terça-feira, 30 de junho de 2015

Sobre o filme: Para Sempre Alice

É, parece que esse ano eu abracei mesmo os filmes de drama. Por algum motivo oculto, antes costumava passar longe desse tipo de produção, mas em 2015... BOOM! Estamos no meio do ano, e do começo para cá, assisti  uma quantidade enorme de filmes do gênero, alguns dos quais merecem (e como!) uma indicação aqui no blog. O escolhido da vez é o vencedor do Oscar de Melhor Atriz de 2015, entre outros prêmios importantes. Logo de cara, já digo que foi muito merecido! Apresento a vocês, "Para Sempre Alice":

Alice Howland é uma renomada professora de Linguística na Universidade de Columbia. Vive uma vida feliz com seu marido e filhos, até que começa a sofrer repentinos lapsos de memória, que vão desde o simples "o que é que eu ia falar, mesmo?" até lugares e pessoas que ela conhece. Pensando se tratar de algum problema mais simples, ela consulta um médico, mas vê sua vida desmoronar ao descobrir que está sofrendo de Mal de Alzheimer.

O Alzheimer de Alice é do tipo genético, raro, uma vez que a doença não costuma ser transmitida de pai para filho. Além disso, ela possui apenas cinquenta anos, uma idade relativamente precoce para o surgimento da doença (a maioria dos portadores de Alzheimer possui mais de 65 anos). E agora, o que fazer? Sendo uma professora apaixonada por palavras e pela comunicação em geral, Alice não se conforma com o diagnóstico. A ideia de ver todo o seu trabalho ser esquecido aos pedaços, além de perder o dom de se expressar bem a aterroriza, principalmente pelos portadores desse tipo raro serem conhecidos pela rápida evolução dos sintomas.

A escolha do elenco foi muito boa, tornando o filme bem feito. Percebe-se ao longo da história a dificuldade de compreensão e aceitação por parte dos membros da família de Alice. Todos se sentem mal pelo que ela está passando, mas no final cada um quer viver a sua vida. É nesse momento que há a aproximação com sua filha mais nova, Lydia (vivida por Kristen Stewart), a única que parece se importar de verdade. Spoiler? Acho que não, já que é algo que infelizmente acontece mesmo na vida real.

Foi impossível não me sentir angustiada assistindo esse filme. Pensar em mim mesma, em como seria se isso tudo acontecesse comigo. Muitas vezes, queremos esquecer o que aconteceu de ruim na nossa vida, mas e se de repente começássemos a esquecer tudo, inclusive aqueles instantes que a gente gostaria de levar para sempre? Eu me sentiria e agiria exatamente como a Alice: choraria, gritaria, lutaria para manter as memórias comigo e me sentiria péssima ao saber que dali para a frente as coisas não iriam melhorar. O filme toca bem fundo nessa ferida, nesse medo. Mexe com o psicológico.

Além de tudo, "Para Sempre Alice" é bastante informativo. A história corre normalmente, mostrando um pouco de como foi feito o diagnóstico da doença através das consultas médicas, a visita ao lugar onde os pacientes que não vivem mais com a família costumam ficar, além de outras informações que podem ser um incentivo para que as pessoas se aprofundem mais no conhecimento sobre o Alzheimer.

Na minha opinião a Julianne Moore mereceu totalmente o prêmio de melhor atriz. Se doou, sentiu o drama da personagem e conseguiu passar bem isso para as telas. Eu já gostava dos filmes que já tinha visto com ela, e agora quero ver muitos outros. Vejo tanta gente falar mal dos filmes escolhidos do Oscar, mas a verdade é que muitas das atrizes foram merecedoras do prêmio que ganharam. São muitos atores e filmes, e inevitavelmente a maioria acaba ficando de fora. Digo isso porque a Jennifer Aniston também concorreu com "Cake" e acredito que ela também merecia ter ganhado. Porém, infelizmente é só uma ganhadora por ano. Abaixo, a foto da Julianne toda feliz com o prêmio:

E você já viu "Para Sempre Alice"? Se não, o que achou da sinopse e da resenha? Dê sua opinião aqui nos comentários ;)


Elenco:
Julianne Moore como Alice
Kristen Stewart como Lydia
Kate Bosworth como Anna
Alec Baldwin como John
Hunter Parrish como Tom 

Direção e roteiro: 
Richard Glatzer
Wash Westmoreland 

Autora do livro "Para Sempre Alice":
 Lisa Genova

segunda-feira, 29 de junho de 2015

10 músicas favoritas da Mariah Carey

Quando tinha doze anos, descobri que várias das canções que ouvia no rádio eram cantadas pela Mariah Carey, e desde então me tornei fã. Não do tipo que conhece a letra de todas as músicas e de todos os álbuns, mas dos que tem uma coleção enorme de canções favoritas, o que torna quase impossível escolher apenas dez para fazer um post. Porém, "quase" não é o mesmo que "totalmente", então aqui estou eu, fazendo o post com dez músicas que selecionei dentro das minhas preferidas para mostrar a vocês. A ordem não importa, hein? E só pra lembrar que essa é uma lista pessoal, sem ter o objetivo de ser definitiva. Por isso, não fique com raiva se você gostar da cantora e sentir falta de uma (ou várias) das suas músicas favoritas aqui. Agora, vamos à lista:

Against All Odds (Take a Look At Me Now): Essa música linda se trata de uma regravação que a Mariah fez da canção de mesmo nome do Phill Collins. Preciso dizer que adoro as duas versões, e não poderia ter feito essa lista sem incluir a versão dela. "Como eu posso simplesmente deixar você ir embora? Deixar você ir sem deixar vestígios?"


Always Be My Baby: Uma música bem fofinha, cujo clipe eu adoro. Impossível pensar na letra sem me lembrar da frase: "Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.". "Agora você quer ser livre, então estou te deixando voar".


Hero: Essa música serve de inspiração para aqueles dias em que estou bem para baixo, achando que minha vida não vai para frente ou que não tenho capacidade para fazer algo. "E você finalmente vai ver a verdade, que um herói existe em você".


Without You: A primeira versão que ouvi dessa música foi na trilha de uma novela, mas é o cover da Mariah o que eu mais amo. Ela me toca de um jeito que é difícil de explicar, além da letra que me faz imaginar tudo o que está acontecendo: "Não, eu não consigo me esquecer dessa noite, nem do seu rosto enquanto você estava partindo. Mas eu acho que é exatamente esse o rumo que a história toma".


Make It Happen: Essa é a que conheço há menos tempo, mas já amo demais. Uma homenagem ao gospel e às canções dos anos 80, o que eu mais gosto nessa música é o ritmo. "Se você acredita em si mesmo o suficiente e sabe o você que quer, você tem que fazer acontecer".


Dreamlover: Mais uma canção fofinha, para quem está naquela fase onde não se está apaixonada por ninguém, mas, caso essa pessoa apareça, tem que ser alguém especial. Ou seja, só no aguarde! "Eu quero um amante que me conheça. Que entenda como eu me sinto por dentro".


I Still Believe: Se me perguntassem qual é minha favorita, I Still Believe seria a resposta, pois tudo nessa música me emociona: a letra, a melodia e o modo como a Mariah a canta. "E depois de todo esse tempo, você pensava que eu não sentiria o mesmo. Mas o tempo se desfez em nada. E nada mudou".


My All: Foi a partir dessa música que eu soube que tinha me tornado fã. Já ouvi tocar muito nas rádios, mas demorei a descobrir que era a Mariah que cantava. Amo ontem, hoje e sempre. "Eu daria tudo pelo seu amor hoje à noite".


It's Like That: Quando lançou esse single, Mariah estava dando uma reviravolta em sua carreira, lançando um álbum de sucesso após um tempo sumida das paradas musicais. Música para dançar e arrasar, um retorno triunfal. "Pois essa é a minha noite. Sem estresse, sem brigas, estou deixando tudo isso para trás".


We Belong Together: Além de linda e com um arranjo ótimo, essa balada possui um clipe cuja história tem ligação com a do anterior, "It's Like That". Por isso, sempre acabo assistindo os dois juntos. Outra música que eu já conhecia, mas demorei a saber que era a MC que cantava. "Quando você se foi, eu perdi uma parte de mim. Isso é tão difícil de acreditar. Volte por favor, pois baby, nós nos pertencemos".

