quarta-feira, 27 de maio de 2015

Domínio .com no blog e dicas para você conseguir o seu

Olá, gente! Desde segunda-feira passada, o blog Thaís na Cidade deixou de ter o final blogspot.com.br para passar a usar o tão sonhado final .com. Mas... por que resolvi criar um post sobre isso, se quem tentar entrar pelo domínio antigo já vai ser automaticamente redirecionado para cá? Bem, por dois motivos: o primeiro deles é que gosto de comemorar cada conquista do blog com vocês, e essa novidade não poderia passar em branco. O segundo é que trocar o domínio não é tão simples, e eu gostaria de compartilhar com vocês que têm blog e ainda estão planejando comprar o domínio possam ter algumas dicas no assunto, alguma luz. Então, vamos lá?

Antes de tudo, por que ter um domínio?
O domínio torna seu blog mais profissional, tanto para quem lê quanto para o próprio Google. O final .com ou .com.br faz com que os sites de busca o enxerguem como um endereço legítimo, e, por isso, ele será muito mais facilmente encontrado por quem for buscá-lo. Isso significa que com o final blogspot ou qualquer outro o seu blog não vai aparecer no Google? Não, ele ainda vai aparecer, mas levará um pouco mais de tempo para que isso aconteça, devido à grande quantidade de blogs hospedados nesse tipo de plataforma gratuita.

O domínio é muito caro?
Isso depende. São muitos sites onde se pode comprar o domínio, basta digitar no Google e vários deles vão aparecer. Entre os primeiros resultados, estão o Registro.br, Superdomínios, e-domínios, RedeHost e GoDaddy. Existem muitos outros, mas escolhi o GoDaddy por causa do preço. Lá, é possível comprar um domínio por menos de 5 reais no primeiro ano e pagar apenas 20 na renovação. No começo, fiquei desconfiada com esse valor, por ser muito barato em relação à maioria dos outros sites, mas ouvi relatos positivos de pessoas que compraram por lá e isso ajudou muito na minha escolha. Independentemente do site que você escolher, é importante ver esse feedback. Não faça a compra sem antes ter a opinião de quem comprou, afinal, se acontecer alguma coisa, seu site pode ficar um bom tempo fora do ar. Quando comprei pelo GoDaddy, em 1 dia útil ele já estava disponível para eu instalar, e esse foi mais um fator positivo.

Thaís, acabei de comprar meu domínio. E agora, o que faço?
Agora vem a parte da configuração, porque não é simplesmente digitar o endereço do seu blog com final .com que ele já vai funcionar. Ao configurar o meu pelo GoDaddy (e eu juro que isso não é um publieditorial), recorri ao Youtube para descobrir como configurar. Caso você opte comprar por lá, esse foi o vídeo que assisti, e ele está muito bem explicado. Caso tenha escolhido outro site de vendas, existem vários tutoriais também no Youtube que irão te ajudar.


Ops, ainda não acabou! Ao digitar o endereço do meu blog sem o www na frente, ele simplesmente não entra! Como resolvo isso?
Para resolver, você vai ter que instalar os quatro endereços de IP do Google abaixo, e isso é muito simples: no mesmo local onde você configurou o CName do domínio (ao qual está tudo explicadinho no vídeo acima), você precisará - e esse processo pode ser feito em praticamente todos os sites de compra de domínio - ir até a aba "A (Host)" e adicionar os 4 endereços de IP abaixo. Em todos eles, digite um @ no campo "Host" e o endereço de IP no campo "Aponta para". Feito isso, vá até o Blogger e abra na parte das Configurações. Onde está escrito "Endereço do blog", clique em Editar e depois marque a caixinha "Redirecionar nomedoseublog.com para www.nomedoseublog.com". E, pronto! Vai estar tudo certinho, e qualquer pessoa vai poder acessar o seu blog sem problemas ;)

216.239.32.21
216.239.34.21
216.239.36.21
216.239.38.21

No final, suas configurações no site onde você comprou o domínio e no Blogger devem ficar assim:

 Site do domínio


Blogger

*EPA, GENTE! Gostaria de acrescentar que comprei apenas o domínio, e não a hospedagem. É por isso que continuo administrando o blog normalmente pelo Blogger. Ou seja, na teoria, nada mudou, a não ser o endereço. É também por esse motivo que qualquer pessoa que tente acessar o Thaís na Cidade pelo final blogspot ainda vai ser redirecionado para cá ;)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Somos tão... inocentes?

