domingo, 29 de março de 2015

Sobre o filme: Clube de Compras Dallas

O filme de hoje havia sido indicado pela minha professora de História. Ele foi bastante elogiado pela crítica e recebeu prêmios tanto no Globo de Ouro quanto no Oscar. Eu só fui assisti-lo há poucos dias atrás, e acho que foi o momento certo. Apesar de tudo, eu comecei a ver sem nem saber do que o roteiro se tratava. O título me enganou bastante, pois associei com um clube de compras de roupas, acessórios e outras coisas que não tinham nada a ver. Mas eu estou falando demais, vamos ver logo sobre ele:

O filme Clube de Compras Dallas tem a ver com História? Sim, tem, e ele inclusive foi baseado em fatos reais. O enredo conta a história de Ron Woodroof, um eletricista texano que descobre que está com AIDS, em plena época da descoberta da doença, quando as pessoas tinham muito pouca informação sobre ela. Eram meados dos anos 80, e esse homem vivia uma vida promíscua, cheia de mulheres, drogas e bebidas. Ao ser diagnosticado com a doença, sua primeira reação é de negação, mas em pouco tempo ele percebe que está realmente morrendo e passa a dar valor à vida que ele desprezava antes. Afinal, segundo o diagnóstico, ele teria apenas 30 dias antes de morrer.

O Clube de Compras Dallas surge a partir daí, no momento em que Ron percebe que os medicamentos fornecidos nos EUA não funcionavam, e que matavam o paciente aos poucos. Enquanto isso, em outros países como o o México, haviam medicamentos que realmente faziam efeito contra a doença, e a missão dele passou a ser abrir um clube onde as pessoas portadoras de HIV pudessem pagar uma taxa de adesão e receber os remédios sempre que precisassem, o que acabou iniciando uma luta entre ele e a indústria farmacêutica, que passou a lucrar cada vez menos por causa do clube e fez de tudo para que as drogas vendidas por Ron se tornassem ilegais.

Além disso, outro tema bastante abordado durante o filme é o preconceito contra os homossexuais. Nos anos 80, acreditava-se que quem possuía AIDS não era hétero, logo, ao ser diagnosticado com a doença, apesar de não ter tido relações homossexuais, Ron passou a sofrer preconceito por parte das pessoas, além de ter que lidar contra o dele próprio. A personagem vivida por Jared Leto, Rayon, tem um papel muito importante nessa descoberta.

A mudança sofrida por Matthew McConaughey para viver o personagem

Falando de atuação, o filme rendeu o Oscar de Melhor Ator a Matthew McConaughey e de Melhor Ator Coadjuvante a Jared Leto, além do Globo de Ouro para ambos, que realmente mereceram os prêmios. Ouço tantas pessoas dizendo que os filmes premiados do Oscar geralmente não mereciam ter ganhado, e que existem outros muito melhores, porém, nesse caso, isso com certeza não se aplica. Os dois atores se entregaram totalmente aos papéis. Matthew McConaughey teve que emagrecer muito para interpretar um personagem aidético, o que chegou a me dar agonia ao longo do filme. Afinal, é muito grande o esforço que alguns atores têm que fazer para ganhar um Oscar. A Academia costuma escolher filmes de drama que exigem muito da atuação e do físico desses atores. Além disso, o Jared Leto também passou por esse emagrecimento, além de ter ficado irreconhecível vivendo um travesti, pelo menos para mim (já que só fui perceber que era ele quando fui pesquisar sobre o filme depois).

A atriz Jennifer Garner também está presente e interpretando uma médica. Ela já havia trabalhado com Matthew McConaughey em Minhas Adoráveis Ex-Namoradas, uma comédia romântica. Acho muito legal quando dois atores se reencontram num filme, me faz pensar que eles devem se dar muito bem em cena. Ela também fez uma ótima atuação (aliás, o elenco todo desse filme está de parabéns, pois ele foi rodado em apenas 25 dias e não parece, de tão bem feito que foi).

Um pequeno detalhe que era para eu ter mencionado no início do texto (mas antes tarde do que nunca) é a quantidade de palavrões que o filme possui. São muitos, não estou exagerando. Se você se incomoda com isso, além de se sentir desconfortável com cenas de sexo e clubes de strip tease, não recomendo assistir. O personagem principal xinga bastante e diz muitas coisas obscenas. Não sei se na versão dublada amenizaram essas falas, mas a verdade é que na versão legendada, correspondente à original, os palavrões estão muito presentes. Então, o aviso está dado.