E vocês, gostaram da lista? Curtem as músicas da Mariah? Se sim, quais são as suas favoritas? Comentem :)

domingo, 21 de junho de 2015

Sobre o filme: Operação Big Hero

Depois de ver várias pessoas elogiando, tanto no Facebook quanto no Adoro Cinema, fiquei muito, mas muito curiosa para conferir esse filme. Ele foi lançado no final do ano passado, com o título original de Big Hero 6. Ontem eu o assisti aqui em casa e curti mil vezes, o que me deixou super empolgada para fazer a resenha. Aos que ainda não assistiram, vamos ver um pouquinho sobre a história e outros aspectos interessantes de Operação Big Hero? Venham comigo:

Hiro Hamada é um garoto de apenas 13 anos que já se formou na escola (imagina que legal!), mas que, ao invés de aproveitar o tempo de sobra para entrar em uma faculdade e se formar, ele prefere participar de competições ilegais de luta entre robôs. É após conhecer o Instituto onde seu irmão mais velho Tadashi, estuda, que ele se dá conta do quanto está perdendo. Infelizmente, após um acidente no Instituto, Hiro fica totalmente perdido e deprimido, mas é com a ajuda do curioso robô Baymax, construído por seu irmão, que ele vai descobrindo um sentido na vida e aprende a lutar contra um misterioso vilão que surge logo após o acidente.

Eu gostei do filme por várias razões. O primeiro aspecto que reparei foi a qualidade gráfica. Cada vez mais a Disney vem se superando, e nessa animação vê-se imagens nítidas e de tirar o fôlego (que me deixaram curiosa para saber como essas animações são feitas). Por falar em Disney, há um fato importante: desde 2009, a empresa se tornou dona de uma das maiores fabricantes de quadrinhos do mundo, a Marvel. Por isso, qualquer influência dos super-heróis da Marvel em Operação Big Hero não é coincidência. A história foi mesmo baseada nesses super-heróis, e inclusive em dois momentos do filme há a presença do Stan Lee (criador do Homem-Aranha, Homem de Ferro, Thor, Hulk e muitos outros personagens famosos do universo Marvel).

Outro ponto marcante nesse filme é a presença da tecnologia. Assim como os amantes dos quadrinhos vão adorar as referências a super-heróis, os que curtem produtos futuristas e de tecnologia de ponta também vão se animar. Afinal, são tantos itens mostrados e que poderiam (e podem) existir algum dia... A união entre a Física, Química e Robótica é essencial para o desenvolvimento da história. Ou seja: é muito orgulho nerd, gente!

Além das cenas de ação e humor (aliás, preciso dizer que ri em várias partes do filme) bem construídas, Operação Big Hero tem um roteiro que também vai agradar quem já não é mais criança. É uma história que vai criando sentido à medida que alguns acontecimentos são explicados, sem deixar pontas soltas no final (pelo menos, não que eu tenha percebido). É impossível não associar o Baymax, um robô inflável criado com o propósito de cuidar da saúde das pessoas, com o nosso famoso Zé Gotinha, além daquele boneco da Michelin, o que acaba sendo bastante engraçado.

Os demais personagens são os melhores amigos do irmão de Hiro, que acabam se tornando amigos deste também, além de verdadeiros heróis. Honey, Fred, Go Go Tomago e Wasabi foram personagens que amei, cada qual com a sua personalidade e habilidade. Nenhum deles nasceu com superpoderes, portanto, fazem uso de toda a tecnologia disponível para lutar contra o grande vilão da trama, contando, para isso, com a própria inteligência deles e com a genialidade de Hiro. Achei show!

No final, não vi nenhum ponto negativo no filme. Como falei durante o post, os gráficos, a história, os personagens e inclusive a trilha sonora são bem construídos. É aquele tipo de animação onde acontece bastante coisa durante uma hora e meia. Tem um drama sem ser pesado, e as cenas de humor são, sim, engraçadas. Creio que foi por isso que levou quase 3 milhões de pessoas ao cinema no Brasil e inclusive levou o Oscar de Melhor Animação. Mais do que merecido!

Nota final: Operação Big Hero me fez pensar de uma maneira bem curiosa naquela Teoria da Pixar que já mencionei nesse post aqui. Como a Pixar pertence à Disney, não seria nem um pouco estranho se o Operação Big Hero também estivesse conectado com os filmes que fazem parte da Teoria...

Confira o trailer abaixo:

sábado, 20 de junho de 2015

"Miss Falsidade"

Sem vontade própria, fazia sempre o que os outros queriam. Era sempre a amiga, a ouvinte, a puxa-saco. Nunca a participante ou o centro das atenções, a menos que tivesse feito alguma coisa errada. Na maior parte do tempo, apenas operava uma personagem altamente clichê, mas que ao mesmo tempo era só dela. Até isso fazia errado, no final das contas.

"Qual o seu maior desejo para o mundo?" Ninguém perguntava a ela. Mesmo que perguntassem, talvez nem desse certo. Estava tão acostumada a sorrir e acenar, que dificilmente seria capaz de fazer outra coisa. Riam dela e a humilhavam, mas o que importava? Se continuasse fazendo o que fazia, talvez com o tempo as pessoas lhe entregassem a coroa que tanto merecia.

A Miss que só dizia "sim", mesmo que a vontade fosse dizer "não". Que abria mão das próprias opiniões, só para que o mundo visse o quanto era boa. Não era a única a desempenhar esse papel, mas outras certamente faziam melhor. Se fosse o contrário, não ficaria sozinha enquanto as outras Misses recebiam a coroa que ela tanto almejava. Inveja? Nunca! Apenas revoltada com o destino. Se fosse vencer por mérito, já deveria ter ganhado uma medalha por todo o esforço que fazia.

Queria ser rainha, mas, se tomasse a coroa para si, ela lhe seria arrancada. Se tomasse a frente das situações, ela seria empurrada para o fundo. Pobre dela, que não percebia que melhor do que ser rainha de vários, era ser rainha de si mesma. Ser sua própria Miss, sem regras. Aceitar levar uns bons tapas na cara, mesmo que doesse. Se já não gostavam da imagem falsa, que mal teria em mostrar a verdadeira?

O esforço para ser popular era imenso, e por isso a Miss Simpatia se arrumava mais uma vez para sair na rua. Usou maquiagem para melhorar a aparência física, quando a imagem da alma estava totalmente exposta. A face vazia e superficial a qual ninguém estava interessado. Seria assim, dia após dia, até que finalmente se deparasse com seu verdadeiro potencial. Até que notasse que a Miss Simpatia nunca existiu de fato.

sábado, 13 de junho de 2015

Já li: O Visconde Que Me Amava, da Julia Quinn (Série Os Bridgertons - 2)

Vocês não sabem o quanto estou feliz em escrever sobre esse livro. Mesmo. Li durante a semana e simplesmente o devorei em três dias, algo que não acontecia há muito tempo. O motivo? Eu não conseguia parar de ler. Foi meu primeiro épico romântico, o segundo livro de uma série onde existem oito (sendo cinco deles publicados no Brasil), cada um contando uma história diferente. Vamos ler a sinopse e a resenha:
A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração. (fonte: Skoob)
Tudo no livro me chamou atenção: a sinopse, a capa, o ambiente inglês e o fato de a autora ter sido considerada a Jane Austen moderna (ainda não li nenhum livro da Jane, mas conheço a sua fama). Portanto, assim que adquiri o eBook, corri para ler.

Antes de mais nada, um aviso: O Visconde Que Me Amava tem cenas eróticas. Achei válido destacar porque só de olhar para a capa e a sinopse isso não fica tão claro (ou eu que fui cega), e algumas pessoas podem ficar incomodadas se estiverem lendo e do nada perceberem isso. Tudo bem, a sinopse menciona que o personagem trata-se de um libertino, mas por tratar-se de um romance de época, eu achei que não iria ter muitos detalhes. Não que eu não tenha gostado de descobrir o fato...