Algumas coisas da vida a gente só aprende na marra, mesmo. No tapa. Uma das mais complicadas de aprender é a não confiar em todos. Afinal, quando nossos pais dizem: “filho(a), não fale com estranhos!”, a verdade é: fale com estranhos, mas não confie neles. Só que, às vezes, alguma coisa no nosso cérebro dá errado e acabamos confiando. Eu, por exemplo, tenho um defeito, que se chama “contar a minha vida aos outros muito facilmente”. O que acaba acontecendo é que a maioria nem se importa, mas algumas pessoas mais maliciosas acabam se aproveitando das informações que recebem e as utilizam no futuro, de maneira nada positiva. Eu poderia contar em mais de duas mãos a quantidade de vezes em que isso aconteceu, sem qualquer eufemismo.

Um exemplo disso (e lá vou eu contar uma parte da minha vida a um estranho), foi quando, no final do Ensino Fundamental, uma professora pediu para que fizéssemos uma reflexão sobre o que aconteceu de negativo durante o ano na nossa vida. Como eu fui a segunda a falar (e confesso que não prestei muita atenção no que a primeira disse, tanto que nem me lembro o que foi), eu acabei soltando um “acho que o ano foi ruim porque não aproveitei o bastante, fiquei o tempo todo em um mundo fechado e não consegui me abrir com as pessoas”, na frente de um monte de gente que sequer "ia com a minha cara” e que na mesma hora fez piada entre elas, sem que eu percebesse. O máximo que percebi é que o clima na sala ficou pesado, sendo foi quebrado na hora em que minha colega disse algo como “conversei demais na sala e por isso o ano foi ruim”.

Dei mole? Claro que dei. A primeira conclusão que me veio à mente é que a minha fala teria funcionado muito bem em um grupo de apoio, ou talvez nem isso. A segunda é que falar sobre os meus sentimentos diante de pessoas que sequer gostam de mim pode até ter sido corajoso, mas, antes de qualquer coisa, foi extremamente inocente. As piadas que fizeram sobre mim naquele dia, eu só fiquei sabendo porque uma amiga que estava ouvindo acabou me contando. E a terceira, e mais importante é o conselho que eu falei ali em cima, que acabou entrando à força na minha mente depois daquele dia: fale com estranhos, mas não confie neles.

Claro que eu não deveria ter me cobrado tanto sobre isso. Afinal, eu não tinha como saber que não era para fazer, sem ter passado pela experiência. A menos, é claro, que alguém tivesse me dito, mas qualquer pessoa teria afirmado que não fazia ideia de que eu ia fazer uma coisa dessas. E ela não teria culpa nenhuma sobre o tema.

No final das contas, há vezes em estamos tão desesperados para que alguém nos ouça, que acabamos dizendo tudo o que queremos às pessoas erradas, independentemente de elas serem conhecidas ou não. É aí que o desespero passa a ser amigo da inocência, e também da imprudência. Afinal, se não devemos confiar cegamente nem em quem conhecemos bem, imagine em quem não conhecemos? É por isso que eu digo: procure alguém de confiança para te ajudar, e, se essa pessoa não existir, faça valer a frase do Renato Russo: “se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo”, e é claro, se nenhuma delas funcionar, procure a ajuda de um profissional. Porque por mais que uma pessoa que acabou de surgir pareça bem intencionada e a fim de te ajudar, ela pode estar apenas fingindo.

Esse foi o relato de hoje (aliás, há quanto tempo eu não fazia esse tipo de post, pelo menos nesse estilo, mais pessoal), e o último conselho que eu tenho a dar vai para quem possui blog: se você sente que de alguma forma o relato que você pretende fazer pode te trazer problemas com os quais você não é capaz de lidar no momento, não faça. Fale sobre aquilo em que você se sinta seguro(a), afinal, os seus textos podem ser lidos por qualquer pessoa, inclusive as que não gostam de você.

Se você gostou, deixe um comentário, e se não gostou também deixe, conte-me o motivo. Um beijo, e até a próxima ;)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

