quarta-feira, 29 de abril de 2015

Com vocês, a Banda do Mar!

A Banda do Mar é um projeto que reúne Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira. Ao contrário do que muitos pensam, ela não é 100% brasileira, e sim luso-brasileira, já que Fred Ferreira é português. O som deles varia entre o pop, a MPB e o indie rock, com influências na banda inglesa The Beatles (essa parte eu percebi conforme fui ouvindo as músicas, então, tanto pode ser quanto não ser). Lançou seu primeiro disco no ano passado, 2014, e é sobre ele que eu vim falar nesse post ;)

Desde 2008, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães são um casal (que chegou a gerar discussão por conta da diferença de idade entre os dois), e já haviam feito algumas parcerias juntos em seus álbuns individuais. A ideia de criar a Banda do Mar surgiu após um jantar entre eles e Fred, já que os três são músicos e amigos há bastante tempo. As músicas da banda são calmas e animadas ao mesmo tempo, e as letras são bem fofinhas. Soa contraditório? Sim. Porém, sabe aqueles dias em que se está feliz, mas com vontade de ficar em casa ou em um lugar bem calmo? É essa aura que o disco passa. Ou seja, se você for uma pessoa que só costuma ouvir música bem agitada, talvez não seja um bom disco para você. A verdade é que o álbum deve ser ouvido com calma, relaxado(a), e é ainda melhor se isso for feito enquanto se presta atenção nas músicas, que são bastante poéticas (elas, aliás, são alternadas entre Mallu e Marcelo).

Os singles escolhidos para promover o álbum foram "Mais Ninguém", "Hey Nana", "Muitos Chocolates" e "Dia Clarear". Já adianto que amei a escolha deles, e, a seguir, você confere uma pequena análise (que na verdade está mais para indicação), música por música:

Cidade Nova - É uma música dançante, daquelas que eu realmente ouviria no carro passeando pela cidade, olhando a vista... Ou seja, uma música daquelas que fazem a gente pensar, se colocar em outra situação ou lugar. "Luzes da cidade nova, desde quando tudo em volta importa? Acho normal de imaginar nós dois, cor de cinza e festa, na cidade que não presta..."

Mais Ninguém - Bem tranquila, bem zen. A voz da Mallu cumpre nem o papel de tornar essa música relaxada, sem ser o tipo de música que dá sono. Inclusive, ela tem uma letra que é bem fofinha. "Preciso de você pra me fazer feliz..."


Hey Nana - Essa música é deliciosa, uma das minhas preferidas do disco. A parte instrumental dela é muito boa, e no comecinho até dá um certo clima havaiano (ou talvez seja só a minha imaginação, mesmo?). "Se você não quiser, eu vou te convencer. Se você não quiser, eu vou te convencer."


Muitos Chocolates - Pra você que em um relacionamento não faz questão de muita coisa, apenas que seja muito bem tratado(a). "Não vou pedir roupa de cama ou talheres de prata, nem que você suporte alguma amiga minha chata. Mas eu exijo cafuné, massagem no pé e  muitos chocolates só pra mim."


Pode Ser - A partir de um certo trecho, Mallu e Marcelo passam a cantar essa música juntos, e acho que combinou totalmente com ela. A letra é daquelas para pegar uns trechinhos e postar no Facebook ou no Twitter, principalmente se estiver apaixonado(a). "Um dia eu vou ficar bem, só pra te querer mais. Onde quer que eu ande bem, domingo é pra te dar paz."

Mia - Também está na lista das que eu mais gosto. Faz uma espécie de trocadilho entre o nome da garota, Mia, e o fato de ela ser uma gata. É divertido porque é a Mallu que canta. "Mia, minha garota, não adianta nada, de dia tem postura, mas quando é madrugada, eu domo a criatura. Conheço essa gata..."

Dia Clarear - Pode até soar clichê, mas essa música dá uma sensação de paz, de harmonia, como se tudo fosse ficar bem no final. Tranquilíssima, relax, linda. "Eu sei lá se eu vir você mais tarde, eu vou até o dia clarear."



Me Sinto Ótima - Consigo facilmente visualizar essa música na abertura de alguma novela das sete, talvez por ela ser tão bem humorada. Acho até que tem a ver com o momento que estou vivendo, de enfrentar os medos e adquirir coragem. "A melhor parte de mim eu acabei de descobrir. E se perguntarem por mim, diga que estou ótima."

Faz Tempo - Algumas pessoas notaram a semelhança da melodia dessa música com o começo de My Sweet Lord, de George Harrison, ex-guitarrista dos Beatles. É, acho que não fui tão louca quando achei que a banda estava bastante inspirada nos garotos de Liverpool... "E lá vou eu, onda do mar. Doce é viver nos olhos dela. Do tempo eu sei, o tempo é rei, e eu naveguei nos olhos dela."

Seja Como For - Outra música de novela, daquelas que poderiam passar quando estivessem sendo mostradas paisagens, ou até mesmo na hora em que desse aquele close na mocinha feliz e apaixonada. "Não importa quando, como, onde, somos o nosso próprio rei."

Solar - Do tipo de música para não se ouvir sozinho(a)! Aliás, todas do disco seguem essa linha, mas essa me parece ser do tipo que eu vou estar sempre lembrando, e com certeza vou fazer uma dedicatória para alguém com os versos: "Eu tô contigo, irmão e não tenho mais medo do mundo."

Vamo Embora - Para encerrar o disco, nada melhor do que uma música cujo título é uma frase de despedida, certo? Certíssimo! Ela também conta com a participação da Mallu, ou seja, é mais um dueto dela com o Camelo. Esse é o momento em que você diz: "poxa, disco, não acaba, não!" "Vamo embora, morena, dança, que a cidade não se cansa de te ver dormir..."



Lista completa das músicas:
1. Cidade Nova
2. Mais Ninguém
3. Hey Nana
4. Muitos Chocolates
5. Pode Ser
6. Mia
7. Dia Clarear
8. Me Sinto Ótima
9. Faz Tempo
10. Seja Como For
11. Solar
12. Vamo Embora

segunda-feira, 27 de abril de 2015

São sete bilhões de pessoas no mundo...