Kate é uma moça de vinte e um anos que em pouco tempo será considerada velha demais para casar, segundo o costume do século XIX. Ela não possui muitos pretendentes (na verdade, nenhum), enquanto sua irmã mais nova, Edwina, possui vários, chegando até a ser considerada "A Incomparável" no quesito beleza. Kate não sente inveja dela, muito pelo contrário. Ela é uma mulher de personalidade forte, com suas próprias convicções. Se nenhum cavalheiro estiver interessado em se casar com ela, ela não ficará indignada. Jamais dobraria o joelho para nenhum homem.

Do outro lado há Anthony, o visconde cuja fama de libertino é lendária, assim como sua beleza. Eis que um dia, próximo de completar trinta anos, ele decide largar essa vida e arrumar uma esposa. Em meio a tantas candidatas, ele escolhe Edwina, irmã de Kate, não apenas por sua beleza, mas também por um fato em particular: ele jamais se apaixonaria por ela.

Há uma razão de por que Anthony quer se casar com uma mulher pela qual ele não se apaixone, mas acho melhor não falar muito para não estragar a história. O fato é: esse motivo faz sentido. No começo, Kate não gosta nem um pouco de Anthony. Sente ódio porque não acredita que existam "ex-libertinos", e por isso teme pela irmã. Se o visconde estiver mesmo disposto a se casar com Edwina, terá que convencê-la antes. Mas é claro que tudo muda...

É um livro onde você entende os personagens, já que ele vai alternando entre o ponto de vista da Kate e do Anthony, em terceira pessoa (aliás, preciso dizer que me apaixonei pelo Anthony). Você se emociona muito, sente raiva, alegria, tristeza, ansiedade, tudo de acordo com os sentimentos dos personagens. As partes hot são muito bem escritas, por sinal, e são apresentadas no momento certo. Elas não ocupam a maior parte do livro, o que dá espaço para que o enredo se desenvolva.

Um romance de tirar o fôlego, cuja expectativa só vai aumentando ao longo da leitura e que não decepciona em nenhum momento. O que quer que eu tenha imaginado antes de começar a ler, foi mil vezes melhor. A linguagem não é complicada, o que gostei bastante (algumas palavras eu não conhecia, mas foram só duas ou três). Os capítulos são bem organizados, e mesmo que tenha lido em eBook, vi algumas fotos da versão física e reparei que a diagramação é igual. Achei a capa lindíssima e bem feita pela editora, mas cuidado: diferente da moça da capa, a Kate não é loira, mas isso são só detalhes.

O único ponto negativo do livro é não ter continuação. Tudo bem que eu já sabia que não tinha, já que cada livro da série dos Bridgertons tem foco em um personagem diferente da família. Porém, não pude me conformar quando vi que ele estava acabando e a história pararia ali. Aquela infelicidade que a gente sente quando está chegando no final da leitura veio forte, e até agora estou considerando enviar um e-mail para a autora implorando que ela continue. Sério.

No mais, acho que quem ler vai gostar do recado que a Julia Quinn deixou no final. Ele encerra a história de maneira bem definitiva (por isso, creio que não terá mesmo continuação), mas o principal é que ela explica alguns fatores dos personagens que os leitores podem não ter compreendido. Achei dignas as observações dela, e por um instante louco até me senti próxima. Foi a partir daí que soube que me tornei fã da Julia.

Um livro que eu recomendo e muito, que assim que terminei me deu vontade de voltar na primeira página e ler tudo de novo. Acho que é esse o sentimento que um ótimo livro traz. Isso e a sensação de estar apaixonada por alguém, mesmo que esse alguém não exista. Estou muito ansiosa para ler os próximos volumes da série.

Os livros que já foram publicados no Brasil

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A importância de guardar os próprios textos

Dia desses, estava passeando no Tumblr e me lembrei da quantidade de textos que escrevia lá no início, quando a rede social não era tão cheia e eu fazia várias crônicas, sobre determinados assuntos. Decidi ir até o fundo, lá na página inicial, e ler o primeiro conto que publiquei. Foi nesse momento que me lembrei que aquele não era o meu primeiro perfil no Tumblr, e que o original havia sido excluído há muito tempo, junto com todos os outros textos que tinha feito no site.

Foi a partir daí que passei a entender a importância de guardar os próprios textos, mesmo que não se tenha gostado deles. A sensação de ler de novo o que escrevemos há tempos é totalmente nova, quase como uma descoberta sobre nós. Olhar para nossa antiga maneira de escrever, o que mudou e o que não mudou, faz com que a gente olhe para o passado de outra forma e nos perguntemos: “no que eu estava pensando quando escrevi isso?” e conseguir se lembrar, ou até mesmo não. Revermos o que somos, éramos e o que ainda podemos ser.

O que aconteceu com aquele meu primeiro conto no Tumblr? Certamente, a blogosfera o engoliu – apesar de eu ainda ter a esperança mais louca de que ele possa voltar. E quanto a todos aqueles textos, poemas e até “jornais” que eu escrevia na infância aqui em casa e foram jogados no lixo, para não ocuparem espaço? Chega a ser doloroso me lembrar deles, da quantidade de horas que perdi escrevendo, além das arvorezinhas destruídas por tão pouca coisa. Meu único consolo é que pelo menos alguns deles possam ter sido encontrados por alguém, que independentemente de saber ou não ler, teria olhado para tudo aquilo e se inspirado, uma verdadeira utopia.

Valorize o tempo que você passa escrevendo. Valorize o seu eu do passado, e consequentemente o do futuro. Veja novamente suas cartas, papéis e histórias e não sinta arrependimento, por mais tristes que sejam. Aquele(a) um dia já foi você. Olhe para o seu progresso, com a certeza de que pode ser ainda melhor. E nunca, nunca, jogue seus textos fora. Até porque, eles jamais serão escritos de novo. Nem mesmo por você.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Como fazer um bom ensino médio e me preparar para o vestibular?

Estamos a três dias da prova da UERJ (pelo horário que isso está sendo postado, já são praticamente dois), e isso me fez refletir sobre tudo o que fiz ao longo do ensino médio em relação aos estudos. Recebi muitos conselhos ao entrar nessa fase, e a alguns confesso que não dei ouvidos. É por lamentar esse erro que fiz esse post, para aconselhar todas as pessoas que pretendem entrar para a faculdade e que talvez precisem de uma luz para começar a estudar. A quantidade de candidatos por vaga é enorme, a disputa é acirrada e a maioria das pessoas fica fora da faculdade que deseja. É um fato que precisa estar claro, não querendo assustar ninguém. Portanto, independentemente da carreira que você almeja, se você sempre quis saber como ser um bom vestibulando, sua chance de descobrir é agora:

Aprender é diferente de decorar
É muito normal a gente estudar um dia antes da prova achando que está no lucro, mas a verdade é outra. Dificilmente aquele assunto que você decorou às pressas para tirar nota boa vai ficar guardado na memória. Quantas vezes mal sabemos dizer o que estudamos assim que terminamos a prova? Pois é. O motivo é que isso não é estudo, e sim uma forma de decorar. Procure estudar de verdade e compreender a matéria, principalmente aquelas onde se usam fórmulas.

Esteja presente nas aulas
O motivo não poderia estar mais claro: você vai perder matéria, e mesmo que copie de outro colega, não saberá exatamente o que o professor disse na aula. Atenha-se também seguinte fato: presença de corpo não é o mesmo que presença da mente. Ou seja, não basta estar na aula, tem que prestar atenção. É verdade que algumas vezes vem aquele sono ou vontade de ficar rabiscando na última folha do caderno, mas da próxima vez, lembre-se do quanto isso pode te distrair e te prejudicar.

Tenha tudo anotado
Se o seu professor é do tipo que não anota absolutamente nada no quadro, escreva o que considerar importante. Se você não quiser, use um gravador para registrar tudo o que for dito por ele. Mas tenha cuidado, pois nem todos gostam desse tipo de atitude. Tenha certeza de que ele não se importa antes de fazer isso. Se ele for do tipo que anota, aí sim pode ter certeza de que a matéria é importante, e, mesmo que não caia na prova, pode aparecer em algum concurso próximo.