[DOWNLOAD] Caderno de Músicas Pop

Hello, people! Então, esse caderninho (que na verdade é um cadernão!) em PDF com algumas letras de música em inglês eu tinha feito inicialmente só para mim, mas resolvi compartilhar com vocês também. Como comecei a estudar inglês traduzindo músicas, e fiquei um bom tempo sem fazer isso (mais ou menos uns três anos), achei que seria uma boa hora para voltar a fazer traduções, pois por mais que não tenha deixado de estudar a língua depois que parei de fazê-las, elas são uma ótima fonte para ampliar o vocabulário e não esquecer as expressões que já conhecemos. Esse caderno é muito legal porque serve tanto para quem faz traduções, assim como eu, quanto para quem apenas quer ter a letra das músicas sem precisar ficar entrando em sites (aliás, todas as letras foram tiradas do site letras.mus.br). Mas afinal, que músicas são essas? Bem, são trinta músicas tiradas da Billboard Year-End de 2013-2014, ou seja, a lista de músicas que mais bombaram naqueles dois anos, incluindo algumas mais recentes que eu achei uma boa colocar. Ouvir música é tudo de bom, e aprender uma nova língua com elas é melhor ainda. Se você quiser baixar o caderno, é só clicar no link ali embaixo (só peço que não compartilhe falando que foi você quem fez, mas fora isso, pode distribuir para quem quiser).

A lista de músicas é essa (sim, por enquanto são todas pop, e quando eu acabar de traduzir as músicas, pretendo escolher outras de outros estilos):

1. Am I Wrong - Nico & Vinz
2. Anaconda - Nicki Minaj
3. Applause - Lady Gaga
4. Bang Bang - Jessie J (feat. Ariana Grande & Nicki Minaj)
5. Break Free - Ariana Grande (feat. Zedd)
6. Centuries - Fall Out Boy
7. Chandelier - Sia
8. Counting Stars - OneRepublic
9. Don't You Worry Child - Swedish House Mafia
10. Drunk in Love - Beyoncé (feat. Jay Z)
11. Fancy - Iggy Azalea (feat. Charli XCX)
12. Get Lucky - Daft Punk (feat. Pharrel Williams)
13. Habits (Stay High) - Tove Lo
14. Happy - Pharrell Williams
15. Hey Brother - Avicii
16. I'm Not The Only One - Sam Smith
17. It's Time - Imagine Dragons
18. I Love It - Icona Pop
19. Lips Are Movin' - Meghan Trainor
20. Mirrors - Justin Timberlake
21. Radioactive - Imagine Dragons
22. Royals - Lorde
23. Safe and Sound - Capital Cities
24. Sing - Ed Sheeran
25. Stay With Me - Sam Smith
26. Suit & Tie - Justin Timberlake (feat. Jay-Z)
27. Take Me To Church - Hozier
28. Thrift Shop - Macklemore (feat. Wanz)
29. Turn Down For What - DJ Snake (feat. Lil Jon)
30. Uptown Funk! - Bruno Mars (feat. Mark Ronson)

Clique aqui para baixar (espero que vocês gostem!)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

TAG: Liebster Award - Descubra novos blogs!

Olá, olá, gente! Você que costumava entrar no blog, ou entrou pela primeira vez até ontem, já deve ter percebido (ou não, né) que o domínio mudou! Pois é, agora não tem mais o blogspot.com.br no final, é só .com. Essa era uma mudança que eu estava planejando há algum tempo, e, assim que surgiu a primeira oportunidade, fiz o investimento. Ainda estou preparando um post contando todos os detalhes sobre isso e que também vai ajudar quem quer trocar o domínio. Só que hoje o assunto é outro.

Esses dias, fui convidada pelo blog Par de Meias a responder a Tag ''Liebster Award'', e, como eu adoro responder tags, não poderia deixar de responder essa.

De acordo com as regras da tag, devo escrever 11 fatos sobre mim, responder às 11 perguntas de quem me indicou, indicar outros 11 blogs e criar 11 novas perguntas para eles e também linkar a pessoa que me indicou.

11 Fatos Sobre Mim:
1- Minha banda preferida de todos os tempos é The Beatles.
2- Eu sou péssima em Matemática.
3- De vez em quando, uso meu tempo livre para ler quadrinhos (mas só de vez em quando, messsmo).
4- Por falar nisso, eu gostei do Andrew Garfield como Homem-Aranha. Me julguem.
5- Eu nunca quebrei nenhuma parte do corpo (dizem que isso dá azar, que pouco tempo depois da pessoa falar, acontece... Será que é verdade?).
6- Em compensação, já torci o pé umas mil vezes.
7- Eu nunca pintei o cabelo.
8- Sou daquelas que, se aparecesse um gênio da lâmpada oferecendo três desejos, eu pediria mais desejos.
9- Eu tenho vontade de fazer faculdade de Psicologia e de Música, mesmo não me vendo trabalhando com isso.
10- Eu nunca ganhei esses concursos culturais, do tipo "dê a resposta mais criativa e leve um Playstation 4".
11- A música na qual estou viciada agora é "Love Me Like you Do", da Ellie Goulding:


Perguntas:
1- Por que decidiu criar o blog?
Decidi criar o blog quando percebi que, além de falar muito (mas muito, mesmo), eu tinha muita coisa pra compartilhar, e que isso não era algo que precisava ficar restrito só a quem estava próximo.