Não sei se sou só eu, mas muitas vezes me assusto com a quantidade de pessoas que existem no mundo. Cerca de sete bilhões! É algo para se pensar, não? Após tantas piadas do tipo “são sete bilhões de pessoas no mundo e nenhuma pediu sua opinião” e “são sete bilhões de pessoas, sério mesmo que você acha que não vou encontrar nenhuma?”, o número se tornou algo tão simbólico, que muitas vezes repetimos sem nem nos dar conta de quantas pessoas realmente são.

Uma coisa que passei a me perguntar muito é: será que, com sete bilhões de pessoas, pelo menos uma está pensando na mesma coisa que eu agora? Digo, a mesma, mesmo? Será que, no exato momento em que estou escrevendo esse post, pelo menos uma delas também está se perguntando sobre o quão louco é o mundo (ou o Planeta Terra, no caso) ter sete bilhões de seres humanos?

No instante em que você está lendo este texto, várias pessoas estão nascendo e morrendo. Porém, devido ao fato de que nós temos mentes individuais, que teoricamente não estão conectadas, nós nem nos damos conta disso. Quantas pessoas estão jantando, acordando, lendo, falando, nesse exato minuto? Quantas delas estão paradas, olhando para o teto, "sem fazer nada"?

Um fotógrafo francês se jogou no mundo procurando pessoas que não tivessem nenhum parentesco, mas que fossem praticamente idênticas no quesito aparência. Será que é possível todo mundo ter a sua cópia quase perfeita? Bem, considerando que são sete bilhões... não é difícil de acreditar. Já pensou cruzar na rua, em um momento qualquer da vida, e dar de cara com alguém que se parece exatamente comigo, como se fosse uma imagem no espelho? Mais louco ainda, e se essa pessoa de repente tivesse o dobro da minha idade e eu tivesse a aparência dela quando jovem, como na novela O Clone? Ou seja, se pararmos para entrar a fundo nesse tema dos sete bilhões (sim, eu fico repetindo o número porque é muita gente), vemos que há uma realidade muito louca sobre a qual nunca paramos para pensar.

E se de repente, por um acaso, cismássemos de conhecer essas pessoas todas? É claro que não daria. Se muitas vezes não conhecemos nem a lista completa dos nossos amigos no Facebook, quem diria todas as pessoas do mundo? Certamente esqueceríamos os nomes delas no momento em que as conhecêssemos. Sem falar do fator idioma, que atrapalharia qualquer conversação.

O que nos leva a... sete bilhões de humanos, cada um com a sua história. Apesar de todas as provas citadas acima, será que ainda existe algo que diferencie a todos nós, de uma forma que ninguém seja igual a ninguém? Sim, é muita filosofia, mas é aí que a loucura entra: apesar de todas as evidências, eu não acredito que exista alguém igual a mim, a você ou a qualquer outra pessoa, pois, se juntarmos todos os nossos gostos, desgostos, experiências e inexperiências, somando, é claro, com a aparência física e nossos próprios pensamentos e visões de mundo, é praticamente impossível que alguém tenha cem por cento de todas as nossas características.

Não importa se você é rico ou se é pobre, uma pequena parcela do mundo vai ligar, enquanto que a maior parte dos outros sete bilhões sequer vai saber quem você é. E, mesmo que de alguma forma saibam, pouquíssimos deles vão estar aí. Pertencer à raça humana é a única coisa que liga todas as sete bilhões de pessoas, então, voltando (ou melhor, continuando) um pouquinho à realidade, para quê precisaríamos fazer o esforço de parecermos e até sermos diferentes, ou iguais? Nós já somos, mas grande parte de nós (a maioria da maioria da maioria, sem medo de ser redundante) não se deu conta disso. E, se quiser, eu repito de novo: são sete bilhões de pessoas, e nenhuma delas é igual a mim, e muito menos a você.

Para deixar tudo ainda mais louco, no momento em que estava escrevendo esse post, me lembrei do seguinte vídeo que recebi uma vez no Whatsapp – Você Sabe com Quem Está Falando? (muito cuidado, pois ele poderá abrir sua mente de um jeito que você não conseguirá fechar mais) ;)

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sobre o filme: Vingadores: Era de Ultron

2015 é mesmo um ano repleto de filmes imperdíveis. Tivemos a estreia de Velozes e Furiosos 7 e ainda estamos aguardando o lançamento de Jurassic World, A Esperança – Parte II, o Episódio VII de Star Wars, entre outros. Porém, não é sobre nenhum deles que eu vim falar hoje, e sim do que estreou quinta, dia 23 de abril: Vingadores: Era de Ultron.

Era segunda-feira, dia 20, e os ingressos para a sessão 3D já haviam esgotado no cinema, algo que eu nunca tinha visto aqui no Rio. Algumas pessoas compraram o ingresso bem antes, em março, tudo para garantirem que elas não iriam ficar sem ver os Vingadores em 3D. Se eu fiquei sem ver? Sim, mas acredito que isso não fez tanta diferença (imagina...). Deixando a enrolação de lado, vamos ao filme, mas antes de mais nada, não se preocupem: o post não vai conter spoilers do tipo que vão estragar a experiência para quem ainda não assistiu, afinal, eu detestaria ler um desses spoilers se ainda não tivesse assistido.

Uma palavra que define Os Vingadores 2 é: ação. Muita, mas muita ação. Mais até do que no primeiro filme. Nesse aqui, os Vingadores agem mais como uma equipe, embora ainda não seja o que se espera de uma equipe unida. Apesar disso, vemos que surgiu uma espécie de amizade entre os membros, uma parceria, já que eles são capazes, sim, de se divertir juntos. E as piadas continuam, então, se você gostou da parte cômica dos Vingadores, saiba que na Era de Ultron ela vai continuar existindo.

Como foi mostrado no Capitão América 2 (SPOILER! Se você ainda não viu, recomendo assistir para entender algumas partes do filme), a S.H.I.E.L.D. como a conhecíamos era uma farsa, sendo a maior parte dos membros pertencentes à Hydra. No CA2, ao fazer ao mundo essa revelação, a Viúva Negra acabou revelando todos os seus segredos (embora a gente tenha continuado sem saber quais são), mas a boa notícia é que, na Era de Ultron, pelo menos alguns deles são apresentados a nós, e passamos a conhecer um pouquinho do que ela passou para se tornar uma verdadeira assassina.