Saiba onde estão suas dificuldades
É provável que em algum momento você tenha passado horas estudando uma matéria e quando chegou na hora da prova, tenha se saído muito mal. Além do nervosismo, isso pode ter acontecido porque você não estudou do jeito adequado. É importante saber onde estão suas dificuldades reais na matéria, isto é, qual parte você não entendeu e descobrir qual o jeito mais fácil de dominá-la, seja através dos exercícios, dos livros, de um grupo de estudos ou até mesmo voltando a matéria toda, desde o começo.

Tire dúvidas, não tenha vergonha
Se você é do tipo que pode ir para casa com dúvida, mas de jeito nenhum pergunta algo para o durante a aula, pare agora mesmo. Não há motivo para sentir vergonha, afinal, todos estão ali para aprender. Se fosse o contrário, já estariam todos formados. Além disso, até mesmo o professor está sujeito a erros. Por isso, não se acanhe se até mesmo ele considerar sua pergunta ridícula. Se você presta atenção nas aulas, ele deve te responder, pois faz parte do trabalho dele.

Não converse durante a explicação
Além de ser falta de educação, o professor pode muito bem dar dicas valiosas sobre a matéria, que ele não anotará no quadro e você consequentemente fiará sem saber. Lembrando que a matéria do ensino médio é cumulativa, então qualquer informação que você deixe de entender pode te atrapalhar (e muito) no futuro.

Saiba se controlar nas redes sociais
Ficar no Facebook, Whatsapp, Instagram e tantas outras redes sociais disponíveis é muito bom, mas é necessário ter disciplina. Saber a hora de parar e conseguir parar é essencial. Se você é que nem eu e possui uma dificuldade enorme de sair da internet mesmo sabendo que está na hora, o aplicativo Self Control for Study (disponível para iOS e Android) pode te ajudar, já que ele bloqueia os aplicativos durante o tempo que você determinar.

Assista vídeos no Youtube
Apesar do que foi dito acima, a internet não é um monstro que quer te afastar dos estudos. É só saber usá-la, embora isso necessite de treino e autocontrole. A partir do momento em que canais como Me Salva, Descomplica, Aula De, nerckie e tantos outros existem, é impossível não conseguir passar nas provas. E detalhe: as aulas são ótimas, objetivas e interessantes, podendo ser acessadas a hora que quiser.

Não ignore os livros / listas de exercícios
Por mais que a sua escola não cobre que os exercícios sejam feitos, faça-os. Só assim você vai estar se ajudando de três formas: tendo certeza de que aprendeu (ou não) a matéria, melhorando suas notas no colégio e de quebra se garantindo para o vestibular. Os livros são seus aliados, portanto, use-os. Eles podem te explicar o tema de um jeito novo, com o qual você talvez se dê muito bem.

E, por último: faça seu próprio simulado com as provas antigas
Nem todas as instituições oferecem simulado, por isso, é importante que você tenha uma alternativa em casa. Procure fazer as provas antigas do concurso que você quer prestar, reservando um tempo equivalente à realidade para fazê-las. Assim, você vai estar se familiarizando com as questões e poderá ter uma média de quanto tirou nas provas, além de um valor estimado da sua futura nota no concurso. Porém, não se esqueça: as questões que caíram nas provas anteriores não irão cair de novo, não exatamente do mesmo jeito.

Espero que minhas dicas tenham te ajudado. Tenha em mente que estudar é importante, pois são as matérias do ensino médio que as faculdades vão exigir que você saiba. Se você leu até o final, saiba que olhar para trás e perceber que não fez um bom E.M. é uma sensação muito ruim, pois são três anos perdidos. Portanto, não desanime. Aproveite esse tempo. Um grande beijo!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Sobre o filme: Cake - Uma Razão Para Viver

Cake é diferente de qualquer filme já feito antes por Jennifer Aniston. Apesar de já ter atuado em alguns dramas, como Fora de Rumo e Por um Sentido na Vida, estamos muito mais acostumados a ver a atriz fazendo papéis de comédia, afinal, foi assim que a conhecemos, ao assistir o seriado Friends. Eis que em 2014 ela fez um filme dramático que chamou a atenção de todos no meio artístico, levando-a a ser indicada para o prêmio de Melhor Atriz em Filme Dramático no Globo de Ouro de 2015.

O filme começa em um grupo de apoio, onde várias mulheres com dores crônicas se reúnem para desabafar e superar seus problemas juntas. Na cena em questão, todas estão lamentando o suicídio de uma delas, Nina. Todas, menos Claire Simmons, que faz piada com a morte da colega, o que faz com que a responsável do grupo peça que ela se retire.
Claire é uma mulher rica que teve a vida destruída após sofrer um acidente. No primeiro momento, não sabemos exatamente o motivo da depressão. Ele é descoberto ao longo do filme, onde passamos a ter revelações sobre o acidente de Claire. Tudo o que pode ser dito é que ela sente fortes dores nas costas e torna-se viciada em medicamentos, precisando tomá-los em grande quantidade para que as dores passem, nem que precise cruzar a fonteira entre os Estados Unidos e o México para isso.

Vivendo sozinha, ela tem ao seu lado apenas a empregada, Simone, uma imigrante mexicana que faz tudo pela patroa. Claire oscila entre a vontade de morrer e de viver, sendo muitas vezes influenciada pelo "fantasma" de Nina, que em vários momentos aparece lhe apresentando a ideia. Há uma distorção da realidade, já que a personagem costuma ter alucinações, e achei legal a maneira como fizeram isso acontecer no filme, pois assim temos a sensação de que também estamos alucinando, para depois percebemos junto com ela que era só mais uma ilusão.
Existe uma certa demora para que as coisas aconteçam no enredo, fazendo com que o filme se torne "parado" em alguns momentos. No entanto, não consegui desgrudar os olhos da tela, de tão absorvida que fui pela história. Essa paralisação toda era para demonstrar como era a vida da Claire, vazia, sem movimento, sozinha. As sessões de fisioterapia não davam resultado, mesmo após seis meses de tentativa, tudo porque ela não se dedicava o bastante para superar a dor.

Mesmo tendo feito piada com a morte de Nina, Claire de certa forma se torna obcecada pela vida da outra, tentando entender em quais condições ela tentou se matar. Assim, ela acaba se aproximando do viúvo de Nina, e o que descobre é que os dois têm algo em comum, além de perceber que precisa encontrar forças em si mesma para sair da situação em que está.
Algumas pessoas podem achar que faltou profundidade no filme em explicar sobre a vida da Claire antes do acidente. Também tive essa sensação, mas depois achei que foi uma boa escolha, pois em um filme normal tudo teria sido explicado nos mínimos detalhes, e nesse houve um motivo para a ausência de certos elementos. A fotografia do filme, aliás, é muito boa, o que é possível ver nas cenas feitas na piscina da casa de Claire, onde o trabalho de iluminação foi muito bem feito (a piscina da foto acima é outra).
No final, gostei bastante da trilha sonora. Tem uma música do Billy Joel, chamada Honesty, que eu fiquei louca para saber o nome quando começou a tocar. As atuações do elenco foram bastante convincentes, e me emocionei muito com a personagem da Jennifer. Ela pode não ter vencido o Globo de Ouro, mas merece um reconhecimento por esse papel, pois dá para ver o quanto se dedicou, abraçando a personagem em todos os aspectos, na fala, nas expressões e nos gestos. Graças a isso, vemos a Claire lutar pouco a pouco para se manter viva, ao invés de apenas sobreviver. O final foi bem justo. Recomendo esse filme a todos que gostam de uma boa história de drama, pois foi uma experiência ótima.


