sábado, 28 de fevereiro de 2015

Comecei a ler: Ensaio sobre a Cegueira


O livro que estou lendo atualmente é diferente de qualquer outro que eu já li, em muitos aspectos. Ele foi publicado em 1995 pelo autor José Saramago, um português (que, assim como Eça de Queirós, eu jurava ser brasileiro) bastante aclamado e consagrado. Já tinha ouvido falar muito, tanto do livro quanto do autor, mas nunca tinha parado para ler a obra. Porém, tudo mudou.

Há uns dois anos, minha prima me emprestou vários livros, entre eles, o “Ensaio sobre a Cegueira”. Confesso que a capa não me chamou muita atenção no início (porque sim, infelizmente, eu ainda julgo o livro pela capa), o que me fez demorar muito tempo para começar a ler. Até que, um dia, do nada, eu decidi: “esse livro está sempre aí na estante, e eu nunca leio. Além disso, é emprestado. Vou começar a ler hoje”. E não me arrependi.

A história do livro é bastante interessante: era mais um dia comum na cidade, até que, de repente, um homem fica cego no carro, no meio trânsito, enquanto esperava o sinal abrir. Nisso, um sujeito o ajuda, mas se aproveita disso para roubar o carro, sem saber que a cegueira que atingiu o primeiro homem também iria atingi-lo, começando, assim, uma epidemia que alcança toda a cidade. Os sinais são desconhecidos pela ciência: o homem do trânsito, ao se dirigir ao oftalmologista, descobre que não possui nenhum problema na vista, nada que possa explicar a cegueira súbita. E é uma cegueira estranha, pois, ao invés de se ver tudo preto, vê-se tudo branco, como se fosse um “mar de leite”. O grande mistério do livro é saber onde ele vai dar, afinal, acabam todos mesmo cegos? Há cura para isso? Se sim, qual? Realmente, o autor consegue manter bastante a curiosidade na história, e, segundo o a sinopse, "os cegos, resguardados em quarentena, vão se reduzir à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas". É ou não é de tirar o fôlego?

Uma característica importante dessa edição que estou lendo (e não sei se também é assim nas outras) é que ela veio em português de Portugal, a pedido do autor. É uma experiência diferente, apesar de não ser a primeira vez eu leio um livro nessa língua (o primeiro foi Romeu e Julieta, e foi bastante esquisito, porque eu não conseguia entender a maior parte das cenas). Porém, o autor escreveu de uma forma que dá, sim, para entender o que está se passando, mesmo não sendo o dialeto ao qual os brasileiros estão acostumados.

Outro aspecto da leitura é que os diálogos são feitos nos próprios parágrafos e sem aspas, ou seja, é preciso prestar bastante atenção para não se perder sobre quem está falando qual fala. Em vários momentos, eu preciso voltar para me situar, mas isso não chega a incomodar muito.

A frase que mais me vem à cabeça enquanto leio o livro é: “O pior cego é aquele que não quer enxergar”, apesar de que frase “Só se vê bem com o coração”, do Pequeno Príncipe, talvez também possa fazer sentido aqui. A verdade é que, desde os dois primeiros cegos, tentei traçar um padrão ou atitude que unisse todos eles, mas me contaram que todas as pessoas mesmo na cidade ficam cegas, menos uma. O que mantém o mistério, já que não sabemos quem é essa exceção e nem por quê, restando a nós continuar a ler o livro.

Em 2008, uma versão do romance foi lançada para o cinema, estrelando a atriz Julianne Moore, e dividiu bastante as opiniões da crítica. Pretendo assistir ao filme assim que terminar o livro, para aí fazer a comparação. A verdade é que, embora não tenha chegado nem na metade do livro, já o recomendo a todos os que gostam de ter uma reflexão sobre a vida e sobre os imprevistos que vêm com ela. Espero que o final me surpreenda, e não só ele, como o caminho para chegar até ele.