2- Qual o significado do nome do seu blog?
Como o nome do meu blog veio de um MSN fake que eu tinha há séculos atrás, ele surgiu meio sem significado, só pelo fato de eu achar legal juntar o nome do meu fake com inthecity, em inglês, mesmo. Mas hoje acho que, por mais que tenha surgido por acaso, tem a ver com o fato de eu amar viver na cidade, com todos os seus prédios e luzes (que eu acho lindo de ver à noite), mesmo que também goste de ficar em áreas do interior.

3- Qual seu hobby?
São muitos! São tantas coisas que a gente ama fazer, mas não dá para fazer todos os dias... Gosto de editar vídeos e fotos, ler livros, fotografar, fazer cosplay... Amo muito tudo isso, de verdade.

4- Qual blog você acompanha?
Como não acompanho apenas um blog, acho legal citar alguns dos que leio. Em ordem alfabética: Anne & Cia, Caligrafando-te e Fala, Dantas.

5- Uma música que te inspira?
“Let it Be”, dos Beatles, sempre me inspira em qualquer momento onde não se tem muito o que fazer, a não ser deixar levar.

6- Quais são os principais assuntos do seu blog?
Músicas, filmes, livros, comportamento e outros temas aleatórios. É, acho que é isso.

7- Um filme favorito?
“Uma Linda Mulher”. Assisto mil vezes e não enjoo. Toda, mas toda vez que eu vejo passando em algum canal, eu paro nele e fico. Minha comédia romântica preferida.

8- Qual seu sonho?
Poder viajar para vários lugares do mundo.

9- Qual cidade você gostaria de morar e por quê?
Essa é uma pergunta complicada, porque eu realmente não sei. Se não fosse toda a violência, eu viveria na cidade do Rio por muito tempo (moro em Duque de Caxias), mas, justamente por esse problema, acho que em algum momento poderei estar vivendo até em outro Estado que não o RJ...

10- Um segredo sobre você?
Se eu contar, vai deixar de ser segredo, hehe.

11- Uma frase que te descreva?
“Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros.” Não que eu seja sábia, nem nada do tipo, mas é que a atitude que a frase fala é o tipo de atitude que eu procuro ter.

11 Blogs Indicados:
A garota que coleciona sonhos
Cinzas Internas
Depois do Café
Dose de Ilusão
Nada De Conto De Fadas
Ó a Blogueira
O Muro de Merlin
Papuff
Rebeldia em V
Royal Coffee
Um Pouco Mais Pessoal

11 Perguntas Para os Blogs:
1- O que mudou na sua vida após criar o blog?
2- Há quanto tempo você criou o blog?
3- Prefere ler posts ou ver vídeos no Youtube?
4- Já foi em algum show?
5- Você costuma jogar (no computador, console, celular...)?
6- Olhe para trás. Qual objeto ou móvel você vê?
7- Qual foi o último filme que você viu?
8- Que tipo de música você mais ouve?
9- Você tem algum famoso(a) que te inspira?
10- Você recebe uma passagem para qualquer lugar do mundo. Qual lugar você escolhe?
11- Viver feliz é...?

Então, esse é aquele momento em que falo: sintam-se todos indicados! Sério, não é porque indiquei 11 blogs ali em cima, que só eles podem fazer. Copiem as perguntas e respondam nos seus blogs :)
Um obrigada à quem me indicou a TAG. Eu amei <3

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Erotização da infância

Esse foi o tema do trabalho que eu fiz durante essa semana e a semana passada para apresentar na feira de Biologia no colégio. O assunto era sexualidade, e cada grupo iria falar de um tema. Entre aborto, violência sexual, identidade de gênero e tantos outros assuntos, acho que a erotização infantil era o mais atual, visto que, durante o período em que o trabalho foi passado (ou seja, há cerca de um mês) até hoje, muitas matérias foram feitas por programas de televisão e muitos vídeos no Youtube, todos falando sobre isso.

O tema da erotização infantil começou a surgir principalmente pela onda de funkeiros mirins que tem aparecido por aí, como Mc Pikachu, Mc Brinquedo e Mc Melody, de todos o caso que mais repercutiu, já que ela é uma menina de apenas oito anos (e cujo pai é também funkeiro), que canta músicas sobre inveja e recalque, incluindo palavrões, além de usar roupas sensuais que não condizem com a idade dela. A discussão principal vem por conta dos pedófilos que surgem a partir daí, além de ter sido o próprio pai dela que a introduziu no mundo dos bailes funk, dizendo frases como “quem tá gostando da novinha, levanta a mão aí!”