Do outro lado, ao tentar proteger a Terra, Tony Stark acabou criando aquilo que se tornou o grande vilão do filme, Ultron. A princípio, ele era apenas uma inteligência artificial, com o objetivo de se tornar algo que defenderia o planeta do que há lá em cima, em outros mundos. Porém, tudo dá errado no momento em que uma falha acontece e ele se volta contra seu criador, passando até a adquirir um tanto da personalidade Stark. Derrotar Ultron não é fácil (acho que isso nem precisava ser dito), uma vez que, até onde entendi, ele se estende por toda a internet e tem acesso aos arquivos de todos os Vingadores, e, como é mencionado em um determinado momento, “ele sabe mais sobre todos eles do que eles sabem uns dos outros”.

Ultron não é o único problema a ser enfrentado. Os gêmeos também são. Pietro e Wanda, que mais tarde se transformam em Mercúrio e Feiticeira Escarlate. Ele tem o poder da velocidade, enquanto que ela é capaz de mexer com a mente das pessoas (preciso dizer que isso vai ser explorado durante o filme?).

A verdade é que Os Vingadores 2 surpreende muito, em várias partes. Claro que houveram críticas negativas de pessoas que se decepcionaram com o filme, pois criaram expectativas altas demais e elas acabaram não correspondendo. A maioria dessas pessoas esperava um filme mais sombrio, com menos piadas e mais seriedade. Para ser sincera, apesar de ter visto os trailers, eu não criei essas expectativas todas, e acho que foi por isso que gostei tanto do filme.

Um dos aspectos que merecem ser lembrados é a distribuição dos personagens no roteiro. Como ficou visível no primeiro filme, o Gavião Arqueiro era de todos o personagem menos aproveitado, já que, enquanto os outros ou já tinham tido sua história contada, ou já apareceram em outros filmes (como no caso da Viúva Negra), ele foi o que menos apareceu, portanto, nós sabíamos muito pouco a respeito dele. Isso mudou nesse novo filme, e foi algo que eu achei bastante positivo. Além disso, cada personagem teve o seu momento, ou seja, acabou deixando o filme mais equilibrado.

Outro personagem que surge é o Visão, mas não darei muitos detalhes sobre ele para não dar spoiler. Tudo o que se precisa saber é que ele não vai aparecer muito (outro fato que desapontou muita gente), apesar de ter um papel bem importante.

Nos filmes da Marvel (aliás, em qualquer filme de super-herói), existe o conflito entre quem já conhece a história dos quadrinhos e quem não conhece. Como eu assisti sem saber muita coisa, a minha impressão sobre o filme pode ser muito diferente da de quem já sabe a história. Pode não haver tantas surpresas. Porém, acho que apesar disso, o filme vai encher os olhos de quem o assistir. Eu mesma saí do cinema querendo ver o filme de novo, e fiquei chateada em pensar que, se quiser ver de novo, por enquanto só no cinema (ou nos downloads da vida, com a qualidade ruim).

No final das contas, a história do filme é mais densa, afinal, não é a primeira vez que vemos os personagens em equipe e era necessário algo mais profundo. As cenas de ação aumentaram bastante, então, para quem gosta, isso é um fator positivo. Capitão América, Viúva Negra, Homem de Ferro, Thor, Gavião Arqueiro e Hulk, cada um tem a sua hora durante o filme, e vemos que eles têm uma parceria maior do que no primeiro Vingadores, o que foi muito bom de se ver. Na minha opinião, foi o melhor filme entre os dois, pois não é apenas mais do mesmo, tem algo acrescentando ali. Não quero aumentar (ainda mais) as expectativas de ninguém, mas foi isso que eu pensei. A quem ainda não viu, desejo uma ótima experiência. E a quem também já viu, conte o que achou, se concorda com meu ponto de vista, ou se pensou algo diferente.

domingo, 19 de abril de 2015

Novo layout do blog \o/

Hey, olha quem apareceu por aqui, em pleno domingo! Juro que tenho tentado postar com frequência aqui, pois amo demais escrever para o blog. Ainda tenho inúmeras ideias de posts para cá, e quero que vocês possam acompanhar cada uma delas <3 Bom, como muita gente sabe, domingo é um dia conhecido por ter pouca gente visitando blogs, pois todos (ou, pelo menos, a maioria) estão com a família e não têm muito tempo de conferir blogs nesse dia. Porém, me sinto em dívida quando fico mais de dois dias sem postar (e hoje fazem quatro desde a última postagem), por isso, resolvi ignorar a "maldição do domingo" e postar hoje, afinal, toda regra de não-visitas tem sua exceção. E o tema do post de hoje? O layout novo do blog \o/ (se você ainda não reparou, comece a reparar agora, pois eu estou amando!).

Todo mundo fala que o principal cartão de visitas de um blog é o layout. Ou seja, se você tem um bom layout, as chances de o visitante voltar serão muito maiores (mas isso, é claro, se estiver aliado a um bom conteúdo). Já um layout ruim, por melhor que o conteúdo seja, pode desinteressar o leitor e fazê-lo sair do blog sem nem mesmo ter lido os posts. Isso pode não ser uma regra, mas que tem um fundo de verdade, tem.

Desde que criei (ou melhor, personalizei) o primeiro layout do Thaís na Cidade, tive vontade de mudar. Ainda não era o que eu queria. Achava muito branco e simples, por mais que eu gostasse do cabeçalho dele. Olhando assim, bem de perto, ainda consigo achar esse primeiro layout bonito e diferente, do tipo que dificilmente se vê em outros blogs. Apesar disso, sentia que o número de visitas poderia ser muito maior se o layout fosse mais atrativo. Tudo bem, são só suposições. Nunca perguntei a um leitor se ele gostava do layout ou não, apenas a alguns amigos. Tentei, então, pensar como uma pessoa comum: “se não fosse eu, o que eu acharia ao olhar esse layout pela primeira vez?”, e a resposta não me agradou muito.