E então, gente? O que acham desse tipo de análise, onde falo sobre o livro enquanto ainda estou lendo, antes de ter terminado? Eu acho legal, pois mostra as minhas impressões no momento exato em que estou conhecendo a história. Se vocês gostaram desse tipo de análise, comentem, e, se não gostaram, comentem também. Um beijo a todos ;)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O Chandler, de "Friends" recriado por mim no The Sims 4

Oi, gente! Enfim, está terminada a recriação dos Friends no The Sims 4 (aêêê, #comemora), e eu gostaria de dizer que, apesar de o trabalho não ter sido fácil, foi muito legal, e, como prometido, semana que vem eu vou estar postando todos eles para download na minha conta da Origin, onde todo mundo vai poder baixar (enquanto isso, se quiser ver como ficaram os outros, clique aqui).

Nesse último post, eu fiz o Chandler, e essa foi uma sugestão da minha amiga Aline (valeu, Aline Beck!), para que ele ficasse para o final e fechasse com chave de ouro. E acho que ele, junto com a Rachel, foi um dos que ficaram mais parecidos do sexteto, sendo que foi o que levou menos tempo para ficar pronto (foi ou não foi uma baita evolução?). Então, vamos lá:

De todos os Friends, o Chandler é o mais irônico, e, na opinião da maioria dos fãs da série (e da minha também), o mais engraçado. Ele evoluiu bastante ao longo da série, mesmo tendo uma história de vida um tanto quanto complicada (sua mãe é autora de livros eróticos e seu pai se separou dela para virar travesti em Las Vegas), que acabou influenciando seus relacionamentos. Mas aí, tudo mudou quando ele se apaixona [SPOILER!!!] pela melhor amiga Monica, e, a partir daí, começa a amadurecer.

O mais curioso sobre o Chandler é que ninguém na série sabe qual é o emprego dele (e isso já causou até confusão, quando Rachel e Monica erram a resposta e perdem o apartamento para ele e Joey por causa disso), sendo que ele trabalhava em uma empresa a qual odiava, mesmo ganhando muito. Tudo mudou quando ele decidiu fazer o que realmente queria, mesmo que não estivesse mais recebendo um salário tão alto quando o da antiga empresa.

Com isso, podemos concluir que o Chandler, assim como o Ross, nos ensina a ter coragem para ir atrás do que queremos, mesmo que isso signifique sair da nossa zona de conforto e correr o risco de não dar certo. Além disso, ele ensina a fazermos piada até com as piores coisas que acontecem com a gente, do tipo: “ei! Nada é tão ruim que não possa virar uma piada” (ou quase tudo).

O ator que faz o Chandler (Matthew Perry) tem um rosto bastante incomum, marcante (pelo menos para mim), e isso, de certa forma, facilitou o processo de recriação, mesmo eu achando que seria o contrário. Ele possui uma testa grande e um nariz lardo, sendo que os olhos azuis são pequenos, e as pálpebras não aparecem. Os lábios são finos e bem desenhados, e o rosto em si tem um formato quadrado.

Foram usadas as três fotos acima para a composição do rosto, sendo que a que mais ajudou foi a mais recente, onde ele está mais velho, porque mostra o rosto em uma posição reta, de frente. Como eu disse, não foi complicado fazer essa reconstrução, sendo que usei quase o mesmo método do início, lá na Rachel, onde me preocupei em observar os detalhes do rosto durante um bom tempo antes de começar de fato. E eu acho que deu certo, mas isso são vocês quem vão me dizer.

De todos os looks do Chandler, o que eu mais gostei foi o do terno preto com tênis, que ele usou no casamento do Ross. O visual de praia é que não ficou parecido, pois o The Sims 4 ainda não disponibilizou camisas de praia com estampa tropical, mas, assim que fizerem, é só trocar.





É isso, gente. Fiquei muito feliz por ter levado essa série até o fim, principalmente porque em alguns momentos achei que não conseguiria. Mas mantive a determinação, e é isso que importa. Lembrando que semana que vem todos os Friends vão estar disponíveis para download, e, até lá, vou consertar alguns erros que cometi em alguns deles, para que todos fiquem perfeitos (ou quase isso) quando fizer a postagem. Não se esqueçam de comentar e dizer o que acharam ;)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Born to Die - The Paradise Edition, da Lana Del Rey

Dia de falar sobre música aqui no blog, e também dia de falar sobre o cd dela, Lana Del Rey. Nascida oficialmente Lizzy Grant, ela, após adotar o nome artístico de Lana, lançou seu primeiro álbum com o novo nome em 2012, e a partir daí se tornou conhecida (antes de mais nada, se quiser ver sobre o álbum da Clarice Falcão, que eu falei semana passada, clique aqui).