Ou seja, muitas vezes os pais dessas crianças sabem o tipo de música que elas cantam e o tipo de público que as ouve, mas, ou simplesmente não ligam, ou não tentam impedir, afinal, não é pouco dinheiro que essas crianças ganham com os bailes. Sim, elas são crianças, embora estejam começando a agir como adultos muito precocemente. 

A minha maior preocupação é sobre como vai ficar o lado psicológico de meninas que, assim como a Melody, vivenciam situações sexuais assim tão cedo. Afinal, elas acabam pulando a fase da vida que é dedicada a brincar e se divertir com os amigos, para começar a ter comportamentos adultos, fazendo danças sensuais no palco na frente de vários homens que podem tentar se aproveitar da inocência delas. Aliás, não me preocupo só com as que vivem do funk, mas também com as que são obrigadas a presenciar qualquer tipo de situação que possa “adultizá-las” antes do tempo.

Porém, muito se engana quem pensa que isso só se restringe aos MC’s. O argumento que esses cantores mirins – em especial, o MC Brinquedo – utilizam é que “tudo o que eles cantam nas músicas já foi mostrado a eles na televisão”, o que, de certo modo, é verdade. A televisão está cada vez mais erótica e com cada vez menos programas direcionados ao público infantil. Programas que mostram mulheres seminuas existem há muito tempo (tanto, que quando eu tinha quatro, cinco anos de idade, ou até menos, eles já estavam lá), mas hoje a quantidade é muito maior, chegando ao ponto de se tornar algo banalizado, ou seja, que já nem é polêmica.


Certos filmes que passam após a novela, além dos reality shows, também podem contribuir com a erotização precoce, tanto que todos eles possuem uma restrição de idade, que na maioria das vezes é ignorada. Nem sempre o que é mostrado nesses programas são atitudes que uma pessoa deva tomar, independentemente de ser uma criança ou um adulto. Só que a criança não vai saber fazer essa divisão, e pode muitas vezes acabar repetindo o que vê, sem saber que é errado. Ou seja, se elas acabam assistindo, ou é porque alguém permitiu, ou é porque assistem escondido. E se assistem escondido é pior, porque não vão ter a presença de um adulto para orientá-las sobre isso.

Por falar em assistir escondido, as redes sociais são a porta de entrada para que a erotização aconteça. São inúmeras redes sociais, aplicativos e sites onde se pode ver literalmente de tudo, e onde as restrições de idade não existem na prática. Na internet, são expostos fotos, vídeos, ideias e opiniões de todo tipo de pessoas, sendo essas opiniões certas ou erradas. Por isso, é muito fácil uma criança entrar em um site e ler frases preconceituosas, ou até fazendo apologia a crimes e à própria violência sexual e erotização da infância.

Os pais precisam pensar sobre de que modo a internet e os programas que os filhos têm assistido podem afetar a visão deles sobre a sexualidade, e em como elas enxergam e lidam com o mundo. Sim, tudo o que não for dito pelos pais em casa, outras pessoas na rua dirão, mas será da maneira delas. É por isso que conversar sobre sexo com os filhos é sim importante, além de alertá-los sobre o momento certo em que isso deve acontecer. E esse momento certo, certamente não é na infância.

Se quiser, vem ver o vídeo que eu fiz para apresentar no trabalho, com alguns detalhes que não falei no texto:

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sobre o filme: Cinderela

A essa hora, já devem existir trocentos blogs falando sobre Cinderela, cada um com a sua resenha. Então, por que raios, eu decidi fazer uma também? Ora, por um simples motivo: eu amei o filme. E, quando amo um filme, sinto na mesma hora a necessidade de fazer um post sobre ele no blog, já é automático. Isso somado ao fato de que Cinderela era o meu filme das princesas Disney favorito na infância, e eu vivia alugando na locadora (pois é, ainda não existia Netflix na época).

Semana passada, após um acontecimento inesperado, quando fui barrada na entrada do Anime Pocket porque acabaram os ingressos (quem mandou eu não comprar pela internet?), restou a mim e a minha amiga ir ao cinema assistir um filme. E qual foi o filme escolhido? Sim, Cinderela! Eu estava louca para assistir e fazer um post aqui para o blog, mas o tempo não me permitiu ir na semana de estreia. Bom, pelo menos eu fui, né?