No final, Clube de Compras Dallas serve para demonstrar como era o mundo na época em que surgiram os primeiros casos de AIDS, como as pessoas lidavam com a doença e o pouco que se sabia sobre ela no momento. Além disso, levanta uma bandeira na luta contra a homofobia e faz uma crítica às indústrias de medicamentos que só pensam em lucrar, não se importando se os remédios que vendem fazem mal aos pacientes, além de não permitirem que outras pessoas ofereçam métodos alternativos que venham a lhe causar prejuízo, nem que para isso milhares tenham que morrer. Um filme que a meu ver deve ser assistido com calma e atenção, por se tratar de uma mensagem forte.

Se quiser ver algumas curiosidades sobre o filme, clique aqui.

Elenco:
Matthew McConaughey como Ron Woodroof
Jennifer Garner como Dra. Eve Saks
Jared Leto como Rayon
Steve Zahn como Tucker

Direção: Jean-Marc Vallée
Roteiro: Craig Borten e Melisa Wallack 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Discutindo a Teoria da Pixar

Olá, gente! Em mais um tema aleatório, vim trazer para vocês uma teoria que ficou bastante famosa em 2013. Assim como todo viral, muita gente ainda não viu, e nem sequer conhece. Eu mesma já tinha ouvido falar dela entre amigos, mas só fui assistir o vídeo de fato esse ano, e fiquei impressionada com o raciocínio e poder de percepção do cara que criou isso tudo, pois a teoria de fato faz sentido em muitas partes, e chega a ser assustadora:

Antes de mais nada, uma coisa precisa ser dita: apesar do vídeo acima sobre a Teoria da Pixar ter sido feito pelo Canal Nostalgia, a ideia toda não foi criada por eles. Isso mesmo. O texto original é do americano Jon Negroni, e, a pedido dos fãs, o Nostalgia fez um vídeo explicando essa teoria, e esse vídeo foi totalmente baseado no texto do Jon.

Mas... o que levou o escritor a passar horas e horas analisando os filmes da Pixar? Segundo ele, após assistir um vídeo na internet, ele começou a pensar na possibilidade de que todos os filmes da Pixar se passam em um mesmo universo, estando conectados entre si. Ou seja, todos os filmes produzidos desde Toy Story até Valente (e agora também Universidade Monstros) estão conectados.

Introduzindo um pouco a teoria, Valente seria o primeiro filme nessa linha do tempo. Apesar de ser um dos últimos lançados, ele se passa em uma era mais antiga, medieval. É nele também que há uma explicação para existirem animais que se comportam como seres humanos e também os objetos inanimados, uma vez que há a bruxa que "ajuda" Merida durante o filme.

Agora, é essencial que você tenha assistido ao vídeo ou lido o texto que eu linkei lá em cima, porque nós vamos falar sobre as dúvidas que eu tive em relação à teoria e que me levaram a mandar uma mensagem para o autor, à qual ele respondeu.

Segundo ele, a poluição da Terra levou a uma guerra entre os humanos e os animais, e, posteriormente, entre os humanos e as máquinas, da qual os humanos saíram perdendo. Os poucos que sobraram foram viver no espaço, como é mostrado em WALL-E, e, mesmo assim, eles ainda dependiam das máquinas para tudo. Após esse "Apocalipse", só sobraram os Carros na Terra, e a minha principal dúvida era: como eles conseguiram reconstruir o planeta após toda a guerra? Porque no filme inclusive são mostrados vários monumentos, como a Torre Eiffel, a Esfinge (que inclusive foi adaptada para que houvesse um carro embutido) e o próprio lugar onde os Carros competem, que são difíceis de ser construídos até por seres humanos.


Outra questão que não ficou muito clara no final do vídeo (que eu assisti antes de ler o texto), é sobre como a Boo conseguiu se transformar na bruxa de Valente. Ninguém se transforma em bruxo assim, sem nenhuma explicação, só porque queria encontrar um amigo (no caso da Boo, o Sulley). Ela teria que ter aprendido em algum lugar, e, não tendo provas de como ela conseguiu fazer, a teoria poderia muito bem ser falsa.