Eu gostava do antigo layout, gostava mesmo. Mas há tempos que tento mudar, e vivia em sites pesquisando modelos free de templates que eu pudesse personalizar e colocar no blog. Criei um outro blog só para ir testando os modelos, e me desesperei com alguns que simplesmente usavam uma codificação muito difícil de editar. Sim, eu tentei editar o html, mas sou apenas iniciante. Algum dia, quem sabe, eu aprenda todos os segredos do html e descubra como mexer nesses templates “teimosos”.

Após uma jornada de pesquisas, bati o olho em um template e me apaixonei, o Fucking Monster, criado pela Sanyt Design (eu não retiro os créditos, pois acho injusto com quem faz o template, por mais modificado que ele tenha sido por mim após eu aplicar).  Sem qualquer edição, ele vem bastante limpo, com um fundo cinza e vários detalhes na cor amarela. Eu não planejava tirar o amarelo, pois o que tinha em mente para o layout envolvia essa cor, mas, após várias tentativas, percebi que na minha mente era uma coisa, mas na realidade, o que eu havia imaginado antes não iria ficar tão legal.

Um conselho que eu já havia lido era: mude o template, mas deixe algo com o qual os leitores antigos ainda possam se identificar, ou seja, em outras palavras, não descaracterize o blog. No caso do Thaís na Cidade (é estranho para mim escrever o nome do blog em um post, acreditem, por isso estou tentando repeti-lo), as características principais eram a foto do perfil, a cor vermelha e alguma coisa que lembrasse cidade (afinal, se não tivesse, acho que o nome do blog não faria o menor sentido).

A parte de criar alguma coisa que lembrasse cidade foi bem fácil. Navegando no Tumblr, encontrei essa ilustração de fundo cheia de casinhas, que eu achei perfeita. Então, fui mudando a cor da barra e criei a “logo” do cabeçalho. Pode até parecer fácil agora, mas o processo todo levou horas, pois não foi só isso que foi feito. Esse modelo de template exige que qualquer alteração seja feita direto no html, e, como mencionei acima, não entendo muito do assunto e tive que ir aprendendo na “marra”, vulgo tentativa e erro.

No final, creio que ficou bastante bonito e atrativo. Queria que o layout fosse unissex (a cor da barra não permitiu, mas paciência), e que tivesse a ver com a minha personalidade, além de não ficar com o aspecto de “vazio”, defeito que eu via no layout anterior. Esse é o layout mais original que eu já vi ou fiz? Não, não é, pois toda vez que olho para ele, sinto que já vi um muito parecido em algum lugar. 

Porém, deixarei o meu perfeccionismo de lado por enquanto, pois, original ou não, foi de todos o layout modificado por mim que eu mais gostei, e agora fico um tempão olhando para ele.

O que vocês acharam do layout? Amaram? Odiaram? Se vocês também tiveram a impressão de que já viram parecido em outro lugar, contem-me que lugar é, porque acho que já eu estou ficando maluca. E me digam se gostaram da mudança do anterior para esse ;)


Detalhe que eu amei: botão de voltar ao topo, personalizado por mim ♥

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Já li: A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo

Meu amor pela literatura brasileira começou muito recentemente. Na verdade, ele sempre existiu, mas eu não me dava conta disso. Foi depois de ler “A Moreninha” que me dei conta de quantos livros bons o Brasil possui, mas que às vezes não são levados em conta pelos próprios brasileiros. Afinal, quantas vezes ouvimos falar em grandes autores como Machado de Assis, mas nunca paramos para ler um livro do mesmo? “A Moreninha” não é do Machado, e sim de Joaquim Manuel de Macedo, mas exemplifica muito bem o que estou falando. Procuramos muitas vezes na literatura estrangeira o que não julgamos haver na nossa: originalidade, proximidade e uma vontade de não parar de ler o livro até descobrir o que vai acontecer no final.

Foi por isso que, ao estudar Romantismo, a professora recomendou quatro livros, todos com personagens femininas fortes: O Cortiço, Lucíola, A Escrava Isaura, Iracema e A Moreninha. Creio eu que foi A Moreninha que me escolheu, e não o contrário. Enquanto que os outros grupos já tinham os livros que queriam definidos, o meu ficou meio indeciso, e A Moreninha chamou atenção não só pelo título, mas também pelo fato de que nunca tínhamos ouvido falar dele.

Após comprar o livro pela internet, comecei a leitura. “Nossa, que livro difícil de entender! O que seria "carraspana"? E "ceroulas", seria alguma variação de cenouras?”. Porque sim, no começo, devido ao vocabulário utilizado na época em que ele foi escrito, 1844, as palavras eram mais rebuscadas, dificilmente (ou quase impossivelmente) utilizadas nos dias atuais. Era uma outra época no Brasil, que ainda vivia seus tempos de Império.

“Centrado no romance entre Augusto e Carolina, A Moreninha é o principal livro de Macedo. Numa época em que a cultura era totalmente voltada para a Europa, A Moreninha é uma das primeiras e magníficas tentativas de fazer uma literatura nacional, observando usos e costumes do país no Segundo Império, retratando o cotidiano da vida brasileira em meados do século XIX.”

Essas são as palavras escritas no verso do livro, publicado pela editora L&PM Pocket. Augusto, um jovem estudante de Medicina, era o típico namorador que jurava jamais se apaixonar por moça alguma. O argumento? Ele amava a todas as mulheres, e seria uma injustiça que apenas uma pudesse ser agraciada com esse amor. O que ninguém no livro sabia, no entanto, era que Augusto havia feito uma promessa na infância, de que se casaria com uma menininha que conheceu na praia, à qual ele nunca mais viu e nem se lembra o nome. A promessa, no entanto, ainda era levada com ele, e ele procurava mantê-la.

Do outro lado, existia Carolina, uma menina de catorze anos que morava com a avó na Ilha de Paquetá (que não é mencionada no livro, sendo até mesmo uma peculiaridade dele, já que tanto datas quanto locais são omitdos com o uso de reticências no lugar dos nomes). Ela era bastante atrevida e chamava a atenção de todos em qualquer lugar que estivesse, pois era brincalhona e, como é dito nas gírias atuais, “pisava nas inimigas”. É por isso que, pouco tempo após conhecê-la, Augusto já estava encantado, dando a entender que perderia seriamente a aposta que fizera com os amigos.