Agora, chega de enrolação. Vamos à resenha:

Cinderela, antes de mais nada, é uma versão expandida do desenho da Disney, ou seja, o filme é baseado naquela história que já assistimos antes. Diferentemente de “Para Sempre Cinderela”, ele não conta a história de outro jeito, apenas acrescenta detalhes que não conhecíamos antes. Tudo bem, existiram algumas alterações na história, que vou falar a seguir, mas não existem grandes surpresas no roteiro (tirando pequenas exceções), o que é um ponto positivo para quem é apaixonado(a) pelo enredo do desenho, assim como eu.

Ao contrário do desenho, o filme fala bastante sobre a infância da Cinderela (que antes se chamava apenas Ella, algo que não é contado no desenho) antes de seu pai e sua mãe morrerem. No filme, a família de Ella era feliz e aparentemente perfeita, mas tudo mudou quando sua mãe morreu de repente e ela passou a viver só com seu pai, que se tornou um homem triste, até que decidiu se casar novamente.

Uma mensagem que a mãe de Ella diz antes de morrer e que ficou marcada durante todo o filme é: “tenha coragem, e seja gentil”. Pareceu até um presságio sobre tudo o que a filha iria passar a seguir, com a chegada da madrasta e das irmãs postiças. Após perceber que o novo marido não tinha um espaço no coração para ela, apenas para a filha e a falecida esposa, a madrasta passou a se aproveitar da bondade de Ella para fazê-la de escrava, assim como suas filhas, Anastasia e Drizella, também fizeram.

É aí que entra o príncipe nessa história (mais alguém reparou que ele é o mesmo ator que fazia o Robb Stark, de Game of Thrones?): no meio de uma caçada, ele e Ella se conhecem, e ele se apaixona pela moça à primeira vista, mas seu pai, o rei, não quer que ele se case com uma plebeia, pois uma moça desse tipo “não mantém alianças e não conquista reinos”, o pensamento típico da monarquia. No entanto, ele decide dar um baile onde várias moças (na verdade, todas as da região, princesas ou plebeias, após a condição do príncipe), seriam candidatas a conquistar o coração do futuro monarca.

Como bem sabemos, Ella é impedida pela madrasta de ir ao baile, mas sua fada madrinha aparece e resolve tudo (alô, Helena Bonham Carter!). A cena em que ela dança com o príncipe no baile foi linda demais, dava para ver a química entre os dois de longe, e os dois até que conversam bastante durante o filme, se compararmos com o desenho. Não foi aquela história de “nem sei o nome dele(a) e já vou casar”, pois, apesar de ter acontecido bem rápido, pelo menos os dois não eram completos estranhos.

A atriz que escolheram para interpretar a madrasta é bem mais bonita e jovem do que a do desenho, mas igualmente má. Pelo menos aqui, temos um motivo concreto para que ela odeie a Cinderela, no caso, o ciúme do pai. As roupas que ela a as filhas usam são bastante coloridas e extravagantes, apesar de ela ter se tornado uma mulher falida desde que o pai de Ella morreu.

Quanto à escolha da atriz para a Cinderela, Lily James, confesso que torci o nariz quando vi o trailer, pois não a achei muito parecida com a personagem (se isso aqui fossem os anos 50, creio que a Grace Kelly teria sido escolhida para o papel). Porém, tudo mudou quando vi o filme, pois descobri que ela se encaixou perfeitamente com a personagem, principalmente em relação à personalidade. Verdade seja dita, nenhum dos atores se parece de verdade com os personagens do desenho, embora todos tenham atuado muito bem. Então, isso não é algo para se preocupar.

Concluindo, a fotografia do filme é belíssima, assim como todo ele em si. Talvez eu esteja exagerando um pouco, pois sou suspeita para falar da história. Agora, estou ansiosa para assistir A Bela e a Fera, que vai sair em 2017 e vai ser estrelado pela Emma Watson (acho que vai ser sucesso, hein!). Até lá, com certeza pretendo assistir Cinderela várias vezes, tanto o filme quanto o desenho :)

Elenco:
Lily James como Cinderela
Cate Blanchett como Madrasta má
Richard Madden como Príncipe
Stellan Skarsgård como Duque
Holliday Graingercomo Anastasia
Sophie McShera como Drisella
Derek Jacobi como O Rei
Helena Bonham Carter como Fada Madrinha

Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: Chris Weitz

domingo, 10 de maio de 2015

O motivo do meu sumiço

Quem tentou entrar no blog na última semana à procura de novidades, encarou apenas o velho post de filmes e séries que me inspiraram. Pois é, eu deixei de postar no blog pelo tempo mais longo que isso já aconteceu, e mais longo do que imaginei que aconteceria um dia. Às vezes, conciliar o tempo escrevendo e pesquisando fotos com as outras tarefas do dia-a-dia é muito complicado. Foi esse o motivo do meu sumiço: falta de tempo. Juro, juro que tentei escrever alguma coisa, mas, quando havia tempo, simplesmente a inspiração não vinha. Em meio a tantos trabalhos, testes e outras tarefas da escola, faltou espaço para criar, pensar e tornar os temas interessantes. Não queria de maneira alguma fazer posts vazios só para preencher o espaço do blog, afinal, não foi com essa proposta que ele foi criado.