Como eu disse, mandei essas questões para o autor (um pouco resumidas e não tão bem explicadas como fiz aqui, confesso), e qual não foi minha surpresa ao ver que ele mesmo respondeu. Pois é. Eu deixei o comentário esperando que algum leitor do site se interessasse e respondesse, ou então que não tivesse retorno, mas o próprio autor se interessou e veio tirar minha dúvida.

Abaixo, o print com a pergunta que mandei a resposta do autor (incluindo a tradução):


Thaís: Eu ainda não entendo como a Boo poderia se tornar uma bruxa sozinha. O conhecimento de que as portas eram a chave para viajar no tempo não parece suficiente para mim. Também, como os carros reconstruíram o mundo depois da guerra? Quero dizer, a Torre Eiffel e a Esfinge? Eu achei que você fosse explicar isso...

Jon Negroni: Boo tinha 2 anos quando tudo isso aconteceu com ela. Crescer obcecada em acreditar que visitou um mundo diferente cheio de criaturas estranhas teria um impacto enorme em como você se desenvolve como pessoa. E Boo poderia facilmente ter se agarrado no fato de que o riso era uma fonte de poder, tornando possível para ela controlar as portas por si própria. Universidade Monstros confirma a ideia de que você pode controlar as portas do lado humano do mundo, no fim das contas.


Quanto aos Carros, eu reformei a teoria sobre como tudo veio abaixo quando os humanos foram embora nas naves estelares. Eu explico mais isso no livro que está vindo aí, mas a ideia básica é que na verdade não há lixo por todo o lugar na Terra. A BnL tratou de limpar a maior parte da Terra 5 anos antes de abandoná-la por causa da toxidade do ar, que foi causada pelos incineradores. Vários lugares na Terra estariam bons, mesmo que o ar fosse impossível de respirar e a vida fosse morrendo lentamente enquanto o tempo passava. Afinal de contas, nós vemos apenas um lugar na Terra durante todo o WALL-E.


No final, fiquei muito feliz que o autor tenha respondido, porém isso não explicou como os Carros reconstruíram (sim, porque eles claramente reconstruíram) a Esfinge, o que me leva a crer que a Terra mostrada nos filmes pode muito bem ser uma Terra paralela, mesmo. Porém, é como o próprio escritor disse: ele reformulou essa parte da teoria e vai explicar melhor no livro que vai ser lançado por ele, então, outras conclusões poderão ser tiradas a respeito (lembrando que nem todos os filmes foram lançados ainda, então, muita coisa poderá ou não ser explicada pelos próximos que estão por vir).

Quero dizer que essa teoria ficou na minha cabeça durante dias, e foi daí que surgiu a ideia de fazer um post sobre o assunto. Queria saber se vocês que assistiram o vídeo do Canal Nostalgia ou até mesmo leram o texto tiveram essas mesmas dúvidas ou até outras, e se conseguiram solucioná-las. Então, gente, essa é a hora de vocês comentarem e falarem o que acharam do post, se gostaram do tema, ou ficaram chateados porque tiveram que assistir o vídeo para entender o post (no caso de quem ainda não tinha visto). Portanto, podem comentar.

quarta-feira, 25 de março de 2015

O álbum Frank, da Amy Winehouse

Assim como Michael Jackson, Amy Winehouse é uma cantora cujo trabalho eu só procurei conhecer mesmo depois de sua morte, e me perguntei inúmeras vezes por que não fiz isso antes (provavelmente porque a mídia só passou a elogiar esses artistas depois que eles morreram). Apesar de sua vida ter sido bastante conturbada, Amy é uma cantora para ser ouvida e lembrada, ainda mais pela sua qualidade vocal. Hoje, eu lamento profundamente que ela não tenha conseguido superar o vício e não esteja mais aqui para lançar mais álbuns, afinal, eu gostaria de ouvir mais músicas com a qualidade das do Frank e do Back to Black (o último álbum lançado enquanto ela estava viva).

Frank foi o primeiro álbum de estúdio da Amy, lançado em 20 de outubro de 2003. Apesar de não ter ido mal nos charts, a cantora deu uma entrevista onde afirmava que ele havia sido mal promovido. A verdade é que, naquela época (e hoje em dia também), as pessoas ouviam muito Britney Spears e Beyoncé (que lançou seu primeiro álbum solo naquele ano e foi o maior sucesso), ou seja, músicas pop. Ninguém estava muito interessado no jazz naquele momento, que era justamente o estilo da Amy.