Quando digo “primeiro álbum como o novo nome”, quero dizer que Lana já havia lançado outros com seu nome antigo, Lizzy Grant. Porém, eles não a tornaram conhecida na mídia, e por isso houve toda uma reformulação na sua imagem, incluindo a mudança do cabelo originalmente loiro para um castanho acobreado.

Assim, o álbum foi bastante promovido e ficou conhecido nos EUA. Lembro que a primeira vez que eu ouvi uma música da Lana foi uma descoberta maravilhosa. Era pleno 2012, a minha fase mais vintage, e eu estava conhecendo uma cantora nova que representava toda essa atmosfera. “Blue Jeans” era o nome da música, e eu fiquei impressionada com aquela cantora que além de linda (aliás, para mim, uma das mais bonitas atualmente), tinha uma voz equivalente à beleza, um vozeirão. Logo, fui atrás de outras músicas, e daí conheci “Born To Die”, com seu vídeo que gerou muitas visualizações no Youtube. Então, sabe quando você conhece um cantor ou cantora que você sabe que vai ser sucesso, mas nem seus amigos acreditam? Com a Lana foi assim. Sempre acreditei que ela ascenderia para o reconhecimento mundial (principalmente no Brasil) em algum momento, e foi o que aconteceu. E que bom.

O álbum já estava fazendo sucesso nos Estados Unidos, e foi principalmente por ele ter uma atmosfera diferente dos outros discos lançados no momento. Lana nadava contra a corrente da música eletrônica, muito tocada nas festas rave, e trazia uma sonoridade mais lenta, profunda, sombria até. Assim, Born to Die foi lançado, e depois, a Paradise Edition, sua verão Deluxe, incluindo um segundo cd com ainda mais músicas (assim como o The Fame Monster, da Lady Gaga).

O que me intriga tanto no Born to Die – The Paradise Edition é que eu gosto de absolutamente todas as músicas, e isso não é algo comum quando se ouve um álbum, pois sempre vai ter essa ou aquela que a gente quer pular quando está ouvindo... Mas não, no BTDPE isso não ocorreu comigo, e é por isso que eu trouxe minhas favoritas, tanto do disco um quanto do dois para apresentar aqui (não serão todas, porque senão o post fica muito longo e ninguém lê). Vamos ver?

Born to Die – A faixa-título do álbum já manda o recado de como vão ser o resto das músicas: sombrias, profundas e muito significativas. Lana gosta de contar uma história em suas canções, e com essa não é diferente. No clipe, uma história trágica: Lana morre em um acidente de carro, e seu namorado a segura ensanguentada nos braços “’Cause you and I, we’re born to die / Pois você e eu, nós nascemos para morrer”.


Blue Jeans – Chamou muita atenção pelo refrão, e pela sensação que dá, de como se a gente estivesse meio dopado(a), talvez pela forma como ela é cantada, com vocais bastante hipnóticos (e a maneira trágica como ela termina) "I will love you until the end of times, I would wait a million years / Eu te amarei até o fim dos tempos, eu esperaria um milhão de anos.”


Diet Mountain Dew – “You’re no good for me, baby you’re no good for me / Você não é bom para mim, amor, você não é bom para mim”. Desde o começo essa música te prende, e te guia até uma mudança de ritmos, que ficou muito bem encaixada. Faz pensar em uma viagem, nem que seja em uma montanha russa (a “rollecoster” mencionada na letra). Lembrando que Diet Mountain é o nome de um refrigerante.

National Anthem – Ela começa como um hino, mesmo, e Lana Del Ray também canta rap... ou quase isso. Apesar de no refrão ela manter seu estilo tradicional, nas demais partes há vocais rápidos típicos do rap, e o resultado ficou bom. O clipe foi baseado em Jackeline Kennedy, viúva do ex-presidente J. K. Kennedy, que foi assassinado a tiros. “Money is the anthem of success / O dinheiro é o hino do sucesso”.


