terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Projeto "Lendo Harry Potter" do Nuvem Literária ♥

Olá, gente! Nessas últimas semanas, comecei a pensar seriamente sobre o que eu queria fazer com o blog, se iria continuar, como iria conciliar com os outros projetos que tenho para esse ano e a verdade é que: sim, vou continuar com o blog e vencer o desânimo! Reformulei posts, mexi em todo o calendário do blog, tive novas ideias e já estou colocando algumas em prática. Resolvi criar menos expectativas e me concentrar em fazer um bom trabalho por aqui, afinal, qualidade é tudo!

Por isso, hoje venho falar sobre um projeto do qual estou participando, o "Lendo Harry Potter", do Nuvem Literária. Pra ser bem sincera, eu já li todos os livros e tenho a coleção desde 2008, mas acreditem ou não, nesse período só houve uma vez em que eu consegui ler todos em sequência até o final. Há séculos eu queria repetir esse ato, e esse projeto foi só empurrão que faltava pra que eu finalmente conseguisse, então, eu não poderia estar mais feliz!

"Mas como eu posso participar, Thaís?"
Qualquer um pode participar, é só seguir as regras que a Juliana do Nuvem Literária estipulou. É bem simples, basta fazer um post anunciando que você está participando do projeto em qualquer rede social (no caso, a mesma onde você fará o projeto), e responder um formulário de inscrição. Em cada mês será feita a leitura de um livro da saga, começando agora no final de fevereiro. A hashtag a ser compartilhada é a #NuvemEmHogwarts :)

Para mais informações, deixo aqui o link dos dois vídeos onde a Juliana explica mais sobre o projeto:



Estou muito animada em participar, e recomendo a todos vocês participarem também! Não importa qual seja a sua edição dos livros, e também não importa se você já os leu antes. Vamos com tudo em 2016 com esse projeto! \o/

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Snoopy & Charlie Brown - Peanuts, O Filme

A história gira em torno de Charlie Brown e sua conhecida falta de sorte. Ele é aquele personagem que representa muitos de nós, do tipo que falha inúmeras vezes antes de conseguir um bom resultado. Mesmo parecendo que nunca vai dar certo, ele não desanima, pois sempre pode contar com seu cachorro Snoopy.

As coisas começam a mudar na vida de Charlie quando uma garotinha ruiva chega à cidade. Quando a vê, ele se apaixona imediatamente, do jeito bem inocente e fofo da infância. Acontece que ele não tem coragem de ir falar com ela, e em todas as tentativas de aproximação algo dá errado. Aos poucos, Charlie Brown vai perdendo a confiança, pois acredita que não é bom o suficiente, e fica bastante chateado com isso.

Nesse filme, surgem em paralelo os alter egos de Snoopy, que é um cachorro muito imaginativo. Ao encontrar uma máquina de escrever no lixo e perceber que Charlie Brown está apaixonado, Snoopy começa a escrever uma história de amor onde é um piloto da Primeira Guerra Mundial que se apaixona por uma aviadora. Em outro momento, o vemos caracterizado como Joe Cool, que supostamente é um garoto descolado do colégio (o curioso é que ninguém percebe que ele na verdade é um cachorro), entre várias "encarnações" do personagem.

A fofura está presente na maior parte das cenas. O Snoopy e Charlie Brown, o Charlie Brown e a garotinha ruiva, o Snoopy e a cachorrinha e o Woodstock (o pássaro amigo de Snoopy). Na minha opinião, é um filme dedicado principalmente aos fãs que já conhecem bem os personagens, já que estes, apesar de aparecerem muito no filme, não são mostrados de uma maneira mais aprofundada na animação.

As lições que esse filme traz são sobre amizade e confiança. Tentar, tentar e tentar, até conseguir. Ser leal aos amigos, e verdadeiro também. Apesar de não ser a melhor animação de todos os tempos, é uma ótima diversão (as crianças que estavam na sala adoraram) e acabou tão rápido que fiquei ansiando por mais. Além disso, adorei ver os gráficos e a maneira como recriaram os personagens, mesmo após a morte do cartunista. No final, a história acaba sendo leve, divertida e bem engraçada.

