suas obras vem de Mauricio de Sousa, o criador da Turma da Mônica. Tudo tende a ser mais bonitinho e infantil, fazendo com que Sanches seja cada vez mais reconhecido pelo público. Desde o primeiro momento em que minha amiga Karen (agora nossa colunista aqui no blog) me indicou, eu quase surtei! São posts com frases de Lulu Santos, Frida Khalo, Beatles, Darth Vader, Batman, Game of Thrones e tantos outros que fica até difícil escolher alguns para mostrar aqui no blog.

Porém, consegui! Selecionei algumas (ou melhor, várias) das quotes que mais gostei e me identifiquei e coloquei nesse post, para que você conheça e também se apaixone por essa explosão de fofura <3

Confira mais na fanpage: Toysquotes













terça-feira, 4 de agosto de 2015

Texto: [Insira um título criativo]

Minhas ideias borbulham como se fossem peixes em um aquário. Um daqueles aquários bem grandes dos filmes, localizados em parques de diversão e que atraem milhares de pessoas ao redor do mundo. Os peixes – ou melhor, as ideias – me veem, mas a visão não é recíproca. Eu sei que elas estão lá, mas tudo o que vejo é a água. O mar de nada no qual se encontra minha mente. Bloqueio criativo.

Posso bater no vidro com um martelo; ele não se quebra. Tento encontrar a porta que leva até a entrada da piscina, mas ela não está lá. É aí que entro em desespero. Chega a ser doloroso saber que meus amados peixinhos estão vivos, porém sem nome. E quem vai acreditar que eles existem? Nem eu mesma posso afirmar isso. Sei em meu íntimo, mas não tem como provar. A menos que eles resolvam se mostrar.

As pessoas dizem: “sente-se e relaxe. Deixe que as ideias venham”, mas é impossível controlar a tensão. Preciso de um insight, um eureca, uma descoberta imaginária. O título de um texto, um post, o final de uma história. Como decorar a sala de aula para o próximo evento? Dúvidas e mais dúvidas. Pânico. Bloqueio criativo.

A vida não é fácil para quem vive da mente. São 365 dias, 365 ideias. Como manter-se original, em meio a tantos outros atos originais? Como se destacar? Como fazer com que alguém nos veja e se interesse? Só sei que o tanto que forcei para isso não está na conta.

A única saída é viver. Alimentar os peixes. Ver filmes novos, ouvir músicas novas. Frequentar lugares novos e conhecer pessoas novas. Relembrar o que é velho, e redescobri-lo. Abrir a mente para outras experiências. Isso mantém o interesse, faz com que os peixinhos não fiquem tímidos. Eles se sentem intimidados com a pressão. Por outro lado, animam-se ao ver que entrou um assunto novo na casa. Então, eles se unem e vêm para fora do aquário. Sim, eles respiram fora d’água. Ora, os peixes são meus, e eles fazem o que quiser.

Para meio entendedor... ah, mas você já conhece o resto da frase. Ouse, saia do sofá e pare de procurar ideias onde não há mais de onde tirá-las. Você já extraiu o bastante. Não adianta ver sempre as mesmas coisas e esperar que saiam resultados diferentes. O bloqueio criativo se vence com a fluência, com a consciência de que tudo o que o mundo oferece pode se transformar em ideia. Não é só o que você lê, não é só o que você assiste, e sim... tudo. Pode ser o que você come, o que bebe e o que não bebe. Pode ser onde você pisa. Pode ser o absurdo. Pode ser você.

Inspire-se. Não deixe suas ideias esperando para ser descobertas.

domingo, 2 de agosto de 2015

4 vezes que a vida me fez rockeira

Ah gente... Eu  sou bastante eclética, curto desde o clássico que eu toco ao reggae e rock. Pra mim o que vale primeiramente é a letra e depois que eu escuto para saber como é a melodia. E isso faz com que eu goste de muitas músicas. Mas eu nem sempre fui assim. De uns tempos pra cá, vi que rock também é muito bom e não é só gritaria!!! (Hahahahah)

Por isso, separei quatro bandas e uma música favorita de cada para vocês. Está do nível easy até o hard! Espero que gostem ... (rs)

1. Biquíni Cavadão
Há quem diga que não é rock brasileiro, mas eu considero sendo. E essa música também é muito linda!!! E além disso, me traz grandes recordações...


2. 30 Seconds to Mars
Essa música tem uma participação especial da Pitty ( <3) e é super  triste e reflexiva. Esse é um dos motivos de eu gostar tanto dela... Posso dizer que não gostava muito dessa banda, mas depois dessa música, seria mentira continuar falando que não gosto (Hahahahaah).