Elenco:
Jennifer Aniston como Claire Bennett
Adriana Barraza como Silvana
Anna Kendrick como Nina
Sam Worthington como Roy
Felicity Huffman como Annette

Roteiro: Patrick Tobin
Direção: Daniel Barnz

terça-feira, 9 de junho de 2015

Já li: Fangirl, da Rainbow Rowell

A resenha de hoje é sobre um livro que li há um tempão, mas devido à grande quantidade de blogs que já tinham feito resenha sobre ele, eu tinha decidido não fazer a minha. Porém, hoje parei e pensei: "esse livro merece ser divulgado, e quanto mais gente fazendo isso, melhor". Então, é por ter gostado tanto desse livro que hoje a resenha vai ser sobre Fangirl, da autora Rainbow Rowell:

Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou
na vida real.
Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.
Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.
Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias? (fonte: Skoob)

Como é possível ver, Cath é uma garota bastante comum, sem aquele glamour de ser "perfeita". Ao contrário da irmã, ela não vai a festas, não bebe e mal interage com as pessoas. Logo no início da leitura, percebe-se uma clara referência a Harry Potter em seu personagem preferido, Simon. O que acontece é que Cath é fã de fanfics (assim como eu também já fui), mas tem dificuldade em separar sua vida online da realidade. A faculdade chega e com ela os trabalhos, mas Cath prefere muito mais se refugiar no mundo de Simon e Bass, ainda mais quando percebe que não tem mais a presença frequente da irmã ao seu lado. Por isso, pode passar horas, e até dias escrevendo incansavelmente sobre o bruxo famoso.

Existem outros personagens, como Reagan, a colega de quarto de Cath, e Levi, que sempre aparece no quarto para visitar Reagan. Ambos são muito importantes, e adorei a maneira como foram construídos. Apesar de distante, a família de Cath se torna bastante presente ao longo da trama. Ela não é uma família "normal" e os problemas que aconteceram no meio familiar foram decisivos para a personalidade das gêmeas.

Fangirl foi um livro que me passou vários sentimentos durante a leitura. Parecia que eu estava o tempo todo com os personagens observando tudo, e por isso conseguia entender todas as emoções passadas. O momento difícil que a Cath e a Wren estão passando, cada uma à sua maneira, de ter que crescer e assumir responsabilidades, bem como a sensação de ter um personagem e viver no mundo dele, sem se importar com o que está acontecendo ao redor, entre tantos outros fatos que fizeram com que eu me identificasse tanto com uma quanto com a outra (apesar de no começo não ter gostado nem um pouco da Wren).

O único ponto negativo do livro foram as fanfics do Simon. Em determinados momentos, me deixava levar por elas, mas em outros simplesmente não tinha vontade de ler, e acabava lendo rápido para passar para o outro capítulo da história. Acabou ficando cansativo, mas para quem estiver curioso(a), saibam que elas aparecem bastante.

É um livro que mistura comédia e drama, com personagens reais que podem ser encontrados por aí, em alguém que você conhece. A Cath tem muito a ver comigo em alguns aspectos, como a paixão por escrita, o fato de ela ser fã de uma saga de bruxos e de já ter se fantasiado como o personagem favorito dela. Por isso, toda vez que lembro desse livro, penso nele com carinho, já que realmente me tocou e até me fez "acordar pra vida".

Além de tudo, Cath enfrenta a dificuldade de escrever suas próprias histórias no papel ao invés do computador (o que entendo totalmente), além do problema em criá-las. O universo de Simon é o único sobre o qual ela consegue escrever, mas terá de vencer essa dificuldade se quiser continuar na turma de Literatura avançada. Afinal, não é porque você inventou um novo final para os personagens, que eles pertencem a você, uma questão levantada em determinado momento do livro.

O que acharam de Fangirl? Leram? Leriam? Tentei não dar spoilers sobre o enredo, então se ficou alguma coisa mal explicada, digam. Comentem suas opiniões :)

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Perder um amigo

"Um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo será sempre um irmão." Toda vez que penso nessa frase, fico triste pelos amigos que um dia considerei tão importantes, e que hoje não são nada mais do que estranhos. Perder um amigo nunca será algo fácil, não se a amizade for verdadeira. Dizem que, se algo acaba, é porque nunca foi real, mas será mesmo? Será que, no instante em que estamos com a pessoa, e sabemos que podemos contar com ela, a amizade não pode ser verdadeira? E será que o tempo, a distância e a própria mudança em si não podem separar duas pessoas tidas como "inseparáveis"?

Se você constrói um castelo de areia, por mais bonito que seja, um dia ele se desfaz. Assim são algumas amizades. Umas já apresentam defeitos desde o início: duas pessoas que, de tão diferentes e com tantas opiniões contrárias, tinham tudo para ser inimigas, mas no meio dessa diferença toda, surgiu uma amizade. Uma amizade cheia de brigas, discussões e debates acalorados. Já em outras, existe a total falta de interesse de uma das partes, e essa acaba entrando no ramo das amizades falsas, que, mais cedo ou mais tarde, chegarão ao fim. Mas outras, ah!, outras, acabam de mansinho, sem que quase ninguém perceba... As pessoas mudam seu jeito de ser, e, quando vemos, aquele amigo que considerávamos tão a ver com a gente mudou, deixou de ser aquilo que era. Ao olharmos para dentro de nós mesmos, percebemos que também já não somos iguais, e ficamos sem saber dizer se houve culpa de algum dos dois, ou se foi apenas a distância e falta de diálogo que acabou com tudo.

Aliás, essa temida distância... acho que somos nós mesmos que a criamos. Há pessoas que a gente passa meses sem ver, e até anos, mas toda vez que encontramos, é como se tudo continuasse o mesmo, as piadas, os sorrisos, os conselhos, todos os elementos que davam certo antes continuam funcionando agora. Enquanto isso, há casos em que uma simples semana ou um feriado prolongado pode deixar tudo esquisito, como se estivéssemos voltando à fase um.

É por tudo isso que devemos valorizar o que temos hoje. Se você sente que não está dando o melhor que pode aos seus amigos, então passe a tomar atitudes que revertam isso. O contrário também é válido: se você sente que não está recebendo aquilo que merece, tente conversar com a pessoa. Se por um acaso não obtiver sucesso, não será de nenhum modo errado você se distanciar e conhecer pessoas novas. Quando algum amigo te humilha, engana, trai e você não se sente bem em estar com ele, siga seu caminho e deixe que ele siga o dele.

Algumas amizades deixam um vazio enorme quando acabam. já outras, nem tanto. Em ambos os casos, precisamos nos conformar. Às vezes me lembro dos amigos antigos e gostaria de dedicar uma música à eles, pois por mais intensa que tenha sido a amizade, ela acabou tendo um fim. And now they're just somebody that I used to know / E agora eles são só alguém que eu costumava conhecer.

domingo, 7 de junho de 2015

Aprender a tocar violão online + dicas de canais no Youtube

Oi, gente! Há mais ou menos um mês, cismei de aprender a tocar meu violão, que estava empacado no meu quarto desde que foi comprado quando eu tinha onze anos (!!!). Em determinado momento, (lá em 2011), tentei aprender, mas na tentativa de afiná-lo arrebentei uma corda. Pois é, eis que dois dias atrás consegui finalmente comprar cordas novas e iniciar meus estudos.

Assim como eu, muita gente prefere não fazer um curso por n razões, seja falta de dinheiro, de tempo, ou porque quer ser autodidata, mesmo (ui!). O tempo é meu inimigo nesse instante, então decidi aproveitar a quantidade enorme de cursos de violão que estão disponíveis no Youtube e também os sites com várias dicas.

Confira abaixo três canais ótimos que tenho assistido e têm me ajudado bastante a desvendar os mistérios do violão (lembrando que existem muitos outros além desses):


Diário de P. Landucci: É um canal que assisto há bastante tempo, onde violão não é o único tema discutido. A Paula explica desde o básico, como as partes do instrumento e as notas. Como o curso é muito recente, ainda não tem tantas aulas, mas já dá para ter um início.


Cifra Club: Esse canal é excelente, um dos que mais tenho assistido. Ele inclusive ajuda muito quem quer aprender a cantar, e além disso há correspondente com várias cifras.


INICIANTES DO VIOLÃO: Outro canal muito bom, dedicado exclusivamente ao ensino do instrumento, e o que é melhor: tudo de graça. Tirou inclusive minhas dúvidas mais básicas, como o tipo de corda que eu deveria comprar. Também existe o blog do canal.