Por falar em jazz, um dos maiores nomes do estilo foi quem deu a inspiração para o nome do álbum: o cantor Frank Sinatra. Já as letras foram classificadas por alguns críticos como sendo bastante originais, e, segundo alguns fãs, até mesmo carregadas de tristeza (no começo não concordei com isso, porém, após analisar várias, percebi que tem um fundo de verdade).

Quanto aos singles lançados para promover o álbum, os escolhidos foram: Stronger than Me, Take the Box, In My Bed/You Sent Me Flying e Fuck Me Pumps/Help Yourself. Agora, vou falar um pouco sobre alguns deles e de algumas outras músicas que eu gosto muito no álbum. Lembrando, como sempre, que não sou profissional da área e só posso passar a minha impressão sobre as músicas, sem quaisquer detalhes técnicos.

Intro / Stronger than Me - Uma rápida introdução, para finalmente começar a primeira canção do álbum. "Stronger than Me" foi a primeira música da Amy que ouvi, na época em que a MTV era na tv aberta e eu ficava assistindo clipes de madrugada. A letra da música fala sobre uma mulher que tem que "carregar o homem nas costas", já que ele não está nem um pouco preocupado em fazer a relação dar certo (o que podemos perceber pelo clipe, onde Amy namora um homem que está sempre bêbado).


You Sent Me Flying - Difícil explicar o quanto gosto dessa música, em toda a sua extensão. Ela foi co-escrita pela própria Amy, e o significado da letra ainda continua um pouco confuso para mim (e para o pessoal do Song Meaning também, que é onde eu costumo procurar quando não consigo interpretar), porém alguns dizem que é sobre um homem mais velho que dá um fora nela, já que há um trecho onde ela fala "But I never hated myself, for my age so much / Mas eu nunca me odiei tanto pela minha idade", ou seja, um amor não-correspondido.


Fuck Me Pumps - A batida dessa música me lembra as que tocam em um elevador, ou em um lugar bem tranquilo. É legal porque a voz da Amy faz total diferença para que essa música não seja tocada em um elevador, principalmente porque muitas iriam sentir a indireta sobre essa música que fala sobre mulheres fúteis que saem todas as noites, se drogam e sonham em se casar com um jogador de futebol ou um milionário.


I Heard Love is Blind - Não tem jeito, eu sempre acabo me apaixonando por músicas com saxofone (que é, inclusive, um dos instrumentos mais utilizados no jazz). Apesar de essa música ser bem curtinha, ela é bem tranquila de se ouvir, e também o tipo de música que tende a ter muitos covers com direito a violão no Youtube, esse sim o instrumento que predomina nela. Na letra, Amy tenta justificar uma traição, dizendo que seu amante era parecido com o namorado e que ela pensou nele enquanto esteve com o outro. "Yes he looked like you, but I heard love is blind / Sim, ele se parecia com você, mas eu ouvi dizer que o amor é cego".


In My Bed - Amor à primeira "ouvida" (isso existe?). O que mais gosto nessa música é o refrão, bastante diferente. Junto de Stronger than Me, foi a música do álbum que mais ouvi ao longo do tempo. A parte do "Oh, it's you again, listen this isn't a reunion / Oh, é você de novo, ouça, isso não é reconciliação" é a minha preferida nela. Acho que acertaram em cheio ao lançá-la como single.


Take the Box - É uma música forte. De todas do álbum, na minha opinião é a que mais mostra a potência vocal da Amy. Trata-se de uma balada, e é justamente da batida dela que eu gosto. É do tipo de música em que eu gosto mais dos outros versos do que do refrão. Um dos "personagens" da letra se chama Frank, fazendo referência ao título do álbum (ou seria o contrário)? "Frank's in there and I don't care / Frank está aqui e eu não ligo".


October Song - A melodia dela me lembra a de outras músicas. Porém, novamente, na voz da Amy, ela se torna única. A letra fala sobre um passarinho chamado Ava que costumava cantar para ela na janela, mas que, infelizmente, ele se foi. Também pode ter um significado oculto, de uma pessoa próxima a ela que partiu. No entanto, o primeiro significado é o que foi confirmado pela cantora.