Dark Paradise – Até hoje não foi lançado um clipe para essa música, mas eu acho que deveria. “Everytime I close my eyes it's like a dark paradise / Toda vez que fecho meus olhos, é como um paraíso sombrio”, ou seja, uma música que merecia um clipe à altura.

Million Dollar Man – Essa me faz enxergar uma semelhança enorme entre a Lana e a Amy Winehouse, simplesmente por causa da letra. As duas cantoras focam muito em desilusões amorosas, perdas... E Million Dollar Man é assim, mas o lado bom dela é que ela me faz imaginar muito bem como seria a relação de alguém com um homem desse tipo. "Look like a million dollar man, so why is my heart broke? / Parece um homem de um milhão de dólares, então por que meu coração está partido?"

Summertime Sadness – O vídeo dessa música é um dos mais trágicos da Lana. Nele, ela comete suicídio se jogando de um precipício e, apesar de isso não ter sido muito positivo, ilustra bem o que acontece na vida da personagem (pois Lana sempre interpreta uma personagem em seus clipes, é uma de suas características mais marcantes). Mais uma vez, contamos com vocais mais profundos nessa música. “Kiss me hard before you go, summertime sadness. I just want you to know that baby, you’re the best / Beije-me forte antes de ir, tristeza de verão. Eu só quero que você saiba, meu bem, que você é o melhor”.


This is What Makes Us Girls – Essa música me faz ter uma nostalgia imensa, de algo que nunca vivi. Pode isso? Bom, se pode, não sei, mas várias versões de clipes foram lançadas por fãs na internet, e uma delas me chamou muita atenção. Afinal, qual garota nunca fez uma besteira por aquele (ou aquela) que ama? "Remember how we used to party up all night, sneaking out and looking for a taste of real life? / Lembra de quando costumávamos festejar a noite toda, saindo por aí e procurando um gostinho da vida real?"


Ride – Abrindo a versão “Paradise” do álbum, temos Ride. Apesar de ter um clima triste, essa música é libertadora, pois dá a sensação de que você realmente está viajando pela estrada, fugindo de seus problemas. "Been trying hard not to get into trouble, but I, I've got a war in my mind, so I just ride / Tentando muito não entrar em problemas, mas eu, eu tenho uma guerra em minha mente, então, eu só dirijo."



Blue Velvet - No clipe dessa música, Lana faz mais o estilo de uma cantora das antigas, e é justamente isso que ela representa no vídeo. O título da música é o mesmo de um filme de 1986. "She wore blue velvet, bluer than velvet were her eyes / Ela vestia veludo azul, mais azul que o veludo eram os olhos dela."



Gods and Monsters – “In the land of Gods and Monsters, I was an angel / Na terra dos Deuses e Monstros, eu era um anjo”. Só fui interpretar essa música do jeito certo quando assisti o vídeo da Lana em que ela aparece, Tropico, onde ela interpreta uma dançarina de strip, em meio a todo o mundo sombrio do caos do e pecado (Lana também interpreta a Eva nele, vale lembrar).


Lista completa das músicas:
CD1:
1. Born to Die
2. Off to the Races
3. Blue Jeans
4. Video Games
5. Diet Mountain Dew
6. National Anthem
7. Dark Paradise
8. Radio
9. Carmen
10. Million Dollar Man
11. Summertime Sadness
12. This Is What Makes Us Girls
13. Without You
14. Lolita
15. Lucky Ones

CD2:
1. Ride
2. American
3. Cola
4. Body Electric
5. Blue Velvet
6. Gods & Monsters
7. Yayo
8. Bel Air

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Divulgando o projeto #Adotei, da Luisa Mell

Muitos devem se lembrar da Luisa Mell, apresentadora do programa Late Show, na RedeTV! Pois é, o programa acabou há muito tempo, mas Luisa decidiu que não ia parar por aí. Em 2013, ela resolveu criar um projeto de adoção de animais, que incentiva as pessoas a não comprarem cães e gatos (afinal, segundo ela mesma, “amigo não se compra), e sim, adotar, afinal, são milhões de animais abandonados nas ruas, e, se pararmos para pensar, com uma quantidade tão grande dessas, não há motivo para vender, e muito menos comprá-los.