Essa aposta indicava que ele teria que escrever um livro contando sua derrota caso se apaixonasse por uma moça por quinze dias ou mais na viagem até a Ilha de Paquetá. Essa aposta foi feita por Filipe, Leopoldo e Fabrício, sendo que Filipe é o irmão mais velho de Carolina. Agora, resta a Augusto decidir se deixará a antiga noiva para trás e se declarará para Carolina, ou manterá sua promessa e esquecerá que a amou um dia.

O livro se tornou bastante conhecido, e mais tarde foram feitas diversas adaptações do mesmo, sendo a mais famosa delas uma novela da Globo, que foi filmada na Ilha de Paquetá, confirmando que o local indicado no livro era mesmo esse. Ao falar sobre o livro, o autor havia declarado:

“Do que vem dito concluir-se-á que a Moreninha é minha filha: exatamente assim penso eu. Pode ser que me acusem por não tê-la conservado debaixo de minhas vistas por mais tempo, para corrigir suas imperfeições; esse era o meu primeiro intento. A Moreninha não é a única filha que possuo: tem três irmãos que pretendo educar com esmero, e o mesmo faria a ela; porém esta menina saiu tão travessa, tão impertinente, que não pude mais sofrê-la no seu berço de carteira e, para ver-me livre dela, venho depositá-la nas mãos do público, de cuja benignidade e paciência tenho ouvido grandes elogios.”

A verdade é que descobri, lendo A Moreninha (e, mais tarde, Dom Casmurro), que gosto de livros escritos no Brasil dos anos 1800, pois eles nos dão não só um retrato da época, como também passam a impressão de que os personagens existiram de verdade, em um momento diferente da História, e com outra visão de mundo. A personagem Carolina, por exemplo, não achava errado o fato de existirem escravos, o que muitos podem criticar ao ler o livro, porém, se esquecem de que as crianças da época foram ensinadas para pensar na escravidão como algo bom, um fato que felizmente mudou, e que com certeza seria diferente se o livro tivesse sido escrito nos dias atuais.

Apesar da linguagem bem complicada de entender no começo, concluí que após os primeiros capítulos a leitura fica mais fácil, além de servir como uma ótima fonte para aprender novas palavras e ver como as pessoas falavam no Brasil antigamente. É um livro que precisa de paciência e cuidado, mas que possui uma história que realmente prende o leitor, a ponto de fazer a gente querer saber o que vai acontecer nas próximas páginas. “Ninguém começa lendo Machado de Assis e outros escritores da época”, foi que minha professora falou. E é verdade, mas nunca é tarde para começar, e A Moreninha para mim foi um ótimo começo.


terça-feira, 14 de abril de 2015

Avisos que eu gostaria de ter dado ao meu “eu” do passado

Sempre que paro para pensar em como minha vida está atualmente, e nas preocupações que eu tinha em relação à ela há alguns anos atrás, sinto vontade de criar um máquina do tempo capaz de me levar a ter uma conversa com meu “eu” do passado, e alertar a mim mesma naquela época que eu não deveria me preocupar tanto e focar no que era mais importante, mas a questão toda é: após assistir inúmeros filmes que falam sobre o assunto, como De Volta Para o Futuro, Efeito Borboleta e até mesmo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, já estava bem ciente de que alterar o passado acabaria por mudar drasticamente o futuro, e, com isso, as coisas jamais aconteceriam do jeito imaginado.

O futuro é consequência do passado, dos erros e dos acertos que cometemos. Porém, é um fato que muitas vezes perdemos o tempo precioso da nossa vida nos preocupando com o que não deveríamos, e, independentemente ou não dos resultados, esse tempo perdido jamais voltará para nós.

Foi por isso que resolvi ignorar a questão de que “mexer no passado alterará o futuro” e escrever esse texto como se ele fosse apenas um conselho, que o meu eu do passado certamente não iria seguir, já que ele era bastante teimoso. Porém, serviria como um aviso para que o baque de certos acontecimentos não me afetassem tanto, e eu pudesse lidar melhor com eles quando acontecessem.

Em primeiro lugar, eu diria a mim mesma para não me apoiar tanto nas minhas amizades, uma vez que elas não eram tão sólidas quanto eu achava que fossem. Explico-me: ao entrar para o Ensino Médio, eu saí da minha antiga escola, e após mudar de colégio, muitas amizades se desfizeram ao longo do tempo, pois não sobreviveram à distância. E eu passei tempo demais me preocupando com isso, com certeza muito mais do que aqueles que ficaram tempos sem me procurar, e quando nos encontramos, agiram como se nunca tivessem me conhecido. Enfim, o conselho que eu daria a mim mesma seria: “conviva com eles, mas não dependa deles. Outros amigos surgirão, e esses acabarão ficando para trás.”

O segundo aviso que eu daria seria para que eu me valorizasse mais, que tivesse amor próprio e uma maior consciência do meu valor. Não havia motivo para eu aceitar certas coisas ruins que as pessoas diziam ao meu respeito, concordar com elas, ou até mesmo forçar amizade com quem claramente me detestava. O famoso “puxar saco de quem só te dá fora”. Sobre isso, não tem muito mais o que dizer, apenas que não é um recado só para mim, mas para outras pessoas também.

E quanto aos garotos que eu gostava? Certamente não eram os melhores que poderiam me aparecer. O problema é que, não tendo passado pelo que passei algum tempo mais tarde, eu não tinha como saber disso na época. A menos que eu mesma fosse até lá e me desse o aviso, é claro. Com isso, indo de volta ao passado, eu poderia dizer: “Ei! Você ainda vai conhecer outras pessoas. Muito melhores, até. Por isso, não perca seu tempo achando que não vai aparecer mais ninguém”. É, era exatamente isso que eu gostaria de dizer.

“Não me comparar com outras pessoas” seria um ótimo recado também. Porque era o que eu vivia fazendo! “Por que tal pessoa age de tal forma e todo mundo aprova, mas, se eu fizer o mesmo, vou ser completamente julgada?”. Ou então, a clássica frase: “por que não posso ser como a Fulana?”. Eu realmente não gostava de ser como eu sou, o que me levou a várias vezes tentar agir ou fazer coisas que não tinham nada a ver comigo, apenas para que as pessoas gostassem de mim. Isso me levou a ter o terrível "Complexo de Charlie Chaplin" (sim, eu acabei de inventar), ao qual já mencionei nesse post antigo. Agora, será que bastaria dizer a mim mesma que eu não precisava ser engraçada para que as pessoas gostassem de mim, e que eu tinha sim talentos, mas que não era capaz de ver?