Além disso, nesse período sem escrever, eu fiquei gripada duas vezes. Sério. A primeira gripe eu já tinha pegado antes do dia 1º (data do último post), e a segunda se manifestou ontem. Minha cabeça parecia que estava pesando cem quilos, e isso durou até hoje de manhã. Agora que tomei um remédio e passei um tempinho com a minha mãe (afinal, hoje – e qualquer dia – é Dia das Mães), estou bem e escrevendo esse post.

Acho que quem acompanha o blog merecia essa justificativa, para saberem que eu não o abandonei de fato, pois pensava nele todos os dias. Mesmo sem divulgá-lo em lugar nenhum, as pessoas vinham visitar e até cheguei a receber comentários! Isso era algo que não esperava, pois podia jurar que ninguém mais leria isso aqui caso eu sumisse.

Saibam que jamais pretendo deixar de postar aqui, pois se tornou um vício, uma forma de me distrair, pensar mais, conhecer pessoas novas e voltar a fazer aquilo que sempre amei: escrever. Durante os últimos dias, consegui pensar em uns temas legais para posts que já estou providenciando, por isso, podem ter certeza de que agora eu voltei e não faltarão novidades. Andei ouvindo umas músicas, assistindo uns filmes e lendo uns livros que seriam ótimos para indicar aqui, e mal posso esperar para publicar os posts sobre eles, além de alguns textos que andei pensando em escrever.

Então é isso, gente. Esse post foi bem rápido, só para dizer a vocês que esse hiato não vai continuar. Amanhã o blog volta à programação normal, com post novo \o/

Um beijo ;)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Filmes/novelas/séries que me inspiraram a querer seguir determinadas profissões


Todo mundo já teve aquela série, filme ou até mesmo novela que, uma vez assistido, dava vontade de fazer igualzinho os atores e seguir determinada carreira. Pois é, esse é mais um post bem eclético, onde pode-se achar de tudo (até filmes que não têm nada a ver). Em comemoração ao Dia do Trabalho, eis os filmes, séries e novela que mais me inspiraram a querer ser uma atriz, advogada, dançarina, médica, entre outras profissões (mesmo que eu não tenha seguido nenhuma delas):


Legalmente Loira
Por que me inspirou? A Elle era o tipo de garota que ninguém desconfiaria que seria capaz de fazer Direito. Quando minha mãe me indicou a profissão, nem eu mesma acreditava na minha capacidade, mas, depois de assistir Legalmente Loira, acredito que qualquer um pode se tornar um bom advogado, se gostar de ajudar as pessoas e se dedicar bastante a isso. Hoje, não tenho mais vontade de fazer Direito, mas várias vezes quando assisti o filme ele me inspirou a isso, até porque mostra um pouquinho de como é o caminho para quem quer seguir a profissão.

As Apimentadas – Tudo ou Nada
Por que me inspirou? Filmes de dança sempre me inspiram, já que essa é uma área do meu interesse. Ver as líderes de torcida, com todas as acrobacias, saltos e coreografias (principalmente aquela em que se forma uma pirâmide, onde a que está no topo dá um pulo e cai direitinho) me dá vontade de querer ser uma, apesar de eu já ter dezessete anos e essa prática não ser muito comum no Brasil. Outros aspectos como armários nos corredores também me atraem, apesar de esse não ser o tema desse post. Enfim, mesmo não podendo fazer isso por aqui, ainda posso tentar alcançar a mesma flexibilidade que elas #gothaís

Dirty Dancing / Grease / Cisne Negro
Por que me inspiraram? Pela paixão que os personagens têm por dançar, e principalmente pelas transformações que eles passam durante o filme. A evolução na dança é mais notável no Dirty Dancing, já que a Baby era totalmente desajeitada no começo do filme e, no final, estava dançando muito bem. Em Cisne Negro, me veio à memória os dois anos em que dancei balé, e como eu gostava disso até resolver desistir. Grease, como sempre, é contagiante, e a cena final sempre me deixa com vontade de imitar a Sandy. "I got chills, they're multiplyin'. And I'm losin' control."