Ativista dos direitos dos animais, vegetariana, formada em Direito e Teatro, apresentadora e embaixadora do projeto Non-Violence Brasil (lidero por Yoko Ono, viúva de John Lennon), Luisa nasceu em São Paulo e ficou conhecida no país depois do seu programa Late Show, onde denunciava maus tratos de animais. E ela até hoje faz isso, utilizando a seu favor as redes sociais, onde recebe diariamente denúncias vindas de todo o país. Ela atende as que pode, e as que não pode, divulga, para que aqueles que estão ao alcance de resolver o problema se mobilizem. O projeto se chama Emergência Animal.

Muitos famosos participaram do projeto #Adotei, lançado pela Luisa Mell em 2013. E foi justamente depois disso que eu fiquei conhecendo o trabalho dela. Haviam se passado muitos anos desde o Late Show, e eu não fazia ideia de que ela ainda trabalhava com isso. Foi por meio do Facebook de amigos que eu conheci a página dela, e me encantei com seu empenho em defender as causas dos animais (dentre elas, o resgate dos beagles no Instituto Royal, que chamou a atenção do Brasil todo).

No ano passado, ela chegou a ir no programa The Noite, do Danilo Gentili, falar um pouco sobre o projeto #Adotei, e teve uma grande repercussão no Twitter. Eu só fui assistir o programa esse ano, pelo Youtube, e acho que ainda vale a pena para aqueles que não conhecem o projeto e gostariam de ouvir sobre ele pelas palavras da própria Luisa:


Como mencionei anteriormente, muitas celebridades aderiram à campanha, dentre elas Marina Ruy Barbosa, Lobão, Giovanna Ewbank, José Loreto, Fúlvio Stefanini e Stella McCartney, uma famosa estilista inglesa e filha do ex-beatle Paul McCartney.

A campanha já lançou camisetas, canecas e até capinhas para celular, e todo o lucro com as vendas é doado integralmente ao Emergência Animal, isto é, uma parte vai para um, e outra, para o outro. Esse é um dos motivos de por que é tão legal compartilhar esse projeto, que, além do próprio site da Luisa Mell, eu só tinha visto em um blog (se quiser ver, clique aqui) e acho que, quanto mais divulgada a campanha for, melhor. Eu com certeza pretendo comprar uma das camisetas, e, quando isso acontecer, vou compartilhar com todos no Instagram.

Agora vou contar um pouco da minha história: desde pequena, sou acostumada a conviver com bichos. Começou com aqueles peixinhos de aquário (que hoje eu tenho dó de ver, pois o espaço é muito pequeno para eles), e depois tive um cachorro... Quando ele morreu, fiquei pouco mais de seis meses triste, sem ter um companheiro em casa (eu e meus pais, que também, sentiam muita falta dele), até que, um dia, surgiu uma gatinha bege, de olhos azuis, no terraço da minha casa, e no começo a espantávamos, pois eu tinha muito medo de gatos. Só que ela sempre voltava, e foi aí que meu pai começou a dar comida para ela, e ela acabou ficando. Sem perceber, a adotamos, e eu comecei a pesquisar tudo o que podia sobre gatos. Se antes não gostava muito desses bichos, hoje sou apaixonada, e fiquei mais ainda quando a Mel (a gatinha bege) teve quatro filhotes, sendo que dois deles ficaram com a gente, a Sol e o Simba. Simba morreu envenenado, mas a Solzinha ainda está aqui, junto com a mãe (hoje, as duas são castradas), e isso me faz ver o quão importante é a gente tomar atitudes e não apenas sentir vontade, afinal, quantas vezes não vemos bichinhos abandonados nas ruas e queremos levar para casa, mas não levamos por causa de “N” razões? Se não podemos, sempre vai ter alguém que pode, e a campanha #Adotei está aí para isso, para divulgar para as pessoas que o melhor é, sim, adotar um bichinho.




Se algum de vocês perguntou: “ela está ganhando dinheiro para isso?”, “é um publieditorial?”, não, eu não estou ganhando dinheiro algum para isso, foi apenas uma iniciativa que eu queria compartilhar com todos, afinal, quando se tem um blog, é bom divulgar os projetos e causas que a gente apoia, para que todo mundo que lê possa tomar conhecimento delas.
 