Ainda não acabou! Para que você não fique perdido(a) na hora de afinar o violão e consequentemente não arrebente as cordas como aconteceu comigo da primeira vez, é extremamente importante você saber que:

As notas do violão são organizadas da seguinte forma (da mais grave para a mais aguda):

6ª corda: Mi (também conhecida como mizão, por ser mais grave/grossa)
5ª corda: Lá
4ª corda: Ré
3ª corda: Sol
2ª corda: Si
1ª corda: Mi (também conhecida como mizinha, por ser mais aguda/fina)

Repare que essas notas não seguem a escala Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si e que não há o Dó e o Fá, o que não significa que eles não podem ser tocados.

Assim, a ordem fica: Mi, Si, Sol, Ré, Lá, Mi. Repita isso várias vezes, tanto de frente para trás quanto de trás para frente, até decorar, pois como eu disse, é muito importante para que você entenda o básico.

OBS.: Na leitura das cifras e na hora de usar um afinador (recomendo o aplicativo do Cifra Club, para quem não está a fim de comprar um), os nomes das notas são substituídos por letras:

E: Mi
A: Lá
D: Ré
G: Sol
B: Si
E: Mi

Essa ordem tem uma razão, já que desde a antiguidade a nota Lá é chamada de A (alfa, em grego). Assim, as outras notas foram nomeadas a partir dela: Lá (A), Si (B), Dó (C), Ré (D), Mi (E), Fá (F), Sol (G). Ou seja, basta fazer a escala musical a partir do Lá e você terá a letra correspondente a cada nota, exatamente como está acima (ou então decorar que a nota Dó é a letra C, dá no mesmo).

Para mais algumas dicas de afinação, tanto com quanto sem o afinador, recomendo esses vídeos:



PS.: As informações que escrevi acima se complementam com as do 2º vídeo que linkei no post (o do Cifra Club, no caso). Lembre-se sempre de estudar teoria musical, pois ela é essencial para que você realmente entenda o instrumento. Com os canais acima, você vai se dar muito bem tanto na parte teórica quanto na prática. Bons estudos!

sábado, 6 de junho de 2015

TAG: Irmandade das Blogueiras

Hey, gente! Alguém reparou que eu consegui postar 6 dias seguidos aqui no blog? Pois é, isso era algo que queria voltar a fazer há algum tempo. Sentia falta dessa pressão de postar todos os dias, por mais louco que seja. Quando tentava postar dia sim, dia não, sempre chegava o momento em que quebrava a rotina e o blog ficava desatualizado. Acho que posts diários ficam melhores, e além de tudo têm dado um bom resultado.

Ontem fui convidada pela Tati, do blog Gloss Wish a responder a TAG Irmandade das Blogueiras, criada pelo grupo de mesmo nome no Facebook (clique no link para conhecê-lo). Acho que nem preciso dizer o quanto amo responder TAG's, considerando que essa é a segunda que respondo em menos de um mês. Continue lendo e confira as respostas:

1. Por que você criou o blog?
Criei o blog por causa da minha vontade de compartilhar aquilo que sabia, além de tudo o que acho legal. Pode parecer estranho, mas antes de surgir o Thaís na Cidade, tinha vezes em que estava usando o computador ou vendo algo na rua e me imaginava fazendo um post sobre isso, até que finalmente criei o blog, o que tem me trazido muita alegria.

2. Você considera seu blog uma profissão ou um hobbie?
É mais do que um hobbie e menos do que um profissão, acho que só ficando no meio-termo para classificar.

3. Quanto tempo você leva para fazer um post ou editar um vídeo?
Depende muito, muito. Há certos tipos de posts que não parecem, mas demoram bastante a ficar prontos. Aqueles onde faço resenhas de cd's são os mais demorados. Já outros, são bem rápidos, como esse aqui da TAG.

4. O que você mais gosta na blogosfera?
A oportunidade de conhecer diferentes tipos de opiniões, tanto as que divergem quanto as que se aproximam das nossas. Muitas vezes, não temos ninguém que se identifique de verdade com a gente, mas a blogosfera permite que essas pessoas se manifestem e a gente possa conhecê-las.

5. Qual seu tipo favorito de blog? (Literário, beleza, geek)
Geeks e literários são os que sempre visito, além dos que possuem textos reflexivos e/ou motivacionais. Também gosto bastante dos que possuem dicas para blogueiros.

6. O que você acha essencial em um blog quando o visita?
Conteúdo, sempre! Já vi blogs lindos sem conteúdo algum, onde o único cuidado que o(a) blogueiro(a) teve foi de colocar um layout bonito. Claro que um design atrativo chama muito mais atenção e prende o leitor no blog, mas eu só volto se gostar muito mais do que está escrito nele.

7. Qual a sua opinião sobre grupos de divulgação? O que você acha legal e ruim?
Acho legal a interações, um ajudando o outro com ideias e tirando dúvidas. O lado negativo é a presença de gente que só quer ganhar seguidores, e por isso faz spam sem se importar em ajudar os outros blogueiros. No final, vale a pena, pois ainda é uma das melhores formas de se divulgar blogs.

8. Na blogosfera já fez amizades que pessoalmente não tem iguais?
Acho que ainda não, mas comentando em outros blogs e respondendo comentários por aqui conheci algumas pessoas muito legais, que se identificam mais comigo até do que muitos amigos meus, haha. Uma das vantagens da blogosfera, como falei ali em cima.

9. Como você acha que a interação e a amizade entre blogueiras ajudam um blog a crescer?
Uma dá suporte à outra para que todas cresçam juntas, e assim é muito melhor. É mais fácil um grupo se ajudar para crescer do que uma blogueira só caminhando sozinha.

10. Quando você entra em um grupo de divulgação, entra e coloca o link ou olha os posts de outras Blogueiras?
Quando entro para fazer divulgação, posto só o link, já que estou em muitos grupos, e quanto menos tempo eu demorar para fazer, melhor. Costumo reservar um horário só para entrar e interagir com outras blogueiras, além de visitar novos blogs.

11. Qual a sua opinião sobre spam? 
Chato demais, socorro! O tempo que já gastei reclamando com meninas para não fazerem isso nos meus posts... e o pior é que quando vem uma, surgem várias. Agora, eu denuncio sempre, pois além de errado, spam atrapalha a divulgação e não me dá vontade nenhuma de visitar o blog/canal do spammer.

12. Qual o seu maior sonho como blogueira?
Poder expandir o meu blog cada vez mais, tanto no conteúdo quanto na propagação dele na internet. Gostaria de poder ajudar diferentes tipos de pessoas, acho que essa seria a maior recompensa.


Regras da TAG:
1. Qualquer um pode participar.
2. A tag pode ser respondida tanto em post quanto em vídeo.
3. Indique pelo menos três blogueiras (os) para responder.
4. Ah, e não esqueça de citar o grupo da criação da TAG.

Blogueiras indicadas:
1. Bruna, do Multidão de Pensamentos
2. Maiara, do Livros e Sonhos
3. Taty, do Coleções Literárias

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Série que estou assistindo: Hannibal

Acho que é a primeira vez que falo exclusivamente de uma série aqui no blog, em um post totalmente dedicado a ela (a não ser Friends). Também não é para menos, pois dificilmente assisto temporadas de séries completas. Seja porque a quantidade de episódios me assusta, seja porque o enredo não me prendeu muito, a verdade é que acho muito difícil continuar assistindo, sem ficarem várias temporadas/episódios faltando. Se só eu tenho esse problema, eu não sei, mas o fato é que, nesse final de semana, alguma coisa em relação a isso mudou, e me fez querer assistir várias das séries que existem, além de outras que deixei para trás.

Uma coisa é certa: eu gosto de filmes de terror, ainda mais se forem sobre serial killers. Não é à toa que assisti quase todos os filmes dos Jogos Mortais. Também gosto de séries como CSI (mesmo só tendo assistido alguns episódios), que estão ali para investigar e descobrir quem são os criminosos, e como os crimes ocorreram. Se você também gosta disso tudo, vai se sentir arrebatado pela atmosfera de Hannibal.

Antes de mais nada, uma perguntinha básica: Hannibal tem alguma coisa a ver com o filme O Silêncio dos Inocentes? A resposta é: sim, tem. Porém, as tramas se passam em momentos diferentes. Como é possível ver no filme, Hannibal é um ex-psiquiatra que se encontra em uma prisão de segurança máxima. Na série, essa prisão está muito longe de acontecer.