O sucesso da tirinha “Peanuts” ao longo dos anos foi estrondoso, e, além dos filmes, foram lançados especiais de tv, série animada, bonecos, mochilas, roupas, entre vários outros produtos que vendiam e ainda vendem que nem água. Até hoje tenho minha pelúcia do Snoopy versão Joe Cool (e prometo postar uma foto dela no Instagram!), além de ter comprado o fichário do personagem no ano passado. Então, fiquei ansiosíssima quando soube que iria sair um filme novo, e não pude perder a oportunidade de assisti-lo assim que estreou.

E você, está ansioso(a) para ver o filme? Já assistiu? Conte-me o que pensa aqui nos comentários ;)

Leia também o post: Quadrinhos (não só) da infância!


sábado, 16 de janeiro de 2016

Do alto dos meus 18 anos

Eu me lembro de quando tinha oito anos e faltavam dez anos para fazer dezoito. Naquela época, parecia uma idade muito longínqua, já que o número era maior do que a própria idade que eu tinha até então. A minha ideia de uma pessoa com dezoito anos era a de uma pessoa adulta, bem resolvida e com todas as soluções do mundo na cabeça. Uma pessoa sem qualquer preocupação.

É claro que, conforme o tempo foi passando, essa ideia foi sendo cada vez mais dissolvida. E a data chegou tão de repente! Parece que puf...! Fiz dezoito. Nem parece que todo um caminho foi percorrido até então, que foram uma série de degraus subidos dia após dia. Parece irreal o quão diferente me tornei daquela garotinha cheia de sonhos malucos (dependendo do ponto de vista, é claro!). Ali, eu queria fazer tudo no mundo. Queria ter uma banda, ter minha própria revista, ser cantora, atriz e dançarina e ainda por cima ser muito famosa.

Também passei por várias fases: emo gótica, seguidora de modinhas, funkeira, garota que só ouve pop e roqueira. Passei pela fase de idolatrar famosos como se eles fossem deuses, e de passar 1 kg de maquiagem para ir para a escola (sinto informar, mas todos aqueles memes falando sobre esse tipo de garota me representam).

A música-tema de uma das minhas fases

Nesse tempo, fiz e desfiz várias amizades, e refiz algumas. Conheci inúmeras pessoas, com diferentes tipos de opinião. Descobri que fazer dezoito anos é mais sinônimo de ter responsabilidade do que independência. Essa última vai sendo conquistada aos poucos, enquanto que a primeira já vai sendo cobrada desde o primeiro dia. Só de pensar que agora posso ser presa... ai, ai. Mas deixa isso em off!

Fazer dezoito anos acaba não sendo tão grandioso quanto parece ser quando se está bem distante de chegar lá. Pelo menos, para mim não foi. Quando finalmente atingi essa idade, vi o que já suspeitava há tempos: a minha cabeça continuou a mesma dos dezessete, e o que mudou de verdade foi a lei (somada ao fato de que agora posso assistir toda a programação sem ser julgada por isso). A diferença real só se torna visível quando olho bem para trás, para quando ainda era uma criança e achava que aqueles dez anos demorariam muito a passar.

São vários os planos agora, e penso em escrever uma carta para mim mesma no futuro, cheia conselhos e promessas que espero conseguir tornar reais. Em primeiro lugar, gostaria de aprender a tocar bem o violão. Esse sonho que surgiu há mais de uma década e não sei o que fiquei esperando para só agora começar a colocar em prática. Mas tudo bem, desde que eu leve até o final. Agora, só falta me formar na faculdade que quero, encontrar um emprego do qual eu goste, viajar o mundo...