A verdade é que esses avisos teriam sim um efeito real em como eu agiria mais tarde. Afinal, se o seu “eu” do futuro aparecesse te dando conselhos e te afirmando que a sua vida iria melhorar muito, você iria ligar? Aposto que sim. Mas filmes como De Volta Para o Futuro, Efeito Borboleta e até mesmo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban estão aí para afirmar que, se você mexer com o passado, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia” em relação ao futuro. E é por isso que nós não temos a menor noção do que poderá acontecer amanhã.

"A coisa mais bela que nós podemos vivenciar é o mistério. Ele é a fonte de toda a verdadeira arte e a ciência. Aquele para o qual esta emoção é estranha, ao qual não pode mais parar para pensar e ficar arrebatado em temor, está tão bem quanto morto: seus olhos estão fechados." (Albert Einstein)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Sobre o filme: Beleza Americana

"Beleza Americana" traz logo em um de seus pôsteres uma mensagem que define perfeitamente o filme: “Olhe bem de perto”. Afinal, é justamente disso que ele se trata: um olhar dentro da vida de pessoas que de longe são consideradas normais, e por isso levam uma vida de aparências, quando na verdade não são nada perfeitas. Em pleno 1999, essa história de drama levou a Academia a premiar o filme com 5 Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia), tendo sido ele protagonizado pelo ator Kevin Spacey e a atriz Annette Bening.

O filme poderia ser superficialmente descrito como “Um homem cuja vida é infeliz se sente jovem novamente ao se encantar pela amiga de sua filha, uma garota que deseja ser modelo e é líder de torcida no colégio”, mas a história vai muito além disso. Um fato marcante nesse filme é que todos os personagens têm problemas. Todos possuem questões pessoais, e muitas vezes são infelizes naquilo que fazem. O personagem Lester Burham trabalha em um emprego que detesta, além de viver um casamento de fachada e mal falar com sua filha, que está passando pela adolescência e não se sente bem com o próprio corpo. A melhor amiga dela, Angela, à qual ela inveja, vive contando histórias sobre como os garotos a adoram, e ela não se sente nada bem com isso.

O surpreendente é perceber que a própria garota que povoa os sonhos do protagonista também tem suas inseguranças, afinal, por toda aquela fachada de garota perfeita e desejada por todos, existe uma pessoa com o grande medo de ser comum e de não se destacar na multidão. Isso faz com que a amizade dela com Jane, a filha do Lester, seja daquelas em que só se anda com uma amiga porque ela é mais feia, logo, quando sair na rua, as pessoas vão notar a diferença entre as duas, e, consequentemente, desejarão a mais bonita.

A esposa de Lester, Carolyn, é uma mulher que costumava ser alegre, desinibida, sem muitas frescuras para viver a vida. Isso foi mudando ao longo dos anos de casamento, e ela se transformou em uma mulher amarga, materialista, sexualmente frustrada e que deseja tudo em perfeita ordem. Ela trabalha no ramo imobiliário, e enfrenta dificuldades para vender casas, já que existe uma disputa com o famoso Rei dos Imóveis.

Do outro lado da história, um personagem observa a vida na casa de Lester. Andando sempre com sua câmera, ele filma os movimentos de Lester e sua filha, e o que eles fazem quando julgam que ninguém está olhando. Retornando à escola após ter passado um tempo internado em um hospício, ele logo retoma seus antigos hábitos, tornando-se traficante de drogas e inclusive vendendo maconha a Lester. Em pouco tempo, ele e a filha de Lester começam a namorar, o que não agrada nem um pouco Angela, que o considera esquisito e sente inveja da atenção que ele dá à amiga. O pai dele é um militar que condena práticas homossexuais, e sua mãe, uma mulher com problemas mentais. A relação dele com o pai é complicada, já que ele é bastante rígido e foi dele próprio a decisão de interná-lo no hospício.

Desde o primeiro momento em que vê Angela, Lester constrói fantasias com ela, que são mostradas durante o filme. Em uma delas, ela se encontra em um mar de rosas vermelhas, olhando para ele enquanto ele a observa em sua cama. As rosas, aliás, estão presentes em muitas dessas cenas, e elas estão ali para justificar o próprio título do filme, que faz referência a esse tipo de flor cultivada nos Estados Unidos, que também recebe o nome de Beleza Americana.

O título do filme, além de ter relação com as rosas, representa a ironia entre como as pessoas imaginam ser a vida da classe média nos Estados Unidos, e como ela é de verdade. Porque por trás da fachada de alguém que aparentemente é perfeito, como no caso da Angela, quase sempre existem problemas muito mais profundos, que a beleza física cumpre o papel de esconder. A relação de Jane com o vizinho Ricky mostra o típico caso de uma garota que namora com o primeiro garoto que repara nela, já que ela não está acostumada com esse tipo de atenção. Nem mesmo o pai repara nela, já que ele está tão ocupado odiando seu emprego e fantasiando com a própria amiga da filha.

Logo nos primeiros minutos de filme, o personagem principal avisa: em menos de um ano, ele estará morto. O final realmente não é feliz, mas surpreende. Aliás, tudo surpreende. Afinal, as aparências enganam. Quando o assunto é Beleza Americana, olhe bem de perto, mas, principalmente, desconfie de todos. E não se deixe enganar...