Um assassino muito bem disfarçado, que pratica atos canibais e faz todo mundo na história quase que literalmente de palhaço. Ao mesmo tempo, temos um investigador especial do FBI, Will Graham, com o estranho dom de criar empatia com psicopatas e chegar no raciocínio exato que os levou a cometer determinados crimes. Ou isso é o que todos pensam, afinal, grande parte deles tem a mesma pessoa por trás. Não é um grande spoiler do roteiro, já que isso é percebido logo nos primeiros episódios.

Ao mesmo tempo em que todos confiam no talento de Will, eles suspeitam da capacidade de ele entrar na mente dos psicopatas sem ser consequentemente afetado. É nesse instante que o Dr. Hannibal Lecter é indicado para ajudar Will a pensar sobre si próprio e os crimes que precisa resolver, quando Will nem de longe imagina que está criando laços com o maior inimigo que terá que enfrentar.

Por ter assistido O Silêncio dos Inocentes, fiquei extremamente curiosa para saber como, onde e por que descobrem o verdadeiro perfil psicopata de Hannibal e consequentemente o prendem, mas essa resposta continua oculta. Em vários momentos, o vemos sentar-se na mesa com as pessoas que deveriam estar prendendo-o, mas elas mesmas não desconfiam de nada. Afinal, é assim que os psicopatas agem. Ele manipula todas as pessoas ao redor, e algumas vezes não se sabe se ele pode estar sendo sincero, ou se está contando apenas mais uma de suas mentiras sórdidas.

Assisti a primeira temporada toda, e já estou começando a assistir a segunda. A terceira temporada saiu hoje, e não se sabe quantas vão ser no total. É daquelas séries para se desejar fortemente que não sejam canceladas, pois é muito bem arquitetada em relação a roteiro, elenco, além do principal, que é fazer a gente pensar. A propósito, aos que se interessarem, existe o livro Dragão Vermelho, de autoria de Thomas Harris, no qual o roteiro foi baseado (preciso dizer que já quero ler?).

No mais, muito sangue, cenas macabras, algumas partes de ação e vários assassinatos nos quais não se pode acreditar (onde você pensa "é sério que existem pessoas que fariam uma coisa dessas?"). A loucura está presente nessa série, tanto na mente do Dr. Hannibal quanto na Will Graham e de outros personagens. Dá para sentir o drama. Em alguns momentos, Will me lembra o Sherlock Holmes, enquanto que muita gente compara Hannibal com Dexter. Apesar de nunca ter visto Dexter, digo uma coisa: após assistir Hannibal, você vai ter certeza de que é muito melhor temer os vivos do que os mortos.

O que acharam da série? Se interessaram? Comentem suas opiniões!


Elenco:
Mads Mikkelsen como Dr. Hannibal Lecter
Hugh Dancy como Will Graham
Caroline Dhavernas como Dra. Alana Bloom
Laurence Fishburne como Jack Crawford
Kacey Rohl como Abigail Hobbs
Lara Jean Chorostecki como Freddie Lounds
Hettienne Park como Beverly Katz
Gillian Anderson como Dr. Bedelia Du Maurier

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Perigo à espreita

Quarta-feira, hora melancólica das cinco e meia quando chove. Chove úmido e frio na tarde antes sufocante de novembro. Ela caminhava na direção do metrô. Os sapatos molhados. Pelo menos o metrô lhe parecia um progresso no meio dos tempos antes decadentes. Dava-lhe a sensação de estar em outro país. A decadência em torno a assustava.

Já estava quase chegando, quando o veículo começou a andar pelos trilhos. "Droga!", pensou. Perdera o metrô de novo, embora dessa vez não tenha sido pelo mesmo motivo que das outras. Costumava ser muito atrasada, lenta, coisa que a mãe cansara de lhe dizer quando pequena. Agora, com vinte e um anos, muita coisa havia mudado, mas não esse fato.

Vinte e um anos. Novas descobertas, faculdade, tudo indicava que esse seria o ano perfeito. "84 vai ser o ano da minha vida" ela disse bem alto, naquele primeiro de janeiro. Agora, onze meses depois, ela não tinha mais tanta certeza disso.

Sempre se considerara uma garota fora do comum, diferente das outras. Tingira os cabelos de ruivo, gastara seu primeiro salário em uma moto usada – que ela teve que vender, quando passou a dividir um apartamento com a amiga Alessandra –, e agora já estava separando dinheiro para garantir seu lugar no grande festival de rock que iria acontecer dali a poucos meses, o Rock in Rio. Todas as pessoas na faculdade queriam saber se ela iria mesmo, uma vez que com certeza haveria muitas drogas e bebida alcoólica. Ela nem se importava, já estava acostumada com a atmosfera dos shows de rock.

Ela pensou em tudo isso, quando virou a cabeça para o lado e viu o que – ou melhor, quem – não queria ver. Seu coração deu um salto, involuntariamente. Era ele, mas o que ele estava fazendo ali? Olhava diretamente para ela, os olhos verdes parecendo assustadores devido às luzes da estação.

O homem em questão era David, seu ex-namorado. O relacionamento entre eles estava um verdadeiro caos, cada vez mais insuportável para ambos, quando ela decidiu terminar. David não aceitou bem a ideia, tentando fazer de tudo para que ela mudasse de pensamento. Mas ela não mudou.

No entanto, na noite anterior, eles tiveram uma briga no telefone. Era para ser apenas uma conversa casual, onde ela tentava fazer com que David aceitasse ser pelo menos amigo dela. Ele não concordou, e disse algo que a deixou arrepiada até a raiz dos cabelos: "Sarah, se você não voltar comigo, eu não sei o que sou capaz de fazer". Ela quase enlouqueceu com isso, David era o que hoje em dia chamam de bipolar – uma hora é paciente, amigo e divertido. Depois, do nada, se tornara agressivo, impaciente, irreconhecível. A bebida e as drogas só pioravam a situação.

Agora, ele andava na direção dela. Sarah ficou paralisada, embora todos os seus instintos lhe dissessem para fazer o contrário. Correr seria a melhor opção. E foi o que ela tentou fazer, mas já era tarde demais: David agarrara seu braço. Ela tentou gritar, mas ele tapou sua boca.

Ninguém iria ajudá-la? Ninguém iria vir em seu socorro? A resposta era "não", as pessoas em volta estavam intimidadas e preocupadas demais consigo mesmas para isso.

Um novo metrô se aproximava. Ela tentou com todas as forças se livrar dos braços de David, que nesse momento a apertava como uma cobra, quase sufocando-a. De repente, ele a soltou, não no chão frio da estação, mas diretamente nos trilhos.

Agora, ali caída, Sarah sabia que havia chegado seu fim. Pensou em todos os momentos marcantes de sua vida, e em como o futuro não poderia mais ser vivido, realizado. Tentou se levantar, sem sucesso. Seu corpo já era frágil, agora então parecia um vidro estilhaçado. Ela provavelmente quebrara a perna, pois sentia muita dor na mesma.

Quando o maquinista viu que a mulher estava ali, tentou parar o metrô, mas não deu tempo. Ele passou por cima de Sarah. Ela não teve tempo de pensar em mais nada. Estava morta.

Na manhã seguinte, todos os jornais tinham a mesma manchete: "Jovem morta na estação de trem", porém nenhum deles apontava David como o assassino, apenas dizia que a jovem aparentemente escorregara no piso molhado e caíra nos trilhos, justamente na hora em que o trem estava passando. O maquinista, o senhor Daniel Ferreira, confirmou a história. Ninguém na estação tivera coragem de dizer que viram um homem loiro, de olhos verdes e jaqueta de couro jogar a menina à força na frente do veículo.

Tudo isso serve para mostrar o quanto o povo brasileiro pode ser desonesto e egoísta. E minhas amigas, caso não queiram levar, o mesmo fim que a pobre Sarah, pro favor, tenham cuidado ao namorar caras bipolares. E tenham certeza de que eles não saibam em qual estação vocês pegam o metrô.