E você, já conhecia o projeto #Adotei, ou qualquer outro da Luisa? Gostou da campanha? Comente ;)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sobre o filme: Deus Não Está Morto

O filme de hoje é um filme do qual eu já tinha ouvido muito falar, mas nunca tinha parado para assistir. Um amigo meu já tinha me recomendado, mas ele estava sempre ali na Netflix, me esperando, e acabava sendo um daqueles filmes que a gente sempre fala: “qualquer dia eu assisto, mas não hoje”. Até que eu decidi que não iria mais fazer isso com ele, e que iria, sim, assisti-lo, e que iria sim ser hoje.

O filme “Deus Não Está Morto” causou muita polêmica (e também foi massacrado pela crítica) porque tenta provar justamente a presença de Deus, usando como meio disso uma discussão entre um calouro universitário e seu professor ateu. Esse professor tenta fazer com que todos os alunos escrevam em uma folha as palavras “Deus Está Morto” e depois assinem, para que, com isso, obtenham uma nota boa. O aluno, porém, se recusa, e o professor o desafia a defender sua tese de que Deus existe na frente de toda a classe, durante três aulas.

Além disso, o filme conta com algumas histórias intercaladas entre si: uma menina muçulmana que acredita em Jesus, mas seu pai não aceita isso, uma mulher que não acredita em Deus e descobre que está com câncer, o namorado da mulher com câncer que termina com ela e que rejeita a mãe que está com Alzheimer, e a irmã desse homem, que é cristã e que, por um acaso, é a namorada do professor que desafiou o aluno. Ou seja, todas essas histórias e mais outras em um só filme, sendo que o foco principal é a crença na existência de Deus.

A polêmica central do filme está no fato de que “um simples calouro enfrenta o professor com argumentos bobos, com um roteiro que dá a entender que todo ateu é assim porque sente raiva de Deus, e não simplesmente por não acreditar na existência Dele”. E sim, é o que realmente ocorre no filme, porém, eu não achei que os argumentos fossem assim tão “fracos”, como disse a crítica. Afinal, o garoto não está errado quando afirma que tanto o ateu como o não-ateu não sabem responder a pergunta que todo mundo faz: se Deus (ou o Big Bang, no caso dos ateus), existe, então, quem o criou?

Não quero criar discussões religiosas, mas, uma coisa que percebi enquanto assistia o filme, é que parece que eles falam como se o Cristianismo fosse a única opção correta para se acreditar em Deus. De um lado, temos a menina muçulmana que decide “aceitar Jesus”, e então ela é mostrada apanhando do pai e sendo expulsa de casa, e, do outro lado, um garoto chinês cujo pai também não aceita, pois pertence a outra religião. Ou seja, o filme parece falar muito sobre aceitar Deus/Jesus, sem, no entanto, dar abertura a outras religiões (e até pior, mostrando as outras religiões como sendo intolerantes). Eu sou cristã, mas me senti incomodada com isso... Talvez tenha sido um erro de interpretação meu, mas foi a sensação que tive quando assisti.

Tirando isso, muitas lições boas podem ser aprendidas com esse filme, como, por exemplo, a determinação. O personagem principal, Josh, se recusou a negar sua fé apenas para obter uma nota, e resolveu ir até o fim para defender o que acredita, indo até mesmo contra a namorada, que em nenhum momento tentou entender sua decisão. Vemos também o mundo da garota com câncer, que era tão cheia de contatos e cujo celular não parava de tocar, cair, quando percebe que na verdade sua vida era vazia, e que o mundo não sentiria falta dela caso ela morresse. Além disso, há a lição de que precisamos nos libertar daquilo que não nos dá valor, e consequentemente não serve para nós, o que pode ser bem explicado com a seguinte frase:

No final é como eu sempre digo: não importa a crítica, e sim a nossa opinião. Tudo o que posso dizer é que recomendo o filme, mas são vocês quem vão dizer se gostaram ou não. Caso já tenham visto, ou tenham alguma dúvida, escrevam aqui nos comentários, que eu terei prazer em responder.