Elenco:
Kevin Spacey como Lester Burnham
Annette Bening como Carolyn Burnham
Thora Birch como Jane Burnham
Wes Bentley como Ricky Fitts
Mena Suvari como Angela Hayes
Peter Gallagher como Buddy Kane
Chris Cooper como Colonel Fitts

Direção: Sam Mendes
Roteiro: Allan Ball

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quadrinhos (não só) da infância

Oi, gente! Mil perdões pelo sumiço nesse feriado de Páscoa, mas a verdade é que eu não parei com o blog em nenhum momento, criando e planejando outros posts, além de ter respondido os comentários que eu tanto amo receber de vocês. E, bem... O post de hoje vai ser um pouquinho diferente dos que costumam aparecer por aqui (aliás, é por isso que ele vai estar na aba Aleatórios). E o tema de hoje vai ser: quadrinhos! Isso mesmo, quadrinhos que eu lia tanto na infância quanto hoje em dia, com suas respectivas histórias e características de alguns personagens. Quadrinhos são uma das minhas paixões (tanto que, em provas, eu sempre respondo primeiro as questões em que eles aparecem) e, por isso, pensei na melhor maneira de como fazê-lo sem ficar exagerado demais ou muito pobre, chegando à conclusão de que a melhor opção seria contar um pouquinho da história deles, falar sobre os autores e as personagens (nessa parte das personagens, especificamente, um grande obrigado à Wikipédia, pois foi de lá que retirei todas as informações) e, no final, colocar um ou mais quadrinhos de cada história. É com um grande carinho que fiz esse post:

Mafalda
Mafalda surgiu na década de 60, tendo sido criada pelo cartunista argentino Quino. Fez um enorme sucesso por conta das críticas que apresentava em relação à política e ao cuidado com o planeta Terra. Após encerrar a publicação dos quadrinhos, pela primeira vez em 1965 e depois definitivamente em 1973, Quino ainda se dedicou e se dedica a muitos outros trabalhos, mantendo a dose de ironia conhecida pelos quadrinhos da Mafalda. Hoje em dia, existe até uma praça em Buenos Aires de nome Mafalda, em homenagem à famosa personagem (que chegou algumas vezes a ser comparada com o personagem Charlie Brown de Peanuts, apesar de as duas histórias serem bastante diferentes). Hoje, existe o livro Toda Mafalda, que reúne todas as tirinhas já feitas com a personagem.


Mafalda: Uma menina de seis anos de idade, que odeia sopa e adora os Beatles e o desenho Pica-Pau. Ela se comporta como uma típica menina na sua idade, mas tem uma visão aguda da vida e vive questionando o mundo à sua volta, principalmente o contexto dos anos 60 em que se encontra. Tem uma visão mais humanista e aguçada do mundo em comparação com os outros personagens.
Manolito: O filho de um comerciante, mais preocupado com os negócios e dinheiro do que com outra coisa. Não gosta dos Beatles e é um estudante que tira notas baixas (menos em Matemática, por causa das contas que aprende no mercado do pai). Representa o conservadorismo capitalista na obra, apenas pensando no lucro do armazém de seu pai. Também adora inflações dos preços, pois assim acha que está lucrando.
Susanita: Uma menina fútil. Seu único objetivo na vida é encontrar um marido rico e de boa aparência quando crescer e ter uma quantidade de filhos acima da média. É uma grande fofoqueira e egoísta, e sempre encontra um jeito de falar sobre o vizinho do irmão da cunhada de alguém.
Filipe: Um sonhador que odeia a escola, mas que frequentemente trava intensas batalhas com sua consciência e seu senso nato da responsabilidade. Foi inspirado pelo jornalista Jorge Timossi, um amigo de Quino.
Miguelito: Amigo de Mafalda, um pouco mais jovem do que os outros. Filho único, com uma personalidade única, mas com um coração enorme. Miguelito tem dificuldade de compreender o que Mafalda pensa, sempre entendendo os conselhos de sua amiga de maneira literal. Além disso é um personagem egocêntrico, que parece achar que o mundo gira à sua volta.


Peanuts
Fazendo sua estreia em 1950, foi criado pelo americano Charles M. Schulz. Suas tirinhas contam a história de um grupo de crianças cujo personagem principal é o Charlie Brown, junto de seu cachorro Snoopy. O sucesso da série foi enorme, sendo publicada em diversos jornais e se expandindo para o mundo dos desenhos animados e dos cinemas, de onde saíram quatro longa-metragens. Em seus últimos anos de vida, o criador sofreu de Mal de Parkinson e continuou desenhando a série por um tempo, até que anunciou sua despedida no ano 2000, vindo a falecer um mês depois. Por conta de sua doença, era possível perceber que os desenhos saíam tremidos em suas últimas edições, o que não chegou a prejudicar as histórias, que mostravam o cotidiano do grupo de amigos de forma bastante irônica e divertida.

Charlie Brown: Charlie Brown é o estereótipo do perdedor amável, uma criança dotada de infinita esperança e determinação, mas que é dominada por suas inseguranças e uma permanente má sorte, e aqueles que o cercam muitas vezes se aproveitam dele. Charlie e Lucy van Pelt protagonizam uma piada recorrente: Lucy segura uma bola de futebol americano para que ele chute, mas a tira do caminho na hora do chute, fazendo com que Charlie chute o vazio e caia de costas no chão.
Snoopy: Snoopy é um cão extrovertido com complexo de Walter Mitty (um personagem fictício, criado pelo escritor americano James Thurber), com muitas virtudes. A maior parte delas não são reais, mas sonhos que fazem parte do seu mundo de fantasia, que aparecem quando Snoopy dorme no telhado da sua casinha.
Woodstock: É o melhor amigo de Snoopy e também seu fiel confidente. Fala apenas a linguagem dos pássaros, usando um alfabeto cheio de exclamações que expressam emoções, frustrações e seu real temperamento nas tiras de Charles Schulz.
Linus: É o irmão de Lucy e o melhor amigo de Charlie Brown. Apesar da tenra idade, Linus é muito observador e erudito, agindo como o filósofo e teólogo da série. Ele está sempre agarrado ao seu cobertor azul.
Lucy: Tem uma forte e predominante personalidade. É muito cínica, grita muito, é impaciente, mal humorada e freqüentemente malvada com os outros personagens da série, particularmente com o irmão Linus e Charlie Brown. Os seus sorrisos e motivos raramente são verdadeiros. Costuma apresentar argumentos sem lógica e as suas perspectivas são sempre egocêntricas. Lucy gosta de Schroeder, que prefere tocar Beethoven a estar com ela.