Concluindo, é um disco bastante descontraído e que merece ser ouvido. Se você quer conhecer um estilo novo ou já conhece e gosta de algumas músicas da Amy, com certeza vale a pena.,

LISTA COMPLETA DAS MÚSICAS:
1. Intro/Stronger Than Me
2. You Sent Me Flying /  Cherry
3. Know You Now
4. Fuck Me Pumps
5. I Heard Love Is Blind
6. Moody's Mood for Love / Teo Licks
7. (There Is) No Greater Love
8. In My Bed
9. Take the Box
10. October Song
11. What Is It About Men
12. Help Yourself
13. Amy, Amy, Amy / Outro

segunda-feira, 23 de março de 2015

"Você não tem talento!"

"Se você não tem talento, nunca vai conseguir fazer isso ou aquilo." Quantas, eu pergunto, quantas vezes ouvi essa frase? Não importa se é direcionada a mim ou a outra pessoa, essa frase muitas vezes tem o poder de acabar com o sonho de qualquer um. Que sonho? Não interessa. Basicamente, pertence ao tipo de sonho que na concepção da maioria depende de um "dom" para ser realizado.

"Oi, meu nome é Fulana. Desde criança, eu tenho o sonho de ser desenhista. Porém, algumas pessoas na minha família vieram me avisar que eu nunca vou conseguir, pois não nasci com o dom para isso. E não foram só pessoas da minha família, mas amigos também. Agora, me pergunto: será mesmo que assistindo milhares de aulas de desenho e treinando bastante, eu não consigo chegar no nível que quero? Ou será que devo desistir, já que todas as outras pessoas me dizem que não vai dar certo?"


A história da Fulana foi inventada por mim, mas qualquer semelhança com a realidade não será mera coincidência. Há algum tempo atrás, eu tinha esse desejo de desenhar bem, até porque gostava de criar histórias em quadrinhos. Porém muitas pessoas colocaram pedras no meu trajeto. Fiquei então com essa dúvida na cabeça: "Se eu nunca tivesse parado, será que teria atingido um nível muito maior do que estou hoje?" Porque eu ainda desenho do mesmo jeito de quando eu era criança (ou seja, muito mal), e o que me impediu de continuar mesmo foi o problema mencionado nesse post.

Enfim, será mesmo que não dá para você ser cantor, ator, desenhista, publicitário, advogado, guitarrista, jogador de futebol e tantas outras profissões que as pessoas insistem em falar que são só para os que têm dom? E, afinal, o que é o dom, ou talento? Segundo a definição, é nada mais do que a facilidade natural de ser fazer algo. Agora, só porque não se tem a facilidade, quer dizer que não se tem capacidade? Acho que é justamente nesse ponto que as pessoas se confundem.

Posso até estar errada, mas qualquer um é capaz de fazer o que quiser, se se dedicar bastante a isso. Cheguei a pesquisar inúmeras vezes se um aluno que canta totalmente desafinado pode chegar a um nível excelente, e a resposta dos professores de canto é que, sim, é possível. Agora, fiz a mesma pesquisa em relação aos desenhistas. É possível começar desenhando mal e passar a desenhar maravilhosamente bem? Sim, também é. Então por que ainda insistimos em acreditar quando as pessoas dizem que não vai dar certo?

É simples: pela insegurança. Pelo medo de se esforçar, esforçar, e nunca conseguir chegar no nível almejado. Por toda a desmotivação que recebemos daqueles que não acreditam ser possível. Por todas as vezes que ouvimos "não" e concordamos, por todas as vezes que abrimos mão dos nossos sonhos e nos sentimos humilhados.

Mas a coisa toda é que eu já vi acontecer: pessoas que não tinham o menor "dom" de falar em público passarem a falar bem. Pessoas que tinham esse dom e deixaram para lá, e, quando viram, já nem sabiam mais como fazer. Alguns podem até dizer que, nesse caso, nunca houve dom, mas a verdade é que, com muitos esforços, outras pessoas podem ultrapassar sim o seu talento, e ficarem melhores do que você naquilo, principalmente se você não se dedicar. Afinal, um dos professores afirmou: "o dom não é suficiente se você não buscar melhorar. Já vi alunos talentosos serem ultrapassados por outros que não tinham talento algum, simplesmente porque confiaram apenas no dom e não procuraram aprender".