3. Linkin Park
Gente, essa banda é babado (hahahaha). Me apaixonei pela música Crawling, uma das primeiras deles. Mas essa é a que eu estou apaixonada ultimamente, com participação especial  de Daron Malakian.


4. Slipknot
Bem, essa foi uma das quais eu tive mais resistência. Mas depois de fazer aquele esquema de ler e depois escutar, eu amei essa música aí:


E claro que eu não poderia me esquecer da Legião Urbana, Barão Vermelho, Capital Inicial, CP22, CW7,  Engenheiros do Hawaii, Fresno,  Ira!, Los Hermanos,  Nx Zero, Os Mutantes, Os Paralamas do Sucesso, Raimundos, RODOX, RPM,  Scalene, Skank,  Strike, Titãs, Ultraje a Rigor, Vivendo do Ócio.

Como também as internacionais, The Beatles, Pink Floyd, Queen Metallica, U2, The Doors, The Bee Gees, The Rolling Stones, AC/DC, Aerosmith, Guns 'N Roses, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers, Bon Jovi, Iron Maiden. Ufa! Com certeza eu esqueci alguma… É que são tantas… E tão boas (rs). Enfim, espero que vocês também gostem delas (rs).

sábado, 1 de agosto de 2015

Sobre o filme: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

E aí vem agosto, com mais uma indicação de filme aqui no blog \o/ Dessa vez vim para falar de um nacional. Antes de começar a torcer o nariz, saiba que esse filme é bom. E é através desse post que eu vou tentar te convencer a querer assisti-lo ;)

Já começo avisando que esse definitivamente não é um filme para a família tradicional brasileira. A história de Leonardo, um adolescente cego, traz também o assunto da homossexualidade. Sofrendo bullying dos colegas por ser diferente e ter que usar uma máquina de escrever na sala e aula, ele conta apenas com a melhor amiga Giovana, até que um aluno novo aparece no colégio. Após a chegada de Gabriel, Leonardo começa a descobrir sentimentos que nunca havia experimentado antes, e sonha com o primeiro beijo. Ao mesmo tempo em que isso acontece, há o ciúme da melhor amiga, que começa a se sentir deixada de lado no momento em que Gabriel e Leonardo fazem amizade.

Por conta de sua deficiência física, os pais de Leonardo são superprotetores e não deixam o garoto fazer praticamente nada sozinho. Ele precisa de ajuda para ir e voltar da escola, para visitar algum parente e coisas simples como uma viagem com os amigos estão terminantemente proibidas. Por mais que seja a função dos pais zelar pelo filho, Leonardo se sente sufocado e impotente, com a sensação de estar sempre sendo tratado como um bebê. Em meio a tudo isso, ele deseja fazer um intercâmbio e ir para longe, na esperança de conseguir um pouco de liberdade.

O filme passa muitas mensagens, mas creio que a maior delas seja: os deficientes visuais são pessoas normais. É algo que parece uma grande obviedade quando é escrito assim, ou dito em voz alta, mas a verdade é que muitas vezes fica no inconsciente que as pessoas que possuem essa condição não levam uma vida normal. Não agem como as outras pessoas, não sentem raiva, alegria, medo, desejo, não dançam, não fazem loucuras. Diferentemente do que muitos pensam, são pessoas como todas as outras, apenas veem o mundo de outra forma.

É uma história que veio para quebrar preconceitos, contada de uma maneira linda e delicada, com as inúmeras descobertas da adolescência. Me identifiquei com o desejo de liberdade do Leonardo e adorei ver a maneira como o Gabriel e a Giovana se dedicavam a ele, vendo-o como alguém especial e não como uma pessoa da qual se deve sentir pena. Assisti o filme por recomendação de um amigo e me surpreendi. De tão bem feito, ele chegou a ser premiado tanto dentro quanto fora do Brasil. Um detalhe que merece destaque são as atuações, que achei incríveis, e a trilha sonora que também gostei muito (difícil assistir e tirar a música There's Too Much Love da cabeça).

Creio que os filmes nacionais estão atingindo outro nível, que muita gente duvidou que algum dia pudesse chegar. Particularmente, eu já gostava de alguns dramas produzidos aqui no Brasil, mas Hoje Eu Quero Voltar Sozinho foi de todos o que mais me tocou. Sabe, dá orgulho ver um filme tão bonito desses e saber que ele veio daqui, abrindo portas para que outros tão bons apareçam. Espero que tenham gostado da recomendação de hoje <3

Elenco:
Ghilherme Lobo como Leonardo
Fabio Audi como Gabriel
Tess Amorim como Giovana
Isabela Guasco como Karina


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