Calvin e Haroldo
Com o título original de Calvin and Hobbes, foi publicada pela primeira vez em 1985 e até hoje não encerrou suas publicações, embora não seja mais desenhada desde 1995. O cartunista, Bill Watterson, conta as aventuras do menino Calvin e seu tigre de pelúcia Haroldo, representando a imaginação típica da infância e como os pais muitas vezes não entendem isso (como é possível perceber em várias das histórias). Os nomes dos personagens principais foram baseados em dois famosos de séculos passados, João Calvino e Thomas Robbes, o primeiro, fundador do movimento religioso Calvinista e o segundo, criador da frase “o homem é o lobo do homem”. A escolha dos nomes, no entanto, trata-se de uma ironia com aqueles que estudam ciência política e filosofia.

Calvin: Um menino de seis anos que vive diversas aventuras e não perde uma chance de se aventurar com sua própria imaginação.
Haroldo: O tigre de pelúcia e maior parceiro de Calvin. Participa de todas as suas aventuras, sendo visto por ele como um tigre de verdade.
Pai e Mãe: Nunca receberam um nome na série, sendo por isso somente chamados de Pai e Mãe. Um fato marcante é que eles não entendem a imaginação de Calvin, e, por isso, ficam bastante preocupados com a relação que ele cria com seu tigre de estimação Haroldo (que para eles é um bicho de pelúcia comum).
Susie Derkins: Vizinha e colega da escola de Calvin, aparentemente destinada a ter uma eterna relação de amor e ódio com ele.
Rosalyn: A dita por Calvin como a "terrível" babá, que é a única da cidade disposta a fazer o serviço de tomar conta dele.

Turma da Mônica
Com personagens baseados em pessoas reais, a Turma da Mônica foi criada pelo brasileiro Mauricio de Sousa em 1959, sendo Mônica e Magali baseadas nas filhas do cartunista e Cebolinha e Cascão baseados em outras figuras, a primeira, um menino de Mogi das Cruzes que trocava a letra R pelo L e, a segunda, nas lembranças do próprio Mauricio de Sousa na infância. Ficou nacionalmente famosa por mostrar a eterna disputa entre Mônica e Cebolinha, que vivam brigando e implicando um com o outro, o que, no fundo, tinha uma certa dose romance. Em 2008, começaram a ser publicadas revistas com os personagens da Turma na adolescência, intituladas como Turma da Mônica Jovem, que fizeram o maior sucesso no Brasil.
Mônica: Uma menina brava, decidida, que não tolera desaforo. Mora com os pais, tem um cãozinho chamado Monicão e vive agarrada a um coelho de pelúcia, apelidado de Sansão. E este coelho, que ela trata com todo o carinho, também serve de "arma" contra os meninos. Principalmente o Cebolinha, o Xaveco e o Cascão, que não param de "aprontar" com ela, chamando-a de gorducha, dentuça ou baixinha.
Cebolinha: Ele já foi mais alto, baixo e até mais cabeludo, mas sempre com o mesmo jeito engraçado (ou melhor, "englaçado") de falar. Parceiro de aventuras - ou seria melhor dizer "vítima"? - da Mônica, a quem vive tentando derrotar com seus "planos infalíveis", podendo às vezes ser considerado um vilão na série.
Cascão: Mauricio conta que, no início, teve receio da reação do público para com este personagem com uma certa "mania de sujeira". A aceitação, entretanto, foi imediata. Cascão tem sua própria revista e torna-se amigo e comparsa de Cebolinha, ajudando-o em aventuras e a derrotar Mônica. Mora com seus pais e seu porco de estimação, que é bem esperto e limpo, ao contrário do dono. Também é namorado da Cascuda, uma menina que antes era sujinha como ele, mas que com o tempo passou a ser limpa e organizada.
Magali: Ela é uma menina de apetite voraz e insaciável, frequentemente querendo saber de comer, embora que com tanto apetite continue eternamente magra. Ela também é a melhor amiga da Mônica e por isso é uma das únicas personagens que não brigam com ela. Tem um gatinho chamado Mingau e vive com os pais. Sua comida preferida é a melancia. Ela também é namorada do Quinzinho, filho do dono da padaria.

Garfield
O gato mais famoso do mundo dos quadrinhos foi criado nos Estados Unidos em 1978, após o autor, Jim Davis, publicar uma tirinha que não teve uma boa repercussão.. Na tentativa de se redimir, ele criou o personagem Garfield, pelo simples motivo de tirinhas cujos personagens são gatos estarem em falta na época, e porque ele seria um bom personagem para se criar merchandising. As tiras foram um enorme sucesso, publicadas em mais de 2000 jornais no mundo todo, ficando atrás apenas de Peanuts. O nome do personagem principal foi baseado no avô de Jim, James Garfield Davis, e o gatinho Garfield é bastante famoso pelo seu frequente tédio e seu ódio pela segunda-feira.



Garfield: Um gato laranja listrado. Preguiçoso, guloso, viciado em café, amante de televisão e acima de tudo, sarcástico. Adora chutar Odie da mesa, arrotar, caçar pássaros e carteiros. O seu prato favorito é lasanha. Odeia segunda-feira, passas, Nermal, dietas (que vez ou outra Jon lhe impõe) e caçar ratos.
Odie: O "parceiro" de Garfield. É um cão idiota, definido por Garfield como "uma língua com olhos e patas", por sempre estar com a língua de fora, babando. Apesar disso, ele frequentemente se vinga do gato. Sua primeira aparição foi em 8 de Agosto de 1978.
Jon Arbuckle:  O cartunista (embora raramente seja visto trabalhando), dono de Odie e Garfield. É um fracasso com as mulheres (até finalmente engatar um namoro com Liz), veste-se muito mal e geralmente cai nos truques do gato, acabando por perder a paciência com este. Em uma tira de Natal, descobrimos que seu nome completo é Jonathan Quilver Arbuckle.
Nermal: O "gato mais lindo do mundo", segundo ele mesmo. Frequentemente aparece, para desprezo de Garfield, já que vive enchendo sua paciência, geralmente provocando-o. No desenho, Garfield gosta de tentar mandá-lo para Abu Dhabi, mas isso também acontece em uma tira de 1983 e no episódio chamado O Terror da Escola. Porém ele e Garfield se mostram amigos em algumas situações.
Arlene: A namorada de Garfield. Aparece esporadicamente, já que Garfield é visto paquerando outras gatas com frequência.
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