Afinal, o ser humano pode ser persistente. Ao ver que não tem facilidade em fazer algo, fica se perguntando o porquê disso, e tenta de várias formas conseguir. Uns desistem no meio do caminho, ou até mesmo no começo. Já outros, quebram todas as barrieiras e enfrentam qualquer coisa, inclusive o preconceito. "Você não tem talento!" Sim, é mesmo, mas isso não quer dizer que eu não posso.

quinta-feira, 19 de março de 2015

TAG - De tudo um pouco

O post de hoje vai ser diferente, pois vim para responder mais uma tag. A primeira que eu respondi foi a dos 50 fatos sobre mim, que eu gostei muito de fazer. Essa aqui se chama De Tudo um Puco e foi indicada pela Amanda, do blog A Garota que Coleciona Sonhos (que eu sigo e recomendo, pois ela faz muitos posts interessantes). Espero que depois dessa tag vocês fiquem me conhecendo um pouquinho melhor. Agora, vamos lá:

1. Qual o seu estilo musical preferido? Sou bem eclética. Ouço pop, rock, funk, MPB, samba e tudo o que me der vontade. De todos, acho que o pop/rock é o que mais ouço.

2. Qual peça de roupa é a sua queridinha do momento? Minha jardineira floral, que ganhei de presente de aniversário.

3. Quais de seus esmaltes são os mais divos, marca e cores? Amarelinha da Avon, Festa! da Impala, Cone Laranja da Colorama e Psico da Risqué.

4. Short ou saia, e por quê? Short, pois acho muito mais confortável.

5. Cabelo liso ou cacheado? Na minha opinião, os dois tipos são lindos. Acho que o liso e curto combina mais comigo, e com meu rosto.

6. Salto ou sapatilha? Mil vezes sapatilha! Acho os sapatos de salto muito lindos, porém muito desconfortáveis (apesar de que algumas sapatilhas também são bem assim).

7. Brigadeiro ou sorvete? Brigadeiro é uma de-lí-cia, mas... nada me deixa mais triste em relação a comida do que quando o sorvete acaba.


8. Doce ou salgado? Salgado. Coxinha, kibe, empada, joelho, esfiha... entre muitos outros. Sou apaixonada por salgados.

9. Como você define seu estilo? Bastante eclético. Posso acordar hoje querendo usar um vestidinho romântico, ou então simplesmente pegar minha camiseta dos Rolling Stones com uma jaqueta de couro e resolver sair mais roqueira (e eu amo ser assim).

10. Você é o tipo de mulher consumista ou só compra o básico? Já comprei muitas coisas por impulso (ou seja, consumista), mas cada vez mais tenho me controlado em relação à dinheiro, principalmente agora que preciso juntar bastante.

11. Você se considera vaidosa? Sim, mas confesso que muitas vezes a minha preguiça é maior do que a vaidade (risos).

Blogs indicados: Anne & CiaCaligrafando-te, Chá com Torradas, Chá no InvernoEu Curto Literatura, Gleice Kelly, Leitura de Lua, Meu Mural de Ideias, Michelle Leticia, Multidão de PensamentosTchê acalme Guria! (lembrando que contei pelo número de seguidores, e não o de curtidas na fanpage).

Regras: 1. Responder todas as perguntas | 2. Indicar no mínimo 11 blogs com menos de 500 seguidores para responder a tag | 3. Colocar o selo da tag | 4. Colocar o link de quem indicou a tag.


terça-feira, 17 de março de 2015

Sobre o filme: A Entidade

Sabe aqueles filmes de terror que a gente vai assistir, mas tem certeza de que vão ser muito ruins? Pois é, foi com essa opinião que fui assistir A Entidade, há dois anos atrás, na época do lançamento no cinema. E não é que eu estava totalmente errada sobre ele?

Assim como nos livros, é normal julgarmos o filme pela capa. Isso acontece porque, às vezes, os mesmos apresentam uma proposta visual que não nos chama a atenção, não importa se é pelo poster ou se é pelo trailer. Eu não queria ver A Entidade, essa era a verdade. No entanto, acabei assistindo pelo voto da maioria, já que eu e meus amigos tínhamos ido ao cinema ver Atividade Paranormal 4, mas os ingressos já tinham esgotado. Logo, outro filme teve que ser escolhido, e foi esse.

Meu conceito sobre a história mudou logo após a primeira cena. Não sei se foi o clima do cinema, a escuridão ou o som alto, mas a verdade é que a atmosfera sombria se manifestou ali. Em uma árvore, uma família se encontra amarrada e de repente é enforcada, por uma coisa que não se vê bem o que é, pois está praticamente invisível.