A responsabilidade é imensa, mas os sonhos também. Toda uma vida se estende para além dos dezoito anos, e espero ter a sabedoria para aproveitá-la bem. Você que já chegou aos dezoito ou ainda está chegando, conte nos comentários como foi a sua experiência e/ou expectativa, para a gente poder trocar opiniões sobre o assunto ;)



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

#1 Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, da Sophie Kinsella

Pense em um livro que você já leu várias vezes. Pense na felicidade que sentiu quando o comprou. Mais do que isso, pense na felicidade de comprar vários livros juntos, e depois ficar admirando-os na sua estante. É assim que Rebecca Bloom se sente quando compra roupas.

Trabalhando como uma jornalista em finanças, – assunto do qual ela nem gosta – Becky ironicamente não sabe administrar o próprio dinheiro. A felicidade para ela seria um cartão de crédito sem limites. portanto, sai comprando em tudo quanto é loja, e não pode ver uma placa dizendo “LIQUIDAÇÃO”, que já quer logo gastar. É claro que, quando a fatura finalmente chega, ela quase tem um ataque de nervos.

É assim que a história começa: Becky amedrontada e encarando a fatura de um de seus milhares de cartões seu cartão VISA e não conseguindo acreditar em como gastou quase 1.000 libras. Alguém deve ter roubado seu cartão. Alguém com certeza deve ter roubado seu cartão.

Mas não roubou, e, quando finalmente cai em si, Becky se vê disposta a economizar dinheiro. Até chega a comprar um livro sobre o assunto, dando todas as dicas para entrar em um regime frugal. O problema é que essa missão parece quase impossível, e ela logo se vê gastando tudo outra vez. Como se não bastasse, ninguém sabe a real situação em que ela está, já que Becky esconde seus problemas financeiros de todos: seus pais, seus vizinhos e sua melhor amiga Suze. Todo mundo acha que ela é uma grande guru das finanças, mas ela sabe a verdade: está endividada até a morte.

No meio dessa encrenca, ainda sobra espaço para romance: Becky vive se encontrando com Luke Brandon em coletivas de imprensa. Ele é o típico empresário rico, bonito e bem-sucedido. Ela não admite nem para si mesma, mas tem uma grande queda por ele, mesmo achando que ele não a aprova. Além disso, vive fazendo rixa com uma das funcionárias dele, Alicia, com quem não simpatiza desde o começo.

A melhor coisa para mim foi ver as desculpas que a Becky inventa para não se encontrar com seu gerente de banco: perna quebrada, febre ganglionar, o cachorro que morreu... ela é assim,  criativa a ponto de ser engraçada. É também o tipo de pessoa que sempre procura não magoar os sentimentos dos outros. Isso a leva a deixar a sinceridade de lado em vários momentos, o que sempre a coloca em confusões e saias justas. São muitas as situações engraçadas pelas quais ela passa. Por ser em primeira pessoa, é possível se sentir íntima e muitas vezes no lugar da personagem, podendo entender de verdade sua maneira de pensar.

A leitura do livro é bem fluida. Você fica se perguntando o tempo todo como a Becky vai fazer para pagar todas as dívidas que acumula, e a expectativa pelos acontecimentos faz com que se virem dezenas de páginas sem nem perceber. A diagramação é excelente, com letras fortes (nas fotos ela saíram bem mais claras), bem visíveis e de bom tamanho. Por isso, não é dificuldade nenhuma ler a história toda em três dias – ou menos, caso haja tempo. As páginas são brancas, mas só me incomodaram mesmo quando fui ler ao sol. Já a capa, não há muito o que dizer: é a do filme e eu a adoro.

*** BÔNUS: Com esse livro, você definitivamente vai conhecer vários e vários nomes de marcas de roupas. Repito, vários mesmo.


Ficha técnica
Título original: The secret dreamworld of a shopaholic
Autora: Sophie Kinsella
Publicado em: 2000
Quantidade de páginas: 432
Editora: Record


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