Ficha técnica:
Título original: God’s Not Dead
Data de lançamento: 21 de agosto de 2014
Gênero: Drama
Elenco: Shane Harper como Josh Wheaton
Kevin Sorbo como Professor Radisson
David A.R. White como Pastor Dave
Dean Cain como Mark
Paul Kwo como Martin Yip
Trisha LaFache como Amy
Cory Oliver como Mina
Benjamin Ochieng como Reverendo Jude

Diretor: Harold Cronk

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Você é o que você é, ou o que os outros querem?


Parece título de autoajuda, mas é um fato: muitas vezes, não assumimos ser quem somos por medo do que os outros vão pensar. Afinal, desde pequenos somos criados para nos importar com a opinião dos outros, mais até do que com a nossa. Criamos reputações, que preferimos manter por comodismo ou por receio do choque do outro ao revelarmos que não somos assim.

Afinal, vale a pena continuar agindo de um jeito, só para manter uma imagem que nem sequer é nossa? Vale fingir, se esconder, disfarçar a verdadeira personalidade, ou até mesmo talento(s), porque para a sociedade somos isso ou aquilo outro? Porque parece que vigora uma espécie de lei secreta onde se diz que: “se você é de um jeito, não pode se revelar de outro”, um pensamento derivado da famosa frase: “a primeira impressão é a que fica”. Ora, por que a primeira impressão é a que tem que ficar? Será que isso, na verdade, não é um preconceito nosso disfarçado? Será que, no primeiro contato com alguém, podemos ter cem por cento de certeza de como a pessoa é? Enfim, sempre questionei o verdadeiro significado.

E foi pensando nisso que eu vim aqui para dizer que não, a primeira impressão não é a que fica. Pode parecer que sim, mas não. Quantas vezes alguém já não chegou para você e falou algo como: “achava que você era metido(a) antes de te conhecer”? Pois é, esse é o exemplo clássico de que nem sempre a impressão que temos logo no início sobre alguém é a correta. Sempre podemos nos surpreender, sempre podemos descobrir que aquela pessoa que sempre consideramos calma, quando confrontada, se estressa, e se torna algo que nunca imaginamos. Ficamos chocados? Ficamos. Mas essa é apenas a prova de que, do nada, as impressões podem cair, assim como as muralhas.

“Mas todo mundo me conhece como tímido(a)”, ou então “marrento(a)”, ou então “covarde”. “Tenho uma reputação, e acho que está tarde demais para mudá-la”. Bom, olhe o exemplo acima: e não é que aquele que sempre viram como tranquilo, revelou ser estressado quando chegou a hora? Pois é, isso também pode acontecer com você. Nunca é tarde para você revelar quem é. Nunca é tarde para dizer “chega! Esse/essa não sou eu!”. Nunca vai ser tarde para você que é tímido(a) e não quer mais ser, levantar a mão na sala ou em uma reunião e falar o que pensa. Nunca vai ser tarde para o marrento(a) demonstrar um lado simpático, diferente do que as pessoas acham. E também nunca vai ser tarde para o covarde se revelar forte e demonstrar que, com ele, a coisa é séria. Porque é disso que precisamos: atitude. Atitude para mudar, para nos descobrirmos e nos re-descobrirmos, assumir para nós mesmos e para o mundo o que realmente somos. Pode parecer uma frase boba, mas é como dizem: “não somos impressora para passar boa impressão”. Ou seja, da mesma forma que uns vão nos criticar, outros vão elogiar, mas em nenhum momento somos obrigados a conquistar os elogios.

Afinal, a ideia desse texto veio da minha própria experiência, como uma pessoa que sempre foi vista de uma forma e achava que não havia como mudar. E veio também da descoberta de que a mudança tem que vir de nós, da forma como nós nos vemos. Porque, no final, é isso o que importa. Não o que fulano ou ciclano acham, e sim o que nós achamos. Só assim vamos conseguir provar que não somos tímidos, marrentos ou covardes, e que nem sequer podemos ter rótulos, pois, se juntarmos todas as nossas características e gostos, ninguém é igual a gente. E, quando nos damos conta de que somos únicos, nos tornamos mais felizes, e consequentemente mais livres para assumir quem somos.

Por isso, se você quer fazer uma mudança, ou anunciar para si mesmo e para o mundo quem realmente é, não se esqueça: nunca vai ser tarde.

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