O personagem principal, Ellison Oswalt, é um autor que vendeu muitos livros no passado, mas agora encontra-se esquecido. O objetivo dele é retornar à mídia com o melhor de seus livros, que sera o maior sucesso de vendas da sua carreira. Para isso, ele busca inspiração em um local isolado, onde por um acaso aconteceram mortes que não foram explicadas. Sim, é uma história clichê, e que de certa forma lembra bastante O Iluminado, apesar de os dois filmes serem totalmente diferentes.

Como é de se esperar, a Entidade acaba afetando a família de Ellison também, sendo que o ponto em comum entre todos os assassinatos ocorridos anteriormente é que eles são sempre cometidos por crianças (já repararam como adoram fazer filmes assim?), que por algum motivo desconhecido decidem matar toda a família, para depois depois desaparecerem sem deixar vestígios.

Com o passar dos dias, Ellison fica cada vez mais obcecado com seu projeto, a ponto de se distanciar bastante de sua família. Os vídeos que ele descobriu com os assassinatos estão tomando sua mente, e ele ignora todos os pedidos que as pessoas fazem para que ele pare com a busca pelas respostas. Além disso, seu filho começa a passar por uma série de eventos estranhos, que indicam que ele também pode ter se envolvido com a Entidade de alguma forma.

O filme é do mesmo produtor de Atividade Paranormal (o que é engraçado, já que eu tinha ido para assistir um filme que ele produziu, mas, em vez disso, acabei assistindo outro), além de ter sido dirigido pelo mesmo diretor de O Exorcismo de Emily Rose, que é um dos meus filmes preferidos e que mais me traumatizaram do gênero terror.

"A Entidade" é aquele tipo de filme onde o suspense é enorme, e que acaba nos dando muitos sustos. Até mesmo eu, que dificilmente levo susto assistindo filmes (também, de tanto que me preparo para me assustar...), acabei levando vários, assim como muitas pessoas no cinema, que literalmente gritaram em várias cenas. Não quero criar expectativas altas demais para ninguém, mas a verdade é que meus amigos estavam em verdadeiro choque, com muito medo do que poderia vir a seguir.

Um fato curioso que aconteceu no cinema é que eu e minha amiga saímos da sala em um determinado momento para ir ao banheiro, e uma das saídas que leva até ele passa por um túnel escuro. Isso acabou sendo muito assustador, pois fiquei com a sensação de que o túnel não teria fim e que ficaríamos presas ali, sem chances de poder voltar (acho que quem tem claustrofobia me entendeu muito bem).

Infelizmente, quando fui assistir o filme de novo há algum tempo atrás em casa, não foi a mesma coisa. Talvez tenha sido porque eu já sabia tudo o que ia acontecer, e mais ou menos em quais cenas eu iria levar susto. A verdade é que o filme se tornou maçante, e fiquei bastante triste com isso. Porém, irei assistir mais uma vez depois só para ver se o efeito se repete, ou se a experiência vai ser tão boa quanto da primeira vez (e eu espero que seja).

Agora, um fato: a história da Entidade vai um pouco além do que contei aqui, pois ela se trata de algo antigo e sinistro, que assombra as famílias que moram na casa até mesmo depois de elas se mudarem de lá. É mais um clichê do filme? É. Só que, assim como disse outra blogueira, a verdade é que não há nada de errado com os clichês, e o que a gente sempre espera deles é que eles sejam bem feitos. E acho que a Entidade cumpre bem esse papel.

Elenco:
Ethan Hawke como Ellison Oswalt
Juliet Rylance como Tracy
Fred Dalton Thompson como Xerife
James Ransone como Policial

Direção e roteiro:
Scott Derrickson

domingo, 15 de março de 2015

Você já conhece o Spotify?

Quem tem músicas salvas no celular e/ou computador sabe: é uma lista que fica cada vez maior, e muitas delas acabam nem sendo ouvidas, só que a gente não exclui porque jura que vai ouvir depois. O problema é: a gente não ouve. Com o tempo, essas músicas vão ocupando cada vez mais espaço na memória e o dispositivo fica cada vez mais lento. Apagar todas de uma vez não dá, e escolher as que vamos excluir acaba demorando muito. Foi depois de anos passando por isso que conheci um aplicativo que me ajudou a sair, mas, antes de mais nada um aviso: não se trata um publieditorial (aliás, nunca fiz esse tipo de post aqui no blog, e se algum dia fizer, avisarei a vocês), e sim a indicação de um programa que tem me ajudado muito. Que programa é esse? Isso mesmo, o Spotify.