O Diabo Veste Prada
Por que me inspirou? Durante muito tempo, eu quis trabalhar em revistas. Na época em que O Diabo Veste Prada foi lançado, aquela atmosfera toda de trabalhar como jornalista em uma revista me atingiu em cheio: poder publicar meus próprios textos, ou até mesmo fazer a parte gráfica das edições, era tudo o que eu desejava quando assistia o filme. Sem falar que as roupas que a Andy usa no filme são o sonho de consumo de muita gente, além de poder acompanhar os desfiles de moda na primeira fila.

As Panteras / Homem de Ferro 2
Por que me inspiraram? Porque eles mostram mulheres surpreendentes, realizando um papel que geralmente é dado aos homens. Realizar missões para o serviço secreto, resolver mistérios e ainda saber se defender de qualquer um, homem ou mulher, que tente me causar danos, é o que esses filmes me fazem querer fazer. É tudo muito legal e divertido, além de fazer com que se conquiste o respeito de quem sempre julga uma mulher como “fraca” à primeira vista.

Burlesque
Por que me inspirou? Pela determinação da Ali de perseguir seu sonho, além das várias cenas de apresentações no cabaré, outro tipo de espetáculo que eu acho muito legal. Outro filme do gênero que eu poderia citar seria o Chicago, cujas cenas de apresentações também são muito boas. Em relação ao Burlesque, poucas são as pessoas que possuem a mesma coragem da protagonista de apostar todas as fichas em um ramo tão disputado, mas que é o que ela realmente ama.

Rebelde
Por que me inspirou? Por várias vezes, me imaginei fazendo parte de uma banda, assim como os personagens da novela, e minha maior vontade era saber tocar guitarra, além de poder cantar. O tempo passou e a vontade continua, mas só a de cantar e tocar mesmo, sem ser famosa e sem fazer parte de uma banda (ou seja, como um hobby, nada profissional). Rebelde também me influenciou ainda mais na vontade de fazer atuação. Naquela época, eu tinha a maior vontade de trabalhar em televisão e fazer novelas (talvez pelo sucesso da atriz Bruna Marquezine, que é só um pouco mais velha que eu).

Cinderela em Paris
Por que me inspirou? Por vários motivos. O primeiro deles é a questão da fotografia: Fred Astaire interpreta um fotógrafo de uma revista, e muitas cenas relacionadas ao meio são mostradas durante o filme. Em uma delas, é mostrado o quarto escuro usado para revelar e ampliar fotos, além de mostrar a espontaneidade de onde saem várias das fotos que ele tira da protagonista. O outro lado é a parte da dança, já que, por se tratar de um filme do Fred Astaire, está bastante presente no filme. Ele ainda mostra o lado bom de ser modelo e ter seu rosto associado a uma marca.

O Fantasma da Ópera / O Libertino
Por que me inspiraram? Ambos me inspiraram pela parte da atuação, de se apresentar em um teatro diante de uma multidão de pessoas. Apesar de estar muito relacionada à música (vulgo cantoria), a ópera segue um estilo dramático, do tipo que eu gostaria de interpretar se estivesse no palco. Já no caso do Libertino, foi muito pelo fato de a atriz ter sido desacreditada no começo, e conseguir provar para todos que poderia ser a melhor de Londres, quiçá da Inglaterra toda.

Grey's Anatomy / House
Por que inspiraram? Essas séries fazem a vida de trabalhar como médico e realizar cirurgias parecer ser muito legal. Quando eu tinha cerca de dez, onze anos, assistia os episódios de Grey’s Anatomy e me imaginava realizando uma cirurgia, trabalhando com a anatomia, que era a minha parte preferida (e ainda é) nas aulas de Ciências/Biologia no colégio. Creio eu que essas duas séries são uma enorme inspiração para quem está pensando em seguir essa carreira, além de também mostrarem as desvantagens para quem está em dúvida, para saber se vale a pena conviver com elas ou não.

CSI
Por que me inspirou? Pela parte de desvendar casos. Ser detetive, analista forense, analisar os fatos que levaram a um crime e como ele foi arquitetado são muito interessantes para mim. Até hoje, ao ver casos reais, como o do assassinato do Mc Daleste em 2013, onde foi montada toda uma análise da cena do crime, que provou  até de que lugar exatamente o assassino disparou a arma, eu me interessei, assim como a análise da morte dos pais da Suzane Richthofen, onde ela mesma os matou. Por essas e outras que CSI me influenciou ontem e hoje (e será que sempre?).
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