Thaís Maria (02/05/2012)

*Algumas notas sobre o texto:
1)  O primeiro parágrafo não é meu. Essa foi uma tarefa de casa de Português que fiz no 9º ano, onde os alunos deveriam pegar o primeiro parágrafo de um dos três textos disponíveis no livro e continuá-lo a partir daí. Não sei o verdadeiro final e muito menos o nome do(a) autor(a), já que no Google só encontrei releituras (acho que nem mesmo existe continuação, foi um parágrafo criado só para que as pessoas continuassem, mesmo);
2) Conclui-se então que o texto é 90% de minha autoria, pois como foi dito o primeiro parágrafo pertence ao autor desconhecido;
3) Qualquer erro, perdoem-me. Era assim que eu escrevia há três anos atrás.

Então é isso, gente. Um conto antigo que escrevi (revirei a casa inteira para encontrar o caderno onde ele estava), com uma das primeiras personagens que matei. Contem-me o que acharam dele ;)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

My Everything (Versão Deluxe), da Ariana Grande

Se tem uma cantora recente que eu admiro (e muito!) é Ariana Grande. Com apenas 21 anos e dona de um talento que faz jus ao seu nome, ela foi do tipo que me conquistou aos poucos, pois sua aparência (e é o que ela mesma fala em uma das músicas) realmente engana. Enquanto muitas pessoas julgam o cabelo, a forma de se apresentar e até mesmo a comparam com a Mariah Carey, a verdade é que Ariana consegue ter um estilo diferenciado e que chama bastante atenção.

Sobre as comparações com a Mariah, não tenho muito a dizer. Aliás, eu tenho sim. As duas possuem um timbre de voz parecido, mas não idêntico. Após ouvir algumas músicas das duas, é impossível confundi-las. Detesto essa comparação, simplesmente porque as músicas delas se afastam em vários momentos, apesar de Ariana já ter declarado ser fã dela (assim como eu) e já ter feito alguns covers, além de ter inspirando nos títulos de algumas canções (como é possível ver, "My Everything", tem a mesma tradução de "My All", da Mariah, apesar de a semelhança só ficar no título, mesmo).

Em 2014, Ariana lançou seu mais novo álbum, contendo 12 faixas na versão normal e 15 na deluxe, com os singles "Problem", "Break Free", "Bang Bang", "Love Me Harder" e "One Last Time" todos presentes na Billboard Hot 100, a parada das mais tocadas nos EUA. Abaixo, você confere as minhas impressões, faixa por faixa:

Intro: Abrindo o disco, temos essa música bem bonitinha e simples, servindo como um aviso e ao mesmo tempo como um convite à quem vai ouvir as próximas faixas: "Eu vou te dar tudo o que tenho e nada menos, eu prometo".

Problem (feat. Iggy Azalea): Essa música causou ano passado, e apesar de seguir o estilo das músicas atuais (ou seja, onde o cantor canta a maior parte da música, e então entra a parte do rapper), o uso do sax nela a torna bastante diferente, além de viciante "Eu tenho 99 problemas, mas você não será um deles".


One Last Time: Essa aqui dá mais destaque à voz da Ariana, justamente por seu arranjo não ser complexo. Gostei bastante da sonoridade dele, ele é muito gostoso de se ouvir. "Então mais uma vez eu preciso ser aquela que te leva para casa".


Why Try: O que mais gostei foi a letra, por ela dar possibilidade para imaginar a situação que está sendo descrita, de viver um relacionamento complicado, cheio de brigas. Além da antítese feat. metáfora: "Nós temos vivido como anjos, vivido como demônios."

Break Free (feat. Zedd): Uma das que mais me viciaram. Amei desde a primeira vez que ouvi. É daquelas para dançar muito, nem que seja quando ninguém está olhando. Ela fala sobre libertação, sair de um relacionamento que não serve para nada: "Eu só quero morrer viva, e nunca pelas mãos de um coração partido".



Best Mistake (feat. Big Sean): Em parceria com seu ex Big Sean, Ariana canta essa linda canção, que também me conquistou logo na primeira vez. É impressionante como a voz dela se encaixa, e, na minha opinião, a música teria ficado ainda melhor se tivesse sido cantada sozinha por ela. "Nós podemos por favor nos decidirmos? E pararmos de agir como se fôssemos cegos?"

Be My Baby (feat. Cashmere Cat): O refrão dessa música ficou na minha cabeça, mesmo após eu tê-la escutado apenas uma vez. Apesar de o título dela lembrar "Always Be My Baby", da Mariah, as duas músicas nada são nada parecidas. O ritmo de "Be My Baby" é muito bom, além de contagiante (não que o de "Always Be My Baby" não seja). "Se você souber ser meu amante, talvez você possa ser meu amor".

Break Your Heart Right Back (feat. Childish Gambino): Essa também é bem legal, e faz referência a pelo menos duas músicas do Justin Timberlake, "What Goes Around... Comes Around" e "Cry Me a River", ambas falando sobre traição. Segundo Ariana, se um cara quebrar o coração dela, ela vai tentar quebrar o dele de volta. "Pois eu já passei por isso. Não passarei por isso de novo, não".

Love Me Harder (feat. The Weekend): Alguma coisa nessa música fez com que eu não quisesse largá-la nunca mais. Mesmo agora, depois de já ter ouvido 1562659 vezes, eu continuo viciada nela. Fazer o que, né? Amei, mesmo. "Pois se você quiser me manter, você vai ter, vai ter, vai ter, vai ter, vai ter que me amar mais forte".



Just a Little Bit of Your Heart: Uma canção mais simples, cuja base é o piano. Assim como em várias músicas do álbum, temos a voz da Ariana como o principal instrumento. Para os corações partidos de plantão: "Eu nem ao menos te digo como realmente me sinto, porque não consigo encontrar as palavras para dizer o que realmente quero".

Hands On Me (fest. A$AP Ferg): Se essa música tivesse clipe, aposto que seria um clipe de pura ostentação, porque essa é a primeira palavra que vem na minha mente quando ela começa a tocar. Quando se olha para a letra, pode-se ver que seria pura ostentação e bastante sensualidade. "Deixe suas mãos em mim. Não as tire até eu te dizer para fazer isso".

My Everything: Chegando à faixa-título do álbum, ela é exatamente do jeito que eu pensava. Lenta e linda, com uma letra triste. Ela parece ser cantada com uma facilidade impressionante, que com certeza não estaria lá se fosse eu tentando interpretá-la (assim como várias cantoras por aí). "Você era o meu tudo até que nós passamos a não sermos nada".

Bang Bang (feat. Nicki Minaj & Jessie J): Parceria com outras duas cantoras de sucesso atualmente, Bang Bang virou hit, e só de ouvi-la já dá para saber porque. Tudo nela se encaixa, e cada uma das cantoras teve o seu momento, um verdadeiro BIG BANG. "Veja, qualquer uma pode ser boa com você. Você precisa de uma garota má para explodir sua mente."



Only 1: Um dos motivos de por que a edição deluxe vale a pena. A batida faz com que a música pareça pertencer a outra época (anos 80), e eu adoro quando artistas da atualidade seguem essa linha retrô. Estou apaixonada demais <3 "É difícil acreditar que o amor que você tem aí dentro é somente meu".

You Don't Know Me: Essa é Ariana passando a mensagem de que não se deve julgá-la pelo que as fotos mostram, pois ela não é perfeita e muito menos precisa viver segundo as regras de alguém. Música para a vida. "Se você quer uma figura perfeita na qual acreditar, então não pode ficar olhando para mim".

Lista completa das músicas:
1. Intro
2. Problem (feat. Iggy Azalea)
3. One Last Time
4. Why Try
5. Break Free (feat. Zedd)
6. Best Mistake (feat. Big Sean)
7. Be My Baby (feat. Cashmere Cat)
8. Break Your Heart Right Back (feat. Childish Gambino)
9. Love Me Harder (feat. The Weekend)
10. Just a Little Bit of Your Heart
11. Hands On Me (fest. A$AP Ferg)
12. My Everything
13. Bang Bang (feat. Nicki Minaj & Jessie J)
14. Only 1
15. You Don't Know Me
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