Creio que muitas pessoas já tenham ouvido falar dele, mas nunca pararam para testar ou ouviram comentários que despertassem o interesse nele. A verdade é que o Spotify surgiu em 2007, mas começou a se popularizar há cerca dois ou três anos atrás, além de ter chegado ao Brasil no ano passado. O motivo do sucesso todo é que ele é um serviço de streaming que permite ouvir qualquer música de graça, e, apesar do nome sugerir isso, ele não funciona apenas com Wi-fi. Além disso, está disponível em várias plataformas, como Andoid, iOS, Windows (para computador) e até PlayStation, podendo ser ouvido também no próprio site, para quem não estiver a fim de baixar o programa.

Para mim, a principal vantagem do Spotify é que ele permite ouvir álbuns e playlists inteiras, que tanto são feitas pela equipe do Spotify, quanto pelos próprios usuários. Eu gosto muito das playlists Featuring e Na era do K7, além da que eu mesma criei, com minhas músicas preferidas do Maroon 5. Aliás, vários posts onde falo sobre músicas aqui no blog foram feitos ao mesmo tempo em que eu ouvia pelo Spotify, afinal, me sinto mais inspirada para descrever as músicas quando estou ouvindo ao mesmo tempo em que escrevo.


As músicas são separadas em diversos gêneros, para aquele dia em que você tem vontade de ouvir música, mas não sabe qual. São várias categorias, dentre elas: Latina/Brasil, Balada, Seu astral, Pop, Para treinar, Rocks, Clássica, Hip-hop, Religioso e Reggae.

Como quase tudo na vida, é claro que não existe só o lado positivo. Apesar de todas as qualidades mencionadas acima, algumas desvantagens precisam ser destacadas. A primeira delas é: não existe só o plano gratuito, e, por isso, no intervalo entre uma certa quantidade de músicas (que eu nunca contei para ver quantas são, mas já percebi que varia), é apresentado um anúncio de 30 segundos, ou então, dois anúncios de 15 segundos. Isso acaba frustrando bastante, pois eles sempre aparecem quando menos se espera. A solução é assinar o plano Premium, que custa apenas 15 reais por mês, apesar de a maioria preferir não pagar. Outra grande desvantagem também está relacionada ao plano gratuito, pois ele deixa de funcionar após um mês de uso para quem o utiliza no smartphone, além de alguns usuários reclamarem que ele toca as músicas no aleatório. Já para aqueles que usam no computador ou tablet, isso não acontece, portanto passa o período de 1 mês e as músicas continuam disponíveis.

Infelizmente, as desvantagens não são só essas: para quem usa internet 3G, existe o limite de tráfego, que faz com que as músicas comecem a travar depois que o limite é atingido, já que a velocidade diminui. Já para quem usa Wi-fi, a desvantagem é clara: sem internet, sem música. Além disso, não são exatamente todas as músicas e artistas que estão disponíveis no Spotify (Beatles, por exemplo, não estão lá), pois eles fazem o possível para colocar todas, mas mesmo assim alguns artistas têm sua discografia incompleta no serviço. Isso acontece por vários motivos, mas o principal deles é a dificuldade de conseguir autorização para colocá-las, por conta dos direitos autorais. Afinal de contas, a maior parte dos 15 milhões de usuários usa o Spotify de graça, sem assinar o serviço Premium.

Apesar das desvantagens, creio que o Spotify é um ótimo programa para se usar em casa, pois além de não ser pesado, é só limpar o cache dele quando ele começar a ocupar espaço demais na memória. Além disso, você não perde tempo baixando músicas e álbuns, pois é só pesquisar, clicar e ouvir. Por essas e outras que serviços como o iTunes perdem seus clientes, pois várias das músicas que neles são pagas estão disponíveis de graça no Spotify. E quer coisa melhor do que ouvir várias músicas de graça e sem ser ilegal? Lembrando que quem usa no computador não sofre com as dificuldades descritas acima, somente a parte dos anúncios.


E vocês, já conheciam o programa? Se não conheciam, saibam que eu recomendo, e, se já testaram, deixem nos comentários o que pensaram sobre ele, e quais músicas ou artistas vocês mais gostam de ouvir por